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Como visitar o castelo de Alnwick – Parte I

December 11, 2015

Já contei pra vocês que eu virei uma pottermaníaca praticamente de carteirinha, né? Do tipo que encomendou o livro 6 pra ele chegar em casa no dia do lançamento mundial. Pois é, esse tipo de fã. Mas sobre as locações dos filmes eu sabia bem pouco e nem me importava muito com elas, já que a Inglaterra nunca foi um dos lugares que eu mais quis conhecer na vida. Aí eu comecei a namorar o Josh… E bom, aí a Inglaterra entrou nos planos.

Quando decidi que vinha pra cá minha mãe insistiu para que eu visitasse uma cidadezinha chamada Alnwick, ela esteve lá no ano passado e disse que é a coisa mais linda do mundo. Vi que ficava perto de Newcastle e então fiquei sabendo que algumas cenas do Harry Potter e a Pedra Filosofal foram filmadas lá. Foi então que comecei a pensar em como visitar o Castelo de Alnwick.

Da plataforma Q saem os ônibus de Newcastle a Alnwick

Da plataforma Q saem os ônibus de Newcastle a Alnwick

Josh foi escalado para ir comigo e programamos o passeio para um dia em que o tempo estivesse bom , o que não é tão raro assim durante a estação que os ingleses insistem em chamar de verão. Compramos os ingressos pela internet e no dia seguinte pegamos o ônibus em direção a Alwnick na estação Haymarket, no centro de Newcastle, umas 10:30. A viagem entre as duas cidades dura cerca de uma hora e meia, e do ponto de ônibus (Alnwick Station) até o castelo não são nem dez minutos de caminhada. Validamos nossos ingressos na bilheteria e aproveitamos para fazer o passe anual, que está incluso no valor do ingresso por um dia. É só pedir para o caixa fazer o seu registro, tirar uma foto para o cadastro e pronto!, você tem um ano para voltar quantas vezes quiser.

A entrada do castelo

A entrada do castelo

Logo na entrada fui procurar no quadro de avisos o local e o horário da atividade que eu mais queria fazer: a aula de vôo em vassouras! Entre as cenas do Harry Potter e a Pedra Filosofal que foram filmadas no castelo estão as da primeira aula de vôo – quando o Harry e o Malfoy competem para ver quem vai pegar o “lembrol” do Neville e o Harry se torna o novo apanhador da Grifinória – além de algumas cenas externas, deles andando pelos jardins da escola. A próxima aula seria às 14:30, então fomos pegar a senha e ver o que mais havia para fazer enquanto esperávamos.

Alnwick castle

Começamos o tour pela parte medieval do castelo “The dragon’s quest”. É interessante ter uma idéia de como era a vida ali há tantos anos. Para entrarmos bem no clima há um monte de fantasias à disposição e dois funcionários que te ajudam a escolher e a vestir as roupas, nos perguntaram se queríamos duas de cavaleiro, duas de princesa ou uma de cada. Acabamos indo na última opção, Josh se vestiu de cavaleiro e eu de princesa, cada um ganhou uma espada  de espuma e fomos andar pela vila.

Escolhendo nossas ervas

Escolhendo nossas ervas

Nossa primeira parada foi para conversar com o boticário George. Ele nos mostrou um pouco das ervas secas que tinha à sua disposição, nos explicou o uso de cada uma delas e por fim nos perguntou se gostaríamos de fazer sabão medieval. Claro que sim! Cada um escolheu duas delas (eu combinei lavanda com camomila) e teve que moê-las num pilão, quase reduzindo-as a pó. Depois ele nos mostrou uma tigela bem grande, cheia de flocos de aveia e colocou um punhado nas nossas mãos, pedindo para que esfregássemos vigorosamente. Olha, poucas vezes senti minhas mãos tão macias, não fazia a menor idéia de que aveia fosse tão hidratante assim. Uma bela colherada de aveia foi adicionada às ervas moídas e também uma generosa dose de uma pasta branca que seria o equivalente à gordura animal usada na produção de sabão, é ela quem dá liga aos ingredientes e funciona como o agente de limpeza dos sabonetes. Quando todos os ingredientes já estavam bem misturados, George nos pediu para moldarmos duas bolinhas, do tamanho de bolas de golfe, com as mãos e que as deixássemos descansar por uns cinco dias, então elas estariam duras o suficiente para serem usadas como sabonete. *Eu já usei e me decepcionei um pouco, talvez tenham ficado duras demais.

Assim ficam os sabonetes depois de prontos

Assim ficam os sabonetes depois de prontos

A parada seguinte foi a cruzada do dragão propriamente dita, uma espécie de labirinto com desafios e charadas que se dizia muito assustadora. Logo na entrada você pega uma folha para ir anotando as respostas das perguntas e poder conferir na saída, a gente estava achando tudo muito banal, feito para crianças e meio besta, mas bastante divertido mesmo assim. Foi então que chegamos ao final da cruzada, onde está o labirinto de espelhos e de onde só conseguimos sair depois de muita bateção de cabeça e um leve pânico por causa do som de gargalhadas ao fundo.

Foram muitas batidas de cabeça nos espelhos...

Foram muitas batidas de cabeça nos espelhos…

Além das gargalhadas ao fundo, as cores do ambiente também vão mudando.

Além das gargalhadas ao fundo, as cores do ambiente também vão mudando.

Antes de sair da ala medieval é preciso devolver a fantasia, o que eu achei uma pena, pois teria adorado passar o dia vestida de princesa andando pelo castelo de espada em punho, mesmo a espada em questão sendo de espuma. Mas tudo bem, vestidos de Josh e Ângela versão 2015 fomos para os porões esquecidos do castelo, onde tínhamos um tour agendado para as 13:45.

Castelo de Alnwick

 *Fique ligado que amanhã tem a continuação do passeio e mais informações sobre como visitar o Castelo de Alnwick

Na Gringa, Sobre a vida

Como chegar em Tupiza – sem perder nada no meio do caminho

December 1, 2015

O passeio mais esperado da viagem que fiz para a Bolívia no começo de novembro era o do salar de Uyuni e para chegarmos lá, precisávamos antes chegar em Tupiza. Minha companheira de aventuras, como quase sempre, não era um Toddynho e sim a amiga Yara. O plano era dar início ao tour de cinco dias no 03/11 e para isso deveríamos pegar o ônibus que nos levaria ao sul do país no dia 02/11, pensamos em passar o dia em trânsito e a noite em Tupiza. Fácil, né não?

rodoviária de la paz

Achei que o trâmite todo de como chegar em Tupiza seria parecido com o brasileiro, chegar na rodoviária, comprar o bilhete e embarcar. Na verdade, como tinha sido possível reservar um outro tour através do hotel, perguntei à recepção se seria possível fazer a reserva das passagens com eles também. Me informaram que eu deveria ir até o terminal e comprá-las lá. Mais uma vez achei que não seria problema algum, tinha um fim de tarde e praticamente um dia inteiro de antecedência para resolver o assunto. Ledo engano.

Primeiro porque a caminhadinha até o terminal já foi osso, muitas ladeiras numa altitude de 4000m (onde quase não há oxigênio) é pra acabar com qualquer um. Parecia que a cada passo que dávamos a rodoviária ficava dois mais distante. Mas chegamos e fomos procurar quais empresas fariam o trajeto, há mais de uma, quanto custaria e quais os horários de saída. No primeiro guichê onde perguntamos, nos informaram que não haveria ônibus para o dia seguinte, apenas naquela mesma noite ou só dois dias depois. Fomos a mais duas companhias e ouvimos sempre a mesma resposta, não haveria ônibus na segunda-feira pois era feriado. Boas paulistas que somos, nos indignamos um pouco com o fato de que um mísero feriadinho ser suficiente para interromper o transporte rodoviário do país (“Esse povo não sabe ganhar dinheiro!”) e depois tivemos um leve ataque de pânico quando pensamos que teríamos que sair do hotel o mais rápido possível e passar um dia a mais em Tupiza; o jeito seria pegar o busão naquela noite mesmo e isso significaria 14 horas de viagem depois de um dia passeando por Tiwanaku sem intervalo para banho entre uma coisa e outra.

