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Salar de Uyuni padrão patrão

February 24, 2016

*O título desse post deveria ser “Salar de Uyuni padrão Marília”, mas por motivos de aliteração teve de ser trocado.

Chegar a Tupiza não é simples, mas vale à pena.

Chegar a Tupiza não é simples, mas vale à pena.

Já contei aqui como foi a nossa chegada em Tupiza – cheia de percalços pra quem ainda não leu o texto original. Depois de todo perrengue resolvemos que merecíamos um passeio mais tranquilo pelo Salar de Uuyni. Na verdade já estávamos flertando com a opção cinco estrelas desde o planejamento da viagem, mas a alta do dólar falou mais alto e até então tínhamos ficado com a opção mais barata e mais dureza mesmo. Acomodação compartilhada, sem calefação e sem banho durante as quatro noites que passaríamos cruzando o altiplano boliviano. Não era o ideal, mas era o que tinha pro momento. O “padrão patrão” incluía quartos individuais, com calefação e a coisa que considero mais preciosa no mundo inteiro: chuveiro de água quente.

Fica fácil quando o planejamento está só na teoria.

Fica fácil quando o planejamento está só na teoria.

É fácil decidir pelo mais barato e mais bruto quando se está numa situação bem confortável. Durante o planejamento da viagem eu estava na casa da minha sogra na Inglaterra, sentada num sofá macio, ao lado da lareira, crochetando uma manta e podendo tomar um banho de chuveiro a gás no momento que eu bem entendesse. Depois de uma noite sacolejantemente mal dormida num frio que penetra os ossos e a possibilidade de não tomar banho pelos próximos quatro dias, tira-se o escorpião do bolso com a maior facilidade. Assim que pusemos nossos pés na La Torre, sabíamos que a tarjeta de crédito seria utilizada para pagamento do nosso conforto no Salar de Uyuni.

salar de uyuni

Havia a possibilidade de os hotéis não terem vagas tão em cima da hora, mas nós somos muito sortudas e eles tinham. O aumento no preço significou que seríamos também só nós duas no carro, já que a maioria dos turistas opta pelo passeio mais barato, e que poderíamos traçar nosso roteiro com mais liberdade. No fim das contas estava tudo muito favorável.

altiplano boliviano

O plano original era terminar pelo Salar, na cidade de Uyuni, mas a idéia decruzar a fronteira para o Chile e aproveitar para conhecer também o deserto do Atacama se manifestou quando ouviu dizer que éramos as únicas responsáveis pelo roteiro dali em diante. E tem idéia que não dá a menor abertura pra discussão, essa aí não deu. De modo que acatamos.

Hotel Tayka de sal

Hotel Tayka de sal

Ficou acertado então que passaríamos duas noites em hotéis da rede Tayka, uma noite num hotel de sal mais simples e a última noite seria numa acomodação básica, sem banho, que eles chama de alojamento. O meu grande receio em relação ao alojamento era o frio, um deserto naquela altitude não é coisa pra principiante. Explicamos nossa situação pro Roberto, o dono da La Torre, e ele teve a idéia (e a generosidade) de arrumar uma estufa que poderia ser acoplada ao botijão de gás e funcionar como um aquecedorzinho por algumas horas no nosso quarto. Ele não poderia ficar ligado o tempo todo por causa do gás, que é perigoso para a saúde.

altiplano boliviano

Quando tudo isso já estava acertado, Roberto nos disse que só havia um porém. O segundo hotel da rede Tayka fica no meio do deserto, completamente isolado de tudo, e portanto não há alojamento para o motorista e a cozinheira nas proximidades. Isso significaria que teríamos que pagar pela acomodação e refeição deles no mesmo hotel. O que me chamou a atenção não foi a questão de termos que pagar pela pensão do motorista e da cozinheira, mas a maneira como ele tocou no assunto. Foi introduzindo com tanta cautela, quase como se estivesse pedindo desculpas por nos informar do custo adicional. É claro que isso não foi um problema, a decisão de mudar o roteiro foi nossa e quem deve arcar com os custos da mudança somos nós. É algo que nem se discute. Mas fiquei pensando que deve haver gente que pode não querer pagar por isso e esse foi um pensamento que me entristeceu.

Vale a pena pagar mais caro?

Na minha opinião valeu cada centavo.

As noites mais bem dormidas, por causa da calefação, foram fundamentais pra aproveitar melhor os passeios durante o dia. Poder tomar um bom banho quente ao chegar nos hotéis também era maravilhoso, já que o deserto tem uma areia muito fina que gruda no corpo todo, especialmente no cabelo.

