Na Gringa

20 horas em Istambul

July 28, 2014

Então que finalmente eu embarquei, na madrugada do dia 25/07 peguei o voo da Turkish que me levou até Istambul, de onde peguei o avião que me trouxe a Bangkok. No dia em que comprei a passagem fiquei em dúvida entre uma conexão mais curta, 10 horas, e uma mais longa, 20 horas. Não que a primeira opção fosse curta, mas acabei escolhendo a segunda pois achei que seria uma boa maneira de dar uma volta pela cidade mais famosa da Turquia, além de poder dormir uma noite depois de 14 intermináveis horas dentro de um avião, que são suficientes para acabar com a coluna de qualquer ser humano menos abonado e que tem de viajar na econômica. Foi uma sábia decisão, ainda mais porque achei um hotel super bem localizado e onde pude fazer tudo a pé. Vem comigo!

Hagia Sophia

Ayasofya

Santa Sofia, Hagia Sophia ou Ayasofya, era uma basílica, que virou mesquita, que virou museu e é uma das construções mais lindas que já vi! Foi construída três vezes, a primeira delas pelo imperador Constantino em 360 E.C., tendo o domo central feito de madeira, o que facilitou um incêndio em 404 e sua total destruição. A segunda e terceira construções foram feitas sob ordens do imperador Justiniano. Somente durante o reinado do Sultão Mehmet é que ela se transformou em uma mesquita, por volta de 1450. Hoje em dia a construção funciona como um museu e paga-se 30TL por um ingresso, cerca de R$ 30,00, e ela está aberta todos os dias com exceção de segunda-feira.

No site há mais informações sobre a história da Ayasofya e como chegar lá.

Mesquita Azul

Mesquita Azul

Bem em frente à Ayasofya fica a Mesquita Azul, que já apareceu por aqui. Esta sim funciona como uma mesquita e por isso mesmo não é necessário pagar para visitá-la. Foi construída pelo Sultão Ahmed I com a intenção de ser a mesquita mais grandiosa de Istambul, a cerimônia de abertura aconteceu em 1617.

Como a mesquita ainda é ativa as rezas acontecem todos os dias, cinco vezes ao dia e ela fica fechada para visitação por 1h30 durante a reza, é recomendável prestar atenção e planejar sua ida para antes ou depois. O horário da reza pode ser encontrado no jornal, pois muda todo dia, ou você pode simplesmente perguntar na recepção do hotel. De qualquer maneira, o muezim avisa e esse é um som que não passa desapercebido de maneira alguma.

Como em qualquer outra mesquita, é preciso tirar os sapatos antes de entrar e você recebe um saquinho para carregá-los durante a visita. Todo mundo precisa estar usando roupas que cubram ombros e joelhos, nada de alcinhas ou saias curtas. Além disso, mulheres precisam cobrir a cabeça, não precisa ser nada muito elaborado, como as muçulmanas usam, mas não pode mostrar o cabelo.

Mais informações no site da Mesquita.

Cisterna da Basílica

Cisterna

 Outro passeio imperdível em Istambul, acho que talvez tenha sido o que eu mais gostei. Desde que vi a Morena correndo pelas águas da cisterna quando ela consegue fugir da quadrilha em Salve Jorge que eu morri de vontade de conhecer. Eu adoro água e tudo o que tem a ver com água, de modo que um lugar imenso, cheio de colunas bonitas, pra guardar um monte de água… é óbvio que chamou muito a minha atenção!

Também foi construída pelo imperador Justiniano, no séc VI, e tem capacidade para armazenar 80,000 m3 de água, que era transportada por 20Km de aquedutos a partir de uma floresta próxima de Istambul. Ela foi usada continuamente até o século XV, quando os Otomanos assumiram o controle da então capital turca, aparentemente eles preferiam usar água corrente e instalaram seu próprio sistema de abastecimento.

Uma das coisas que mais chama atenção na cisterna são duas cabeças de Medusa que servem de base a duas colunas. Não se sabe bem como elas foram parar ali, imagina-se que tenham sido removidas de algum templo romano e transportadas para a Turquia.

Medusa

A entrada custa 20 TL, cerca de R$ 20,00, e tem uma certa fila para entrar, o que fez a cena da Morena correndo pelas águas da cisterna ainda mais surreal…

Há um site, mas eu não consegui mudar do turco para inglês…

Grand Bazaar

grand bazaar

Possivelmente o lugar que achei menos legal de todos que visitei, acho que de tanto ouvir falar criei expectativas muito altas. Preciso dar uma de viajante esnobe – porque, ai sabe, eu já visitei muuuuitos bazares pelo mundo – e dizer que já vi mercados mais legais por aí. Achei o de Istambul meio feito pra turista de mais, tudo muito limpo, muito arrumado, falta o feeling povão que o mercadão de SP tem, por exemplo. Fora que eu sou uma pessoa meio mal humorada, não dava pra continuar um post inteiro achando tudo lindo, de alguma coisa eu tinha que não gostar.

Banho Turco

Provavelmente a coisa mais legal que eu fiz e também a última. A idéia de passar uma noite no hotel antes de pegar o voo no dia seguinte, cheguei às 21:30 do dia 25 e só sairia às 20:00 do dia 26, era também poder tomar um banho e tirar a nhaca depois de 14 horas dentro do avião. Mas o tiro saiu pela culatra quando eu me esqueci de que o verão turco é quente pacas e resolvi sair andando pela cidade, para conhecer melhor. Quando cheguei no Grand Bazaar já estava super suada e querendo outro banho, coisa que não seria possível no hotel. Foi quando me ocorreu a idéia de tomar um banho turco! Perguntei a um dos vendedores onde poderia tomar um e rumei pra lá, foram mais uns 5 minutinhos a pé.

Havia a possibilidade de apenas tomar o banho ou de alguém fazer uma esfoliação também E tomar o banho. Na entrada você ganha uma toalha para usar no Hamam, uma buchinha e uma calcinha. Fiquei com a segunda opção e a turca que me lavou me esfregou com tanta força que acho que meu umbigo subiu e está uns 3 centímetros mais alto do que a posição original, mas em compensação a pele ficou ótima! Ela também lavou meu cabelo, o que foi bem gostoso.

O esquema se parece muito com uma sauna a vapor. É uma grande sala circular, cor-de-rosa claro de um tom terroso, com o teto abobadado todo furado para entrar luz do sol e o calorão sair. No meio há uma plataforma de mármore, também redonda, de uns 60 cm de altura, onde dá pra deitar e relaxar. Ao redor da sala há torneiras e pratinhos de metal, que são enchidos com água e usados para o banho. Você pode ficar lá o tempo que quiser e o meu único erro foi não levar uma roupa limpa pra trocar depois. Fica a dica de não esquecer uma camiseta cheirosinha pra saída do hamam.

O nome é Cemberlitas e o site deles é esse aqui. Eu não pude tirar fotos lá dentro, é claro, mas no site é possível ver algumas e ter uma idéia melhor.

E você? Já foi pra Istambul? Gostou? Algum passeio imperdível que perdi? Diz aí!

 

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1 Comment

  • Reply Marisa Sigrist August 3, 2014 at 10:22 pm

    Querida Angelita!
    Já estou com muitas saudades…
    Mas esse seu blog é mesmo muito “porreta”.
    Adoreeeeeiiiii!!!!
    Muita aventura e lugares incríveis.
    Sabe que até me deu vontade de ir também…kkkk
    bjus e se cuida.
    Marisa Sigrist.

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