Resolvemos voltar ao hotel e entrar em contato com a operadora de Tupiza, perguntaríamos se seria possível adiar a saída para o dia 05/11, se não fosse amargaríamos o busão naquela noite mesmo. Felizmente eles foram super flexíveis e ficou acertado que sairíamos de La Paz na terça-feira. Voltamos à rodoviária e compramos nossas passagens com a Trans del Sur, que sairia às 18h. Voltamos ao hotel e pedimos para ficarmos mais uma noite, mas nada feito, eles estavam lotados e nós teríamos que sair na manhã seguinte – curiosamente a gente não se lembrava de ter escolhido o passeio “com emoção” em momento algum, talvez alguém tenha escolhido por nós. De qualquer maneira, esse foi um dos menores empecilhos da viagem; uma rápida olhada no guia foi o suficiente para encontrarmos nosso novo hotel.

O último dia em La Paz fez jus ao nome da cidade e transcorreu na maior tranquilidade, passeamos bastante e às 17:30 estávamos bonitinhas na rodoviária conforme a orientação da moça que havia nos vendido a passagem. Ela logo nos levou à plataforma de onde sairia nosso ônibus e lá ficamos esperando e brincando de “Qual o busão?”

Uma bela pintura na rodoviária de La Paz

Uma bela pintura na rodoviária de La Paz

Quem já pegou ônibus na Bolívia sabe bem do que estou falando. Ao contrário do Brasil, onde hoje em dia a grande maioria dos ônibus é igualmente boa e confortável, na Bolívia há ônibus de todos os tipos: dos bem bonitos, modernos e que parecem muito confortáveis, até os que aparentam ser bem velhos, desconfortáveis e com muito potencial para causar aquele perrengue básico na sua viagem. Cada vez que víamos um entrando no terminal, torcíamos para ser ou não o nosso. O não geralmente vinha acompanhado daquelas fantásticas pinturas nas laterais dos ônibus: onças, Cristo Redentor, paisagens e até mariachis – tem pra todos os gostos.

Uma hora depois, quando a gente já tinha cansado de brincar de “Qual o busão?”, o nosso finalmente chegou. Abriram o porta-malas e começaram a carregar um monte de sacos de estopa lá pra dentro, então colocaram as malas de todos os passageiros. Procuramos nossos assentos, nos acomodamos, achando que a sorte estava do nosso lado – as poltronas reclinavam bastante e havia até um bom apoio para os pés e as pernas. Dormimos um pouquinho até a primeira parada, cerca de duas horas depois de sairmos de La Paz, e lá descemos para procurar um banheiro. Na hora em que íamos juntas me deu um estalo e falei pra Yara:

– Vai você e eu vou ficar aqui de olho nas malas e no busão.

Eu já tinha ouvido histórias de malas roubadas, tanto de amigos viajantes quanto no próprio Lonely Planet e achei melhor não dar chance ao azar. Uns cinco minutos depois da Yara ter saído o ônibus começou a dar ré e a lentamente sair do terminal. Me agarrei à porta, que ainda estava aberta e pedi ao motorista que esperasse mais cinco minutinhos, pois minha amiga ainda não havia voltado. Com um mau humor e uma má vontade características de quem toma um copo de vinagre todo dia ao acordar, o motorista que tinha atrasado UMA HORA, me diz:

– Isso aqui não é um ônibus de excursão pra eu ficar esperando passageiro! É um ônibus de passageiros, eu tenho horário para cumprir, passageiros para transportar!

É claro que eu não disse a ele exatamente o que eu gostaria de ter tido, simplesmente falei:

– Justamente, o senhor tem passageiros para transportar e por isso mesmo não pode sair sem uma delas!

Mesmo assim ele continuou a dar ré e eu, pendurada na porta, comecei a gritar que ele não podia sair antes da Yara voltar. Nisso ele foi ficando cada vez mais nervoso porque os ônibus que chegaram depois do nosso dependiam dele sair para liberar a vaga e eles poderem estacionar. Fomos dando ré, eu pendurada na porta e ele querendo fechá-la, um brigando com o outro, ele me dizendo que eu deveria ir buscar minha amiga e voltar ao ônibus e eu dizendo que não ia, porque se eu saísse ele iria embora sem mim. Quando eu já estava começando a pensar se seria pior deixar as malas seguirem e ficar com a Yara ou se seria pior deixar a Yara e ir com as malas, ele se compadeceu e falou:

– Olha, eu vou estacionar ali em frente à saída e você vai buscar a sua amiga.

Fiz ele prometer que não iria e saí correndo em busca da Yara, que estava com uma carinha de cachorro perdido, sozinha na plataforma. Berrei de onde eu estava mesmo que era pra ela correr, que o ônibus estava quase saindo sem a gente. Ela correu e entramos arfando de volta no busão, a 4000m de altitude não há ar. Mesmo. Entramos no ônibus e ainda tivemos que agradecer ao motorista por ele não ter nos deixado numa rodoviária no interior da Bolívia no meio da noite. Fomos até nossos lugares e nos deparamos com um casal ocupando nossos assentos, eu devo ter feito uma expressão de desolamento tão tão grande que a mulher nem me esperou falar nada, simplesmente nos perguntou se aqueles eram nossos lugares e rapidamente saiu quando disse que sim. No que nos acomodamos, o casal que estava sentado nos bancos ao lado dos nossos entra correndo no ônibus, outros dois passageiros que teriam sido largados lá se eu não tivesse feito o motorista esperar pela Yara.

Depois disso a viagem transcorreu tranquilamente, com apenas uma parada no banheiro mais sujo da Bolívia e um frio de bater o queixo durante todo o trajeto.

Tupiza

Quando o dia começou a raiar fizemos a última parada antes de chegarmos a Tupiza e mais uma vez o motorista quase esquece um passageiro. Umas duas horas depois o ônibus pára e percebemos uma movimentação dos passageiros, gente subindo e descendo, pegando as malas e quase todos conversando. Então um deles olha pra mim e pergunta se vamos a Villazón. Eu não fazia idéia de onde era Villazón e disse que não, que íamos a Tupiza.

– Mas nós já estamos em Tupiza. Há um bloqueio na estrada e os ônibus não podem passar, vocês vão ter que ir a pé até o centro.

Tupiza

Não teve outro jeito. Pegamos as malas e perguntamos a alguém quanto tempo demoraria até chegarmos ao centro da cidade. Cerca de 30 minutos andando. Começamos nossa longa caminhada até o hotel, que durou um pouco mais de meia hora, e fomos contornando muitos carros, caminhões e motos que travavam as ruas da cidade. No fim deu tudo certo!

Tupiza

Lições aprendidas:

Não é fácil chegar em Tupiza;

O busão raramente sai no horário;

Certifique-se com o motorista da duração das paradas, na dúvida deixe uma amiga plantada na porta do busão e disposta a brigar com o motorista por sua causa;

Leve um casaco bem quente, se possível um poncho, se a viagem for noturna;

Dê preferência às malas que podem ser carregadas nos ombros ou mochilas, nunca se sabe quando será necessário ir andando da estrada ao seu hotel;

Bom humor, sempre.