Eu costumo partir do princípio de que se o meu dinheiro pode pagar pelo meu conforto, eu gasto sem muito sofrimento. Não deixo de aproveitar um passeio se a grana estiver curta e houver uma possibilidade de fazer a mesma coisa por um preço mais camarada. Isso quer dizer que eu jamais deixaria de conhecer o Salar de Uyuni, um dos lugares mais lindos que já visitei, se só pudesse ir no esquema mais bruto. Mas como eu pude pagar por um conforto sem acabar com as minhas finanças, optei por isso e recomendo que você faça o mesmo se achar que é o caso.

Hospedagem, Na Gringa, Sobre a vida

A saga da acomodação em Phi Phi

January 19, 2015

Como minha permanência na Tailândia sempre teve caráter provisório, a questão “onde morar” nunca foi uma que tenha me tirado o sono. Sabia que seria fácil encontrar um lugar para ficar quando chegasse aqui no final de julho, pois a oferta durante a baixa temporada é sempre grande e minha intenção era passar cerca de três meses por aqui, o tempo que duraria meu curso de divemaster. Escrevi sobre minha primeira acomodação em Phi Phi neste post aqui.

A entrada da minha "humilde residência".

No fim do primeiro mês que estava naquele quarto eu já havia começado a me encher um pouco da escuridão, a única janela que havia dava para um corredor e a luz do dia quase não entrava, do chuveiro frio, do calor que fazia no quarto e do qual do ventilador nem sempre dava conta, da cama dura como pedra, mas principalmente estava cheia da barulheira que os hóspedes dos outros quartos faziam quando voltavam de madrugada. Havia cinco outros quartos no mesmo corredor e a maioria deles era ocupada por mochileiros que iam para a balada todas as noites e sempre chegavam completamente bêbados, berrando e batendo todas as portas. É tudo o que você quer e precisa quando tem que acordar todo dia às 06:15 pra ir mergulhar. A gota d’água aconteceu às quatro da manhã, quando um cara passou, colocando a cara em cada uma das janelas e gritando “Fulana! Você está aí?”. Não me aguentei e disse pra ele fica quieto, que eu tinha que acordar pra trabalhar em duas horas e que ele parasse de incomodar as outras pessoas também. E foi aí que veio o maior desaforo: ” Não estou nem aí se você precisa dormir ou não! Eu estou procurando por uma pessoa que está muito doente e você deveria ter mais respeito!”.  Eu simplesmente respondi: “Meu filho, são quatro horas da manhã em Koh Phi Phi. A essa hora, quem está ‘doente’, está é bêbado e se ela não está na sua cama é porque está na de outro. Cai fora!” Depois dessa verdade jogada na cara o corno ficou manso e quieto, mas eu havia chegado no meu limite de ser acordada pela barulheira alheia.

Uns dias depois meu amigo Federico disse que ele e a namorada iam se mudar pra um quarto novo, com uma janela imensa, ar-condicionado e chuveiro quente numa área bem silenciosa. A secretária da escola onde trabalhamos é que tinha dado a dica pra ele, pois a dona dos quartos era uma amiga dela e o preço seria o mesmo durante a alta temporada também. Não pensei duas vezes e pedi pra ela entrar em contato com a responsável, não queria deixar a oportunidade passar de jeito nenhum. Foi e não foi a maior burrada que eu fiz desde que cheguei na Tailândia.

Por que não foi

Simplesmente porque o quarto era mesmo ótimo. Como havia acabado de ser construído, tudo estava novinho e impecável, o ar-condicionado ainda estava limpinho, a cama era super grande e confortável e eles limpavam a cada quatro dias. E, bom, a vista da janela era essa aqui.