Na Gringa, Pogramas

Loja na Plataforma 9 3/4; Inglaterra praticamente de graça!

October 19, 2015

Eu venho advogando a causa da Inglaterra a baixo custo há algum tempo, mas o texto de hoje vai um pouco além e te mostra um programa que é praticamente de graça. Só não chega a 100% porque de graça nessa vida, só amor de mãe. Uma visita à loja da plataforma 9 3/4 é divertidíssima e baratíssima, vem comigo!

Eu me lembro de quando o primeiro livro da série Harry Potter chegou ao Brasil, em 2000, e as livrarias começaram a fazer um certo auê em torno do fenômeno de vendas, colocando os pobre volumes dentro de um caldeirão feito de espuma cinza cheio de celofane vermelho dentro fazendo de fogo e uns cabos de vassoura esperados. Uma coisa de um mal gosto que nem sei, espero que esta tenha sido apenas a vitrine da livraria do Shopping Galleria de Campinas. Do alto dos meus 14 anos olhei praquele cenário que mais parecia decoração de buffet infantil e torci o nariz pro “livro de criança”, acrescente-se a isso o fator “todo mundo está lendo!” e temos aí o meu desprezo completo e absoluto.

platform 9 3/4

Um ano depois saiu o filme e fui ao cinema vê-lo com a minha mãe, muitos dos meus amigos estavam comentando e minha curiosidade foi instigada. Achei a história legal, mas não o suficiente pra me fazer ler os livros. Em 2002 assisti ao segundo filme e segui minha vida sem a menor vontade de saber o que aconteceria com a do Harry.

No fim de 2003  o quinto livro saiu no Brasil e todo mundo começou a falar que este sim seria o melhor livro, o que ia explicar a razão de tudo, esclarecer as razões do tal do Voldemort… e então me deu um comichão de querer saber também! Mas resolvi que eu tinha que ler tudo desde o começo, desde o primeiro, e fui lendo um em seguida do outro entre as duas semanas de provas da segunda fase da FUVEST e da UNICAMP. Foi, inclusive, uma ótima maneira de me distrair e aliviar a tensão do vestibular. Na época fiquei “Pottermaníaca” daquelas de ler fanfics e acalentar uma paixonite pelo Snape. E resolvi que um dia visitaria a estação King’s Cross pra tentar chegar na Plataforma 9 3/4, afinal de contas a gente nunca sabe se vai conseguir se não tentar.

Estação King's Cross

Estação King’s Cross

No ano passado minha mãe esteve em Londres e eu dei a ela a missão de ir procurar a plataforma e me trazer uma foto. Ela voltou com a informação de que havia uma loja na plataforma 9 3/4! Então este ano fiquei feliz da vida ao saber que o trem que me levaria de Newcastle a Londres chegaria na King’s Cross, já estava certa de que tirar minha foto empurrando o carrinho seria a primeira coisa que eu faria quando chegasse na capital! Nós chegamos à uma da manhã, mortos de cansaço, com frio e sem a menor vontade de procurar qualquer coisa que não fosse um táxi. A plataforma ficaria pra outro dia…

Num dos dias em que os meninos não quiseram passear comigo eu aproveitei pra ir até lá de tarde e me deparei com a maior fila! Na minha santa inocência, até imaginei que teria de esperar um pouco pra conseguir minha foto, mas realmente não esperava o que eu encontrei: uma fila super organizada, com cordinhas como as de cinema, indicando o sentido, um moço com quatro opções de cachecóis na mão e um fotógrafo profissional para tirar o seu retrato usando o cachecol da sua casa. A foto é então diretamente enviada para um monitor dentro da loja onde, é claro, você pode comprar uma reprodução. A fila me fez desistir, ela e o fato de que dentro de alguns dias eu necessariamente teria que voltar lá. Fui-me embora.

platform 9 3/4

Nosso trem de volta para Newcastle sairia de Londres às 22:00 e o Josh sugeriu que fôssemos mais cedo para eu tirar minha foto. A gente achou que nesse horário já não teria mais ninguém por ali, afinal já era mais do que hora de criança estar na cama. Ledo engano. Às 21:00 havia bem umas 10 pessoas fazendo fila e a loja ainda estava aberta! Só pra vocês terem uma idéia de como isso é surpreendente, às 18:00 o comércio TODO de Newcastle já está fechado. Londres, que é infinitamente mais cosmopolita e turística, fecha as portas às 20:00. Dá pra imaginar a minha cara de espanto quando eu vi a loja na plataforma 9 3/4 funcionando a todo vapor.

Esperei bonitinha pela minha vez de pedir o cachecol da Corvinal (Josh disse que eu teria sido escolhida pra Corvinal se eu tivesse ido pra Hogwarts). A fotógrafa me pediu duas poses, uma com a perninha levantada no estilo “estou feliz da vida porque estou indo para Hogwarts” e outra pulando como se estivesse mesmo atravessando a parede. A mulher que estava na minha frente se empolgou tanto e empurrou o carrinho com tanta força que eu achei que ela talvez fosse mesmo atravessar a barreira. Depois disso eu fui devidamente encaminhada à lojinha, onde comprei duas fotos.

Platform 9 3/4

Voltando de Bath na última quinta-feira tive que fazer conexão na King’s Cross e aproveitei pra dar mais uma olhadinha e garantir mais uma foto na Plataforma 9 3/4, incrível como estava mais vazia do que da outra vez! Mesmo em um horário mais cedo. Conversei um pouquinho com o moço que entrega os cachecóis e ele me disse que durante as férias de verão (entre os meses de julho e agosto) eles chegam a tirar cerca de 1000 (MIL!!!) fotos por dia, das quais 300 a 400 são vendidas. A partir de setembro o movimento cai um pouco, mas sempre tem gente visitando.

A loja é pequena, mas bem bacana e está sendo expandida. Tem todo tipo de produto relacionado à série Harry Potter: casacos dos times de quadribol das diferentes casas, cachecóis, chaveiros mil, canetas, canecas, camisetas, quadros, passagens para o Hogwarts Express, cartões postais, varinhas de praticamente todos os personagens e até mesmo uma réplica do diadema da Rowena Ravenclaw! Não tem nada barato, os casacos custam cerca de £50,00, as canecas £8,00 e o diadema, se não me engano, algo como £150,00! Mas como este é um post muquirana, você pode simplesmente entrar, olhar tudo e sair de lá sem gastar absolutamente nada.

platform 9 3/4

Serviço:

A loja fica na estação King’s Cross, ao lado do carrinho que tem as malas e uma gaiola com uma pobre Edwiges empalhada. O jeito mais fácil de chegar até lá é descendo na estação de metrô St. Pancras’/King’s Cross e dentro da estação é só perguntar para qualquer pessoa onde está o carrinho, ou procurar por uma fila enorme.

Cada foto avulsa custa £9,00, o preço cai pra £15,50 por duas e £20,00 para três. Você não precisa comprar a foto, pode simplesmente pedir para um amigo, ou transeunte, fazer o registro pra você. De qualquer maneira, só de estar esperando na fila já tem a direção artística e o cachecol, o que eu achei muito bacana.

A loja na plataforma 9 3/4 fica aberta até às 22:00 e o fotógrafo fica por lá até umas 21:30.

O site deles é esse aqui.

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Inglaterra a baixo custo: um fim-de-semana bem inglês e bem em conta

October 12, 2015

Eu já venho batendo nessa tecla há alguns posts, mas acho que reforçar uma boa idéia é sempre válido. Então hoje volto a insistir que é possível viajar pela Inglaterra a baixo custo, mantendo sempre em mente que o baixo custo inglês é meio caro para nossas carteiras brasileiras. Mas, venha comigo que no caminho eu te explico e a paisagem compensa!

Penshaw Monument

Pouco antes de eu vir pra Inglaterra o Josh me mandou um artigo publicado por um jornal daqui que selecionava 57 passeios em Newcastle e arredores para fazer com as crianças nas férias. A melhor parte? Todos de graça! Lembram do que eu já falei? A Inglaterra é cara para os ingleses também.

Penshaw Monument

Num sábado sem programação prévia decidimos visitar esse monumento que fica aqui pertinho. O Josh já tinha falado dele algumas vezes e sugerido que nós fôssemos até lá pedalando, mas como não conseguimos encontrar uma bicicleta para mim desistimos da idéia e fomos de carro com meus sogros.

Penhsaw monument

A foto que eu tinha visto mostrava um monumento grande, com colunas gregas e uma certa semelhança com o Parthenon em Atenas (que eu só conheço por fotos, infelizmente). Em determinado momento da história, o norte da Inglaterra fez parte do Império Romano, então achei que essa construção pudesse ser um templo daquela época que foi muito bem conservado. Mas não, chegando lá fiquei sabendo que foi construído pelo Conde de Durham em 1844, ou seja, bem depois da queda do Império Romano. Achei um pouco decepcionante e me lembrei daqueles prédios neoclássicos horrorosos que foram construído em São Paulo no começo dos anos 2000. Aquele tipo de coisa que esfrega bem na sua cara o fato de D’us dar nozes a quem não tem dentes. Mas o Penshaw é bem mais bonito e classudo do que aquelas medonhas “Mansões Suspensas Kauffmann 5 vagas + visitante”.

Enfim, mau gosto e novo-riquismo à parte, pesquisando mais sobre o monumento para escrever no blog, descobri que esse tipo de construção é chamado de Folly em inglês e achei esse fato curiosíssimo. Por quê? Folly quer dizer loucura, desvairio, insensatez, tolice, idiotice, mas também é um termo usado para descrever uma edificação feita apenas com o propósito decorativo, mas cuja aparência sugere outra função. Por exemplo o Penshaw, que parece ser um templo grego mas é só um prédio bonito com colunas em cima de uma colina. Genial usar folly para descrever esse tipo de construção, não? O Oxford English Dictionary diz o seguinte a respeito do termo: a popular name for any costly structure considered to have shown folly in the builder. Em bom português: um nome popular para qualquer estrutura cara, cuja loucura do construtor seja evidente. Aquele predião na Marginal Pinheiros, onde era a Daslu, me parece um bom exemplo brasileiro para o termo.

Penshaw Monument

O monumento é todo construído com blocos de arenito e tem 20 metros de altura, 30m de comprimento e 16m de largura, é enorme e eu achei bem bonito. O nome correto é The Earl of Durham’s Monument, mas acabou ficando conhecido como Penshaw Monument, por causa da colina onde ele está localizado, que se chama Penshaw.

É possível subir até o topo dele por uma escadaria que fica escondida em uma coluna, custa £5,00 por pessoa e geralmente tem uma fila de espera um pouco demorada. No dia em que fomos teríamos que esperar cerca de uma hora pela nossa vez, então desistimos. A escadaria fica aberta entre a sexta-feira santa e o fim de setembro e fica fechada durante o inverno. Se você quiser apenas subir a colina e visitar o monumento não terá que gastar nada, mas doações são sempre bem-vindas.

Penshaw Monument

De lá descemos para o parque que fica logo em frente para fazermos a coisa mais inglesa possível; um piquenique! Nós levamos os sanduíches de casa, mas você pode comprar o seu lanche num supermercado, como eu já ensinei aqui. Enquanto comíamos nosso lanche vimos umas crianças sem noção do perigo correndo atrás dos cisnes. D’us me livre de alguma coisa acontecer com um cisne! Todos eles pertencem à Rainha Elisabeth. Já imaginou que B.O. machucar um deles?

Piquenique no parque

Piquenique no parque

Um dos cisnes não achou muita graça na perseguição e deixou bem claro.

Um dos cisnes não achou muita graça na perseguição e deixou bem claro.

Então pegamos um carro e fomos até Sunderland, uma cidade vizinha que tem o time de futebol arqui-inimigo do Newcastle United.

Museu do vidro

Sunderland

Paramos o carro no estacionamento em frente ao museu e fomos observar o mar, no meio do caminho percebemos que dava pra olhar pra dentro do museu através das placas de vidro que estavam no chão. Então decidimos visitar o museu também!

national glass centre

Dá pra ver láááá embaixo?

Dá pra ver láááá embaixo?

 O National Glass Centre é um centro cultural ligado à Universidade de Sunderland, onde é possível se graduar em vidraçaria e também fazer cursos avulsos. Nós demos sorte e chegamos lá bem na hora em que uma demonstração ia começar!

national glass centreO senhor da foto nos mostrou todo o procedimento envolvido para fazer um peso de papel em formato de bola e eu fiquei morrendo de vontade de me inscrever em uma das oficinas que eles oferecem lá no centro. Agora em outubro vai ter uma para fazer uma abóbora de vidro para o Halloween, pena que é preciso esperar três dias para a peça esfriar o suficiente para poder ser transportada e não daria tempo suficiente para eu levar a minha para o Brasil.

Além das demonstrações, há também o museu do vidro lá no centro. Eu não sabia que Sunderland era um centro de vidraçaria tão famoso assim, mas a tradição começou no século VII, quando artistas foram trazidos para fazerem um vitral para a igreja de São Pedro. A produção atingiu seu ápice no século XVIII por causa do baixo preço do carvão e boa qualidade da areia que podia ser importada, as principais matérias para a fabricação de vidro. Alguns anos depois surgiu uma famosíssima marca de vidro na cidade, a Pyrex.

National glass centre

national glass centre

A loja do museu tem peças lindas e há também um restaurante com vista pro mar. Como estávamos em um dia bem frugal não compramos nada, nem na lojinha e nem no restaurante, apenas fizemos uma doação para o museu.

Somando tudo, imagino que não tenhamos gastado mais do que £10,00 incluindo transporte e tivemos um dia ótimo.

Serviço

National glass centrePara chegar até o National Glass Centre é possível pegar o metrô no centro de Newcastle e descer na estação St. Peter’s, a viagem dura uns 25 minutos.

Para chegar até o Penshaw Monument, pegue a linha verde do metrô em Newcastle e vá em direção à estação Sunderland, lá troque para o Ônibus 2 em direção a Silksworth e desça no ponto Chester Road – Monument. Demora cerca de uma hora.

Di cumê, Na Gringa, Pogramas

Restaurante norte-coreano em Phnom Penh: meu mico de viagem mais divertido

October 1, 2015

“Meu, tirando aquela vez em que eu te levei no restaurante norte-coreano em Phnom Penh, quando foi que eu já te meti em roubada?”

Pyongyang restaurant

Eu meto ela em roubada, mas ela se diverte.

Parece frase de comédia americana ruim, né? Mas não, aconteceu comigo e com a minha amiga Yara no ano passado.