room phi phi

Por que foi

Porque a secretária, hoje ex-funcionária da escola, começou a dar sinais de que a coisa não ia muito bem um pouco depois que eu paguei o depósito inicial para garantir o quarto. Disse que o marido da amiga dela estava reconsiderando alugar os quartos por mês, pois poderia fazer muito mais dinheiro com as diárias que os turistas pagariam durante a alta temporada, mas que a amiga é que era a dona e ela preferia ter gente de confiança permanentemente do que gente entrando e saindo a cada dois dias. Eu deveria ter confiado na minha intuição e pedido meu dinheiro de volta antes de me mudar, mas a preguiça de procurar outro lugar, negociar preço e a insatisfação com a casinha anterior me venceram, de modo que acabei me mudando no começo de outubro. No fim do mês eu viajaria um pouco pela Ásia com uma amiga, como eu não queria deixar o quarto vazio e o Josh estava procurando acomodação, combinei com ele que ele ficaria lá até que eu voltasse das férias e então nós passaríamos a dividir o quarto. Qual não foi a minha surpresa ao descobrir, nos primeiros dias de novembro, que a dona dos bangalôs havia decidido nos colocar pra fora. Nós pagávamos 18 mil Baht por mês com todas as despesas incluídas e ela poderia, facilmente, cobrar 1500 Baht dos turistas pela diária; é claro que a fofa nos ofereceu a possibilidade de continuarmos lá durante a alta temporada pela módica quantia de 30 mil Baht – que é, mais ou menos, o que eu pagava de aluguel em um apartamento de 50m2 na Berrini. Chegamos à conclusão de que a mulher estava mais louca que o Batman e que deveríamos sair de lá o mais rápido possível. O detalhe? O Josh estava em Phi Phi e eu no Cambodia, então o coitado teve que fazer tudo sozinho; desde encontrar um outro quarto até a nossa mudança toda, o que não foi uma tarefa nada fácil no início da alta temporada.

room phi phi

Passei a noite praticamente em claro, com a cabeça a mil, pensando em tantas possibilidades quantas me ocorreram. E se ele não conseguir achar um quarto vago? E se o único quarto vago que ele achar for muito caro? Vou virar uma sem-teto? Vou ter integrar algum movimento tailandês dos sem-teto? Existe um movimento tailandês dos sem-teto? Vou ter que voltar pro Brasil? Vou ter dinheiro pra voltar pro Brasil? Vou ter trabalho quando eu voltar pro Brasil? E tudo o que eu deixei em Phi Phi? Foi parar no meio da rua? Tudo bem que não era muita coisa, mas mesmo assim. E o Josh? Onde vai morar? Vai ter que voltar pra Inglaterra? Vai conseguir encontrar um quarto novo sozinho? Será que eu vou ter que voltar pra Phi Phi antes do planejado pra ajudá-lo a procurar uma casa? Em resumo, eu parecia um peixe fora d’água enquanto me debatia de um lado para o outro na cama e não conseguia dormir.

Dois dias depois chegou a foto acima e a ótima notícia de que ele havia encontrado um quarto para nós dois. Ufa! Acabara-se a insônia e consegui aproveitar o resto da viagem com a minha amiga. A localização era melhor que a do anterior, mais perto do trabalho e num lugar ainda mais silencioso, já que estaríamos nos fundos. Mas o melhor de tudo é que o preço seria o mesmo durante toda a alta temporada e que nós poderíamos ter o quarto durante todo o período, sem medo de sermos despejados novamente.

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Erboy Hotel; uma boa opção em Istambul

August 7, 2014

Quando comprei a passagem pela Turkish Airlines podia optar entre uma conexão mais curta, 10h, ou uma mais longa, 20h. Fiquei com a segunda opção por uma série de motivos: o voo de ida seria o mesmo em ambas situações e a chegada seria por volta de 21:30; muito tarde para passear pela cidade o que significaria amargar 10 horas inteiras de chá de cadeira no aeroporto e pegar mais 10 horas inteiras de voo até Bangkok com as costas tão quebradas que nem o casco do Fuleco daria conta de consertar.

Fuleco

Com isso em mente, achei que a conexão mais longa também me daria a oportunidade de tomar um banho – coisa que faz muita diferença numa viagem tão longa – e conhecer Istambul, suas mesquitas e seus mercados. Isto decidido, sobrava ainda a questão de onde me hospedar. Precisava ser um lugar bem central, a partir de onde eu pudesse ter acesso à maioria das coisas que eu queria visitar sem perder muito tempo me deslocando até eles, de preferência andando. Aí me lembrei de um post do Earl, do Wandering Earl, sobre um hotel chamado Erboy que ele dizia ser muito bem localizado. Entrei no site deles, vi que o preço estava dentro do meu orçamento e fiz a reserva, do quarto e também de um motorista pra me buscar no aeroporto.