Desde 2013 que eu ando com um desejo enorme de visitar a Coréia do Norte. Eu já tinha me interessado pelo país há alguns anos, quando vi uma charge (lembram-se do Charges.com ?) do Kim Jong Il na época em que os Estados Unidos invadiram o Iraque. Depois tive a curiosidade um pouco mais aguçada ao encontrar uma reportagem numa Marie Claire, acho que em 2008, que me levou a algumas buscas não muito bem sucedidas no Google. Sei que depois disso botei a pequena nação asiática no arquivo morto da minha cabeça e fui cuidar de outras coisas. Até que em fevereiro de 2013 meu amigo Zé Eduardo comentou sobre os posts que ele havia lido em um blog de viagens, era um cara que tinha ido pra Coréia do Norte, pra fazer turismo! Entusiasmei-me! Mais ainda quando descobri que o autor era brasileiro, mais ainda quando li todo o relato, vi as fotos e descobri que eu também poderia ir, se quisesse. E só não marquei a viagem pro dia seguinte porque não tinha dinheiro.

Então eu fui pro Jalapão, conheci a Yara, trocamos muitas figurinhas sobre viagens feitas e que queríamos fazer e contei pra ela que estava morrendo de vontade de conhecer a Coréia do Norte.

– Olha, Ângela, pra lá eu não vou não.

Foi isso que eu ouvi.

Algumas viagens depois, Yara e eu fomos parar em Phnom Penh, a capital do Reino do Camboja, em novembro do ano passado. Assim que o ônibus entrou na cidade vi uma placa enorme com os seguintes dizeres:

PYONGYANG RESTAURANT

pyongyang restaurant

– Yara, nós vamos!

Como pra capital da Coréia do Norte ela não queria ir de jeito nenhum, abriu a exceção e concordou em jantar no restaurante. Demos uma busca no Google para encontrar o endereço e descobrimos que esta é uma cadeia de restaurantes, tipo um Outback norte-coreano, e que há alguns deles espalhados pela Ásia. Mas o mais importante é que as garçonetes cantam e dançam, vestindo roupas típicas e tudo!, para entreter os clientes. (Alguém aqui já comemorou aniversário no Outback? Consegue ver a semelhança?)

No dia seguinte pegamos um tuk-tuk até o restaurante, eu mais feliz do que uma criança que vai à Disney pela primeira vez e a Yara tentando conter minha ansiedade. Chegamos e qual é a primeira coisa que eu vejo? Uma placa dizendo que é proibido fotografar!

Quanta decepção, minha gente! Mas tudo bem, eu estava lá pela experiência. Não era um restaurante em Pyongyang, era no Camboja; praticamente a mesma coisa que a Disney de Paris. Não é a Disney de verdade, mas serve.

Entramos.

D-O-U-R-A-D-O

Tinha até uma raquetinha de matar pernilongo!

Tinha até uma raquetinha de matar pernilongo!

Quando eu era criança, minha mãe lia pra mim a história dos óculos do vovô, que caíram num balde de tinta roxa e então ele passava a ver o mundo todo roxo; a grama ficava roxa, a vovó ficava roxa, o céu ficava roxo, o cachorro ficava roxo, o neto ficava roxo… Deu pra entender, né? Então, achei que os meus óculos haviam caído num balde de tinta dourada. As cadeiras eram douradas, as cortinas eram douradas, as toalhas nas mesas eram douradas… Só pra garantir que não havia nada de errado com os meus óculos, e consertar caso houvesse, tirei-os e dei uma limpadinha básica na barra do vestido. Não adiantou, tudo continuava dourado ao nosso redor; era a decoração do restaurante mesmo.

Dourado, muito dourado! E esse babadinho luxo embaixo da cadeira?

Dourado, muito dourado! E esse babadinho luxo embaixo da cadeira?

Logo uma mocinha bem sorridente veio nos receber e nos encaminhou a uma mesa enorme, devidamente coberta por uma toalha dourada, e nos entregou os cardápios. Ao nos sentarmos, nos demos conta que ainda havia alguns pratos sujos – provavelmente dos clientes que lá sentaram antes de nós – mais pra ponta da mesa e eles lá permaneceram até que nós fôssemos embora. Abrimos o cardápio e a primeira opção eram Traditional Pyongyang style cold noodles. Dei mais uma olhada no resto do menu e voltei à primeira opção, a única que se dizia “tradicional”. Chamei a garçonete e fiz a pergunta cuja resposta eu temia ouvir:

-São apimentados?

Para minha tristeza ela disse que sim, eram apimentados. Gente, se um coreano, algum dia, te disser que um prato é apimentado, tenha certeza que será a mesma sensação de colocar um carvão em brasa na sua boca. Eu não saberia dizer se sou alérgica a pimenta ou não, mas minha intolerância beira o ridículo e inclui até pimenta do reino. Sabe quando alguém te fala que a comida está tão ardida que passou do ponto “picante agradável”? Então, pra mim não existe o tal do “picante agradável”, pra mim qualquer picante é muito desagradável. Com isso em mente, escolhi algo que me pareceu inocente o bastante; um tipo de omelete-panqueca com legumes e frutos do mar. Yara me acompanhou na escolha.

Parece inofensivo, não?

Parece inofensivo, não?

Gente, que coisa horrêvel! A massa da parte “panqueca” do omelete estava crua e o nível de pimenta beirava o insuportável, apesar da garçonete ter me garantido que o prato não era picante. Aprendi a nunca mais confiar em coreanos quando se trata de pimenta. O resultado foi que nenhuma das duas conseguiu comer mais do que três ou quatro bocados  da gororoba.

pyongyang restaurantO que salvou a gente de morrer de fome foram as entradinhas, que não eram deliciosas, mas encaráveis:

restaurante norte-coreano

Mas e essas fotos todas? Não era proibido tirar fotografia? Então, em tese era, mas logo nós começamos a ver todos os outros clientes tirando celulares e câmeras e fotografando tudo, inclusive tirando fotos com as garçonetes. Depois dessa cena nós perdemos a vergonha e mandamos ver no registro da experiência, que só não foi completa porque chegamos tarde demais e perdemos a apresentação das garçonetes… Mas tudo bem, assim eu mantenho a carta na manga pra convencer a Yara a ir comigo pra Pyongyang; afinal de contas, eu não vi a dancinha!

Serviço:

Não me lembro quanto saiu a conta, com certeza não ficou em mais de R$ 30,00.

A unidade de Phnom Penh fica no 400 Preah Monivong Blvd e a dica é chegar antes das 19:30, pra não perder a dancinha.

Na Gringa

Inglaterra a baixo custo: Finchale Priory

September 28, 2015

Eu juro que não aguento mais ouvir gente falando sobre a cotação do dólar, de verdade. Se eu fiquei milionária da noite pro dia pra poder achar essa conversa chata? Não, infelizmente não foi o caso. Mas é que a gente está parecendo cachorro correndo atrás do rabo, sabe? Ficar reclamando não vai fazer a moeda americana baixar o preço, questão da gente aceitar pra doer menos.

Não importa a cotação do dólar, olhar uma paisagem bonita sempre é de graça!

Não importa a cotação do dólar, olhar uma paisagem bonita sempre é de graça!

Enquanto isso eu estou passando uma temporada na Inglaterra, com cada libra esterlina custando, mais ou menos, seis reais. SEIS reais. S-E-I-S reais. Tá bom pra você? Olha só como o dólar nem ficou mais tão ruim assim, hein? Tudo nessa vida é uma questão de perspectiva.

Mas se tem uma coisa que eu descobri nesse tempo em que estou aqui, é que é possível conhecer a Inglaterra a baixo custo!

Como assim?

Gente, eu juro, dá! É claro que baixo custo aqui não é a mesma coisa que baixo custo no Vietnã, estamos combinados? Países diferentes, preços diferentes, realidades diferentes, moedas diferentes, câmbio diferente… Vejamos a coisa toda com um grão de sal, ok?

Às vezes, a única recomendação que você encontra na entrada de uma atração turística é a mais sensata.

Às vezes, a única recomendação que você encontra na entrada de uma atração turística é a mais sensata.

Acontece que, como eu já disse antes, a Inglaterra também é cara para os ingleses. Chocante, não é mesmo? Mas real! E uma boa notícia para os turistas, que não precisam desembolsar muito dinheiro para procurar programas que não custem os olhos da cara e sejam bacanas; já que:

Grande parte das atrações históricas da Inglaterra são gratuitas.

Você leu direitinho, grande parte das atrações históricas da Inglaterra são gratuitas! Há exceções, como Stonehenge e as termas de Bath, mas aí você pode escolher se quer gastar seu rico dinheirinho ou não. Aqui perto de Newcastle, por exemplo, temos Finchale Priory (ou Abbey, como já encontrei escrito em outros lugares), que são ruínas lindíssimas de uma abadia construída no século XII. Depois de falar isso, eu não precisaria te dar mais nenhum motivo para querer conhecê-la, mas eu vou!

Aquela coisa de que "uma mensagem vale mais que mil palavras".

Aquela coisa de que “uma mensagem vale mais que mil palavras”.

Finchale Priory

 Lá pelos idos do século XII (sim, faz tempo!) um ex-marinheiro inglês chamado Godric, depois de muito navegar,  encontrou-se com São Cuteberto na ilha de Lindisfarne. É claro que este encontro foi apenas espitirual – naquela época S. Cuteberto já havia morrido há um bom tempo e estava enterrado na Catedral de Durham – mas foi a partir deste momento que Godric se tornou devoto do cristianismo, dedicou-se a servir a D’us e peregrinou pela região do Mediterrâneo, incluindo Israel, por mais algum tempo até retornar à Inglaterra, onde viveu por dois anos com um velho ermitão chamado Aelric. Logo depois da morte dele, Godric fez uma última peregrinação a Jerusalém antes de voltar definitivamente para seu país e pedir ao bispo de Durham a permissão para viver como eremita em Finchale, às margens do rio Wear.

Finchale Priory

A história conta que ele viveu lá durante seus últimos anos de vida, cerca de 60 anos!, e só recebia visitantes esporádicos e que houvessem sido aprovados pelo prior local. Com o passar dos anos sua reputação de homem sábio e santo foi se tornando maior e dizem que até o Papa Alexandre III às vezes o procurava para se aconselhar.

São Godric também é conhecido por sua bondade com os animais, uma história conta sobre a vez em que ele escondeu um veado de caçadores e outra sobre como ele permitia que cobras viessem perto dele para se aquecerem perto da sua fogueira.

Finchale Priory

Logo após a morte de Godric dois monges da Catedral de Durham se mudaram para Finchale, onde já havia uma igreja, um moinho e, por estar localizada às margens do rio, bastantes peixes. E, 1196 o local se tornou oficialmente uma dependência da Catedral de Durham e recebeu o nome de Finchale Priory (fala-se “Fíncôl”). Apesar de nunca ter se transformado em um Priorado rico, foi a dependência mais rica de Durham durante 1400. Finchale se manteve como Priorado até 1536, quando os monastérios menores foram dissolvidos.

Enquanto esteve ativa, Finchale serviu como um lugar aonde os monges iam para descansar por períodos de três semanas, durante as quais eles se dedicavam a cumprir seus deveres religiosos diários mas também tinham mais liberdade do que nos monastérios onde viviam.

Convencidos de que o passeio vale a pena? E se eu contar que a entrada é gratuita? Melhora mais ainda, né?

Hoje em dia as ruínas fazem parte do English Heritage, órgão que cuida de cerca de 400 dos patrimônios históricos da Inglaterra (entre eles Stonehenge). A entrada em muitos deles é gratuita, mas uma doação é sempre sugerida e bem-vinda.

Finchale Priory

Serviço:

Dá pra chegar até Finchale de carro, ônibus ou bicicleta.

A partir da estação Haymarket em Newcastle, pegue o ônibus X12 até Durham e lá troque para o 62, desça na parada Frankland Prsion e depois é só andar mais um pouquinho.

Aqui no site da English Heritage tem mais informações sobre como chegar lá e aqui os horários de funcionamento.

Finchale Priory

*São Cuteberto é o santo padroeiro da região da Nortúmbria, no nordeste da Inglaterra.

Na Gringa, Pogramas

Shakespeare’s Globe; uma viagem no tempo através de uma peça.

September 24, 2015

Josh e eu passamos a última semana de agosto em Londres e uma das coisas mais legais que fizemos foi assistir a uma peça no Shakespeare’s Globe, uma réplica do teatro no qual as peças originais eram montadas. A idéia veio quando me lembrei de um post da Mari, que escreve o Pequeno Guia Prático Para Mães Sem Prática (pois é, houve uma época em que li um ou outro blog de mães), em que ela contava sobre a experiência de ter assistido “Romeu e Julieta” no Globe. Achei que seria um bom programa pra fazermos durante nossos dias na capital inglesa e fiquei feliz quando descobri que os preços dos ingressos eram bem acessíveis. Em cartaz estavam “As you like it” e “Richard II”, sendo a primeira uma comédia e a segunda uma tragédia. Como uma conhecedora bastante rasa do bardo – posso até citar o nome de algumas das peças que ele escreveu, mas dizer do que se tratam, só uma ou duas e olhe lá, sendo que uma delas seria a famosíssima “Romeu e Julieta” – optei pela comédia por achar que seria uma história mais fácil de seguir  e cliquei para ver a disponibilidade de assentos e horários, TUDO esgotado. Fuén fuén fuén, teríamos que encarar a tragédia se quiséssemos ir ao Shakespeare’s Globe.

Ele por fora.

Ele por fora.

Por diversos motivos estava com medo de não entender a peça; havia a questão das falas serem em inglês antigo, o sotaque britânico que eu às vezes tenho um pouco de dificuldade para entender somado à minha relativa surdez, o contexto histórico que eu desconhecia completamente e o fato de que tragédias costumam ter um enredo mais complicado do que comédias, o que tornaria tudo mais difícil quando somado aos problemas anteriores. Ou seja, estava com medo de ficar a ver navios tendo pagado por isso em libras esterlinas. Então fui procurar saber mais sobre o assunto, pois sei que houve alguns Reis Ricardos na Inglaterra – aprendi sobre pelo menos um deles nas 1000 vezes que assisti ao Robin Hood da Disney quando era criança – mas sobre esse, que não era o “Coração de Leão”, eu não sabia nada.  Descobri então que o drama não teve boa aceitação porque o rei abdica do trono e a nobreza da época não viu isso com bons olhos. Além da busca sobre o assunto na interwebz, comprei o programa na entrada do Shakespeare’s Globe e li o resuminho antes do início do espetáculo – e recorri a ele várias vezes durante também. Juntando a tudo isso à encenação e ao cenário, deu pra entender praticamente todas as falas, bem como a história inteira.

O único mico do dia foi ter comprado o ingresso para ficar em pé na platéia… Conversando com o amigo que nos hospedaria em Londres (que também se chama Josh e que de agora em diante passará a ser o other Josh, por motivos de não fazermos confusão com boyfriend Josh), quis saber quais seriam os melhores lugares no Globe. Eu nunca entendo bem aqueles mapinhas de assentos que os teatros fornecem, sempre fico confusa e com medo de me sentar na lateral e não conseguir ver nada do palco, ou ir muito pro fundo e ter apenas a visão das cabeças de quem está sentado à minha frente. Então other Josh disse:

– No Globe não faz sentido ficar sentado, os bancos são duros, desconfortáveis e, na época do Shakespeare todo mundo assistia às peças em pé mesmo.