O hotel

erboy hotelerboy hotel

Meu quarto era bem bonitinho, nem grande e nem pequeno, com duas camas de solteiro e um banheiro bem ajeitado, com banheira inclusive. Também tinha wifi, televisão e minibar, nada diferente do que se espera encontrar em um hotel 3 estrelas mas tudo muito bem arrumado e limpo.  O café da manhã está incluso no preço da diária e é bem variado e gostoso. Agora, o que fez toda a diferença no tratamento foi esse envelopinho que estava sobre a minha cama:

hotel erboy

Dentro dele havia uma carta me desejando uma boa estada no hotel e na cidade, dizendo que eles esperavam que a minha experiência no Erboy fosse a melhor possível e que, caso eu precisasse de qualquer coisa ou algo fora do script acontecesse no hotel a gerente de relacionamentos deixava seu telefone à minha total disposição para que eu pudesse entrar em contato com ela na hora em que julgasse necessário. Fiquei encantada com a delicadeza do gesto, inclusive pois a carta estava assinada de próprio punho e o envelope havia sido escrito a mão.

O serviço da recepção também merece nota 10. De manhã reservaram a van que me levou até o aeroporto, por apenas US$ 8,00, e guardaram minha bagagem depois de eu fazer o check-out, para que eu pudesse andar tranquila por Istambul. Quando eu pedi ao moço da recepção para que tomasse cuidado com a minha mochila, pois o computador estava dentro dela, ele me disse: “Madam, I treat them like babies“, me dando certeza de que minhas coisas estariam em boas mãos.

Ou seja, não poderia recomendar mais. Seja uma estadia rápida ou mais prolongada em Istambul, o Erboy é uma ótima opção, tanto pela excelente localização quanto pelo serviço atencioso e eficiente.

Serviço

Ebusuud Caddesi No: 18
34120, Sirkeci Istanbul/Turkey

Telefone : +90 212 513 37 50
Fax : +90 212 513 37 59
Info : hello@erboyhotel.com
Reservas : sales@erboyhotel.com

O preço da diária fica em cerca de 90 Euros, mas há promoções no site.

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Shanghai Mansion; o hotel mais charmoso de Bangkok

July 3, 2014

Shanghai mansion hotelNo meu grupo de amigas temos uma que é referência quando queremos dizer que alguma coisa é boa, chique ou de muita qualidade. Assim instituímos o “Padrão Marília”, selo que carimba tudo que merece um padrão de excelência. Já o “Estilo-tipo-Ângela” de viajar é quase o completo oposto do “Padrão Marília”, minha mãe mesmo já me disse que sou muito espartana nas minhas escolhas de hotel. Fato é que requinte realmente não é um dos critérios que mais considero na hora de escolher hospedagem, preço e localização contam muito mais na hora de bater o martelo. Mas isso não me impede de esbanjar um pouquinho de vez em quando, especialmente se a descrição disser que a decoração do lugar te transporta para a Xangai dos 1920. Quebrei o porquinho e fiz a reserva.

O hotel

Shanghai Mansion hotel

Jardim aquático

O Shanghai Mansion Bangkok é lindo e super charmoso, daqueles lugares onde dá vontade de morar por uns seis meses. Minha estada lá começou super bem, porque  os quartos mais baratos, obviamente a minha escolha, estavam todos ocupados me transferiram para um melhor sem nenhum custo adicional – ponto para a equipe das meninas.

A entrada é um pouco escondida e o acesso à recepção pode ser feito por uma escada rolante. Na frente do balcão há um espaço com poltronas e computadores que ficam à disposição dos hóspedes, também há wi-fi nas áreas comuns e nos quartos. Na área que dá acesso aos elevadores há um jardim aquático, em torno do qual ficam os quartos. A decoração do hotel é cheia de detalhes lindos, tudo milimetricamente calculado para que você tenha mesmo a impressão de que entrou num túnel do tempo e desembarcou na China da década de 20.

Também há um bar de jazz, o Cotton, que eu acabei deixando de conhecer. Acho que simplesmente deixei passar batido por estar viajando sozinha e ter pensado que não haveria tanta graça passar a noite em um bar na companhia de um livro. É o tipo de situação que requere companhia do tipo que responde, não do tipo que só não te deixa sozinha; coisa que livros fazem com maestria.

O café da manhã está incluso no preço da diárias e é bem variado, com comidinhas ocidentais e tailandesas.

O quarto

Shanghai MansionComo falei antes, tive a sorte de ser colocada em um quarto melhor do que o reservado e é claro que eu dei um pulão na cama assim que entrei – sim, eu assisti “Esqueceram de mim 2” infinitas vezes quando eu era pequena e quis repetir a cena do Kevin na suíte do Plaza – fiquei feliz de constatar que ela era tão confortável quanto eu imaginara. Havia também uma caminha menor, que dá pra ver no fundo da foto, o que pode ser uma boa opção para famílias, um frigobar liberado que era reabastecido todo dia, cofre, TV com vários canais e essa mesinha no centro do quarto, que foi usada muitas vezes para o planejamento das atividades do dia seguinte.