Na hora eu não parei pra pensar que na época do Shakespeare as pessoas também não tinham várias coisas que nós temos hoje em dia (guardar comida na geladeira e água quente encanada são dois bons exemplos de como a humanidade evoluiu de lá pra cá) e só consegui focar em como sairia bem mais barato ficar em pé do que sentada. Uma diferença de £10 nunca passa em branco, não é mesmo? Gente, sigamos o exemplo da geladeira, do microondas, do zíper e da água quente encanada e deixemos certos hábitos de 1500 onde eles deveriam ficar, em 1500 mesmo. Não deixem o pão-durismo passar por cima de certas coisas como eu deixei e me arrependi amargamente. Eu detesto ficar muito tempo em pé, sou do tipo de gente que quer que o mundo acabe em barranco pra morrer encostada e não tenho vergonha de admitir, fui burra quando não levei isso em consideração na hora de botar a mão no bolso.

A visão de onde eu queria estar, a partir de onde eu estava.

A visão de onde eu queria estar, a partir de onde eu estava.

O primeiro ato é mais longo do que o segundo, o que é providencial, pois dá pra dar uma sentadinha ali no chão mesmo durante o intervalo. Aconteceu que em um dado momento do segundo ato eu não aguentava mais de dor nos pés e nas costas e me sentei novamente, então veio uma funcionária do teatro me perguntar se eu estava passando mal, quando eu disse que não ela me falou: “Então eu vou ter que pedir pra você ficar de pé”. Rangendo dentes e amaldiçoando as futuras gerações da mulher me levantei e me pus a pensar que isso não fazia sentido algum, sentada eu não estaria atrapalhando a visão de ninguém. Mas vai saber, né? Vai ver faz parte da atmosfera que eles querem manter. Eu sei que prefiro me sentar da próxima vez.

Serviço:

Você pode comprar os ingressos pelo site do Shakespeare’s Globe e recebê-los em casa ou retirá-los na bilheteria, como eu fiz. Chegando lá é só dar o seu nome e eles te entregam.

A maioria dos espetáculos acontece de tarde, então se for um dia ensolarado não se esqueça de levar um boné e óculos escuros. É possível que o sol fique bem na sua cara, especialmente se você estiver sentado bem no centro.

É bem fácil chegar ao teatro a partir das estações de metrô: Mansion House, Temple, Blackfriars, Southwark e St. Paul’s. A pé, você não vai andar mais do que 15 minutos a partir de qualquer uma delas e há bastantes indicações tanto nas estações quanto nas ruas.

Di cumê, Na Gringa

Como comer barato na Inglaterra: um pequeno guia

September 21, 2015

Não sou uma grandessíssima apreciadora de posts guias, tanto como leitora quando como escritora. Já existem tantos guias por ai, querendo um é mais questão de ir a uma livraria do que à internet, não é mesmo? Imagino que a maioria das pessoas que vem parar aqui, o faz porque gosta de ler sobre viagens através de uma visão bem pessoal; algo que guias não costumam apresentar. Mas encaremos este como o meu segundo roteiro gastronômico mais do que subjetivo. Querem um toque bem pessoal para aproximarmos nossa relação, leitores? Eu não sou muito chegada em Nutella. Abri meu coração.

Brincadeiras e divagações à parte, a inspiração pra escrever esse post apareceu quando comecei a rir de uns tuítes do Gabriel Britto e engatamos numa rápida conversa sobre a cotação da libra esterlina. Pois é, minha gente, em tempos de dólar alto não é nem bom parar para pensar com quantos reais se compra uma libra…

tuítetuíte

tuíteEu juro que não conheço ninguém tão pão-duro assim na vida real, não consigo imaginar alguém levando pacotes e pacotes de miojo dentro da mala pra economizar dinheiro com comida. Acontece que a cotação está mesmo desfavorável pra nós e a Inglaterra não é, nem de longe, um país de baixo custo. Londres então, parece que não há maneira de matar a fome sem ter que vender o almoço pra comprar o jantar. Meu cartão de crédito chegou a se recusar a sair da carteira em um dos dias que eu passei lá; fui tirar o bichinho lá de dentro e ele disse que não sairia de jeito nenhum. Achei melhor não discutir.

Pensando no caso de você, meu querido leitor, ser uma pessoa razoável, que não incluiu uma caixa de barrinhas de cereal na sua bagagem… Vem comigo que eu vou te mostrar alternativas razoáveis para você saber como comer barato na Inglaterra.

#comofas

A primeira coisa que devemos ter em mente é que, se você chegou até este pequeno guia, você não pretende ter refeições Padrão Marília*. O critério levado em consideração aqui foi o que eu – eu disse que esse seria um guia subjetivo, não disse? – considero razoável para me manter alimentada e de bom humor durante um dia de andanças. Todo mundo fica de mau humor quando está com fome, não fica?

O mínimo necessário considerado a seguir é:

– Café-da-manhã simples pois, como diz vovó, saco vazio não pára em pé. Uma bebida (que pode ser suco, café ou chá), um carboidrato e uma fruta.

– Almoço leve, pensando que num dia de turismo é comum andar bastante a pé e não há nada mais desagradável do que fazer isso de estômago pesado.

– Jantar com mais “sustança”. Não é possível viver à base de sanduíche e você ainda pode usar a desculpa de estar absorvendo a cultura local; a principal refeição dos ingleses é o jantar e não o almoço.

Aos lugares, então

Se o seu hotel não inclui o café-da-manhã na diária, não custa dar uma olhadinha no cardápio deles e ver o que é oferecido. Muitas vezes compensa comer por lá mesmo, tanto pelo preço quanto pela conveniência. Se essa não for uma opção, há sempre um Costa Café, um Café Nero ou um Starbucks em uma esquina não muito longe de você e além de não ser um crime comprar comida em grandes cadeias internacionais, há sempre uma poltroninha onde você pode se sentar para comer. Caso você queira privilegiar o comércio local, aqui no nordeste da Inglaterra há uma rede chamada Greggs que vende sanduíches e folhados a preços bem honestos; um folhado de queijo e cebola sai por £1,25. Me disseram que há franquias do Greggs em Londres também, eu não encontrei nenhuma, mas há várias padarias parecidas pela cidade.

Este é um dos poucos Greggs que têm mesinhas, só tem que ficar atento porque os preços são mais altos pra quem opta por comer na lanchonete ao invés de levar pra comer na rua.

Este é um dos poucos Greggs que têm mesinhas, só tem que ficar atento porque os preços são mais altos pra quem opta por comer na lanchonete ao invés de levar pra comer na rua.

Uma outra opção é comprar alguma coisa no Tesco e comer sentado no banco de algum parque ou dentro metrô mesmo. Um pacote com dois folhados de maçã ou dois croissants de chocolate sai por £1,00. Foi no Tesco que eu comprei, para o horror do Josh, uma das comidas mais esquisitas que eu provei aqui na Inglaterra: cookies de Skittles. Isso mesmo, com pedacinhos das balas na massa da bolacha, deliciosamente esquisito por apenas £1,00.

Gente, comi e gostei. Me julguem.

Gente, comi e gostei. Me julguem.

Outra boa pedida é a rede Prêt-a-Manger, há lojas espalhadas pelo país inteiro – só em volta da Trafalgar Square tem 3! – e tudo o que eles vendem é super gostoso! A proposta da lanchonete e vender comida saudável, fresca e a preços acessíveis. Os muffins são uma delícia e há várias opções de salada de fruta, tudo entre £1,00 e £2,00. Os supermercados também vendem potinhos com salada de frutas, mas não me pareceram tão apetitosos quanto os do Prêt.