Shanghai mansionO banheiro, assim como o quarto, é todo lindo e caprichado. Minha única queixa foi a água quente ter acabado meio rapidamente, mas talvez eu não tenha tomado um banho tão rápido quanto deveria.

Shanghai Mansion hotelShanghai Mansion hotel

As toalhas ficam penduradas nesse cabide com cara de escada, achei tão bonitinho colocarem a gaiola em cima.

Serviço:

O Shanhai Mansion Bangkok fica localizado na Chinatown da capital tailandesa, uma área da cidade muito bacana e que talvez nem tivesse chegado a conhecer caso tivesse optado por me hospedar em uma das regiões mais procuradas pelos viajantes; como a Kao San Road, a queridinha dos mochileiros.

O preço das tarifas pode variar bastante dependendo da maneira que você fizer a reserva, vale a pena ficar de olho nas ofertas do próprio site do hotel e também no Agoda, site de busca de hotéis com foco no Sudeste Asiático, que costuma ter bons descontos.

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Braseel, Hospedagem

Bonito – MS, o albergue

July 23, 2013

A primeira vez que ouvi falar em Bonito – MS foi em 1999, quando meus tios estiveram lá e voltaram dizendo que o lugar fazia mesmo jus ao nome. Fiquei curiosa mas acabei nunca colocando o destino na minha lista de prioridades, isso é, até esse ano, quando resolvi que queria viajar mais pelo Brasil.

Dei uma olhada em agências que trabalham com ecoturismo e estava quase desistindo por causa dos preços, tudo por volta de R$ 2000,00 por uma semana. Foi aí que me deu a luz de fazer as coisas por conta própria e procurar a acomodação mais barata possível;  o albergue.

Área da piscina do albergue

Área da piscina do albergue

Eu sou uma grande entusiasta dos albergues, desde a primeira vez que me hospedei em um em 2007. Muito disso vem do fato de eu não ver grande necessidade de gastar mais dinheiro do que o necessário para dormir com algum conforto e ter um banho quente; a não ser que o plano das férias seja passá-las em um resort.

Fora isso tem o bônus de que, estando em um albergue, é muito mais fácil conhecer gente nova, na minha opinião um dos grandes baratos de viajar. Hotéis têm um clima muito mais formal e impessoal, o que te tira a oportunidade de trocar umas palavrinhas com um gringo simpático enquanto recolhe a sua toalha no varal. Ou de ficar sabendo sobre um passeio imperdível, um lugar sobre o qual nunca ouviu falar e que agora não pode deixar de ir por nada nesse mundo. Mesa coletiva de albergue tem disso, cada dia você toma café-da-manhã com gente diferente.

Quarto Coletivo ou não?

Como a intenção era economizar na hospedagem para poder gastar nos passeios, fui de quarto coletivo mesmo. A amiga que estava comigo até sugeriu ficarmos no individual, mas era quase o dobro do preço e era meio de junho, o que me dava quase certeza de termos pouquíssima, se é que teríamos, companhia no quarto. Dito e feito, passamos quatro dias sozinhas num quarto que acomodaria umas seis pessoas.

Se você não suporta a idéia de dividir o quarto com alguém que não conhece, eu sugiro optar pelo privativo. Caso contrário, economize esse dinheiro para gastar em outras coisas, como passeios.

Cada cama tem uma luminária e uma tomada.

Cada cama tem uma luminária e uma tomada.

Agência

O albergue tem uma agência de viagens que organiza os passeios pra você, o que é fundamental, já que tudo em Bonito acontece com hora marcada e a maioria das atrações costuma estar sempre cheia. O preço é o mesmo  das agências da cidade, aliás o preço de tudo lá parece ser tabelado, então o que pega é a comodidade de fazer tudo em um lugar só. O pessoal da agência é o mesmo que trabalha na recepção do albergue e é todo mundo muito legal.

Cozinha

Na primeira noite usamos a cozinha que fica à disposição dos hóspedes para fazermos nosso jantar. Nos outros dias optamos por comer nos restaurantes da cidade, mas é uma boa pedida pra quem quer economizar mais um dinheiro. A única coisa que eles pedem é para não guardar restos da comida na geladeira.

cozinha de albergue

Serviço

O site do albergue é este aqui: http://www.bonitohostel.com/

Alberguista de carteirinha

Alberguista de carteirinha

Você pode se hospedar lá mesmo sem carteirinha, mas se tiver sai mais em conta e dá pra fazer lá na hora mesmo.