Este Prêt fica bem no centro de Newcastle, nem todos têm mesinhas.

Este Prêt fica bem no centro de Newcastle, nem todos têm mesinhas.

Quando começar a bater a fominha do almoço é hora de procurar um supermercado à sua volta. Praticamente todas as redes oferecem um combo a preço fixo que é composto de: um sanduíche de pão de forma, um pacote de batatinha frita (que os ingleses chamam de crisps) e uma bebida. Como você vai combinar o seu trio fica a seu critério, é só escolher os produtos que estejam sinalizados como sendo parte da promoção.

Marks and Spencer, lunch combo, comer barato na inglaterra

No sanduíche há um selinho vermelho dizendo : “in the meal deal”. É só procurar outros produtos com o mesmo selinho e combinar.

Pelo que andei vendo por aí, o melhor custo x benefício é o do Tesco, os três ítens saem por £3,00. Já no Marks & Spencer o mesmo tipo de refeição custa £ 4,00, mas eu achei a comida bem mais gostosa. A rede de farmácias Boots também tem esses combos, assim como os supermercados Waitrose. É tudo uma questão de você encontrar o que vai fazer o seu estômago mais feliz pelo menor preço, já que as opções não costumam variar muito. Os sanduíches costumam ser de frango, bacon, presunto e atum, às vezes rosbife ou salmão defumado e, claro, quanto mais barato, mas simples o sanduba.

WaitrosePesquisando os supermercados para escrever esse pequeno guia, encontrei opções de saladas no Waitrose e na Marks and Spencer, com preços bem honestos também; a maioria por menos de £3, sem bebida. Mais pro fim do dia, cerca de uma hora antes do comércio começar a fechar, eles abaixam os preços para acabar com o que está nas prateleiras. Se você acordou mais tarde e ainda não está com fome por volta das 12:30, dá pra deixar o almoço pra mais tarde e pagar menos por ele.

A Silvia Oliveira do Matraqueando fez um post bem legal e completo sobre os supermercados de Londres.

Agora você já passeou o dia inteiro, comeu seu piquenique de três libras do Tesco no banco de alguma praça e não vê a hora de poder sentar-se confortavelmente em uma cadeira para descansar suas costas e seus pezinhos. Não aguenta mais esperar pelo seu momento “eu mereço!”, não é mesmo?

Pois bem, vamos a ele. Em nome da ciência e de conteúdo de qualidade, fui comer no restaurante do Jamie Oliver aqui em Newcastle para poder contar sobre a experiência pra vocês. Logo no primeiro dia que estava aqui na cidade vi que havia um “Jamie’s Italian” bem no centro e disse pro Josh que gostaria de ir lá pelo menos uma vez, fiquei impressionada ao ver que havia um monte de mesas disponíveis e me lembrar dos relatos de enormes filas de espera que ouvi sobre o mesmo restaurante em São Paulo. Fomos olhar o cardápio e, para a nossa surpresa, nos demos conta de que os preços eram acessíveis. Acessível não quer dizer barato, estamos combinados? Mas praticáveis e até bem parecidos com o que eu já tinha ouvido falar do irmão gêmeo paulistano.

jamies italian

Praticamente todas as opções do cardápio podem vir em tamanho pequeno ou grande, optei por dois pequenos para poder experimentar mais pratos; uma salada Bresaola e um Rigatone com molho de tomate. Para beber pedi uma água e não comi sobremesa, foi uma refeição mais frugal. Tudo muito gostoso, bem feito e bem apresentado. A melhor parte? Saí de lá satisfeitíssima e não muito pobre, com gorjeta a conta ficou em £13. Barato? Não. Viável? Sim. Infelizmente idas diárias a restaurantes como esse não cabem no meu orçamento, mas acho válido fazer uma ou duas refeições mais bacanas durante as férias.

Outra opção para um jantar legal para quem quer experimentar uma comida mais tipicamente inglesa é a rede de pubs “Wetherspoons”. É uma rede enorme, com cerca de 900 pubs espalhados pela Inglaterra e cada unidade tem um nome diferente – do mesmo jeito que existe o “América do Shopping Iguatemi” e o “América da Paulista” – mas as opções de comida são sempre as mesmas. Aqui dá pra ver o cardápio deles, sem os preços, pois eles variam de acordo com a região do país e mesmo da cidade. Dá pra fazer uma refeição bem gostosa por menos de £10 num “spoons”, como os ingleses chamam a rede.

wetherspoons

No site deles dá pra procurar o “spoons” mais perto de você

Ainda uma boa opção para não gastar muito e ter uma experiência 100% britânica é comer os famosos “fish and chips” – peixe empanado e batatinhas fritas. Os filés de peixe mais comuns são haddock a bacalhau e seguem o critério “quanto mais barato, mais engordurado”, apesar de essa nunca ser uma pedida exatamente light. Uma porção de “fish and chips” custa entre £4 e £10, dependendo do tamanho e do restaurante.

fish and chips

Agora, uma curiosidade para nós que ainda, mesmo que só às vezes, acreditamos no “mito do europeu rico”: gente, a Inglaterra é cara também para os ingleses! Juro por D’us! Eu sei que é meio ridículo achar isso uma curiosidade, mas é que a gente tende a sempre imaginar os europeus como sendo super ricos e acaba se surpreendendo quando percebe que eles não comem fora com a mesma frequência do brasileiro classe média. O inglês classe média raramente come fora de casa, idas a restaurantes são reservadas para ocasiões especiais.

*Uma refeição Padrão Marília equivale a três estrelas Michelin ou mais, não relevando o fato que a nota máxima do guia Michelin são três estrelas.

Di cumê, Na Gringa

Onde comer em Koh Phi Phi

September 7, 2015

Debates internos à parte, este pequeno guia devia ter sido publicado há muito mais tempo, lá pra abril, mas ao tentar salvá-lo e perder quase metade de tudo que já tinha escrito fiquei com má vontade de retomá-lo. Assim, ele ficou engavetado para aparecer pra vocês agora!

Fiquei um bom tempo debatendo internamente comigo mesma o quanto eu deveria escrever esse post. Falando assim, parece até que vou abordar um tema super polêmico, mas esse é só um post sobre onde comer em Koh Phi Phi e não sobre a legalização do aborto; sinto desapontar quem acreditou que veria este circo pegar fogo. A razão disso ter gerado um certo conflito comigo mesma ao sentar pra redigir o texto foi o fato de achar esse tipo de “post guia” – com diquinhas de lugares imperdíveis – um negócio meio chato. Especialmente porque o que é imperdível para mim, pode ser perdível para você, mas dar recomendações também é parte das funções de um blog de viagens, não? Então vamos a elas!

Como em Phi Phi ninguém tem cozinha em casa – o suprassumo do luxo é ter uma geladeira no quarto e um ou outro eletrodoméstico tipo grill ou torradeira – todo mundo tem que ir comer fora, o que nos força a conhecer muitos dos restaurantes da ilha. Assim que cheguei na Tailândia me empanturrei de “pad thai” e arroz frito, crente que passaria meses me alimentando apenas de comida tailandesa, que era tudo uma delícia e que eu jamais procuraria comida ocidental durante o tempo que morasse na ilha. A verdade? Não só não aconteceu, como houve dias em que eu daria um rim por um McFish com batatinhas e uma casquinha de baunilha de sobremesa, ou uma tortinha de maçã.

Grand PP Arcade

Grand PP Arcade

Fica bem pertinho da rua que leva à praia das baladas e tem um ambiente super agradável, com as mesinhas em um jardim bonito e o atendimento mais simpático da ilha. A dona, a Nat, é quem também serve às mesas, atende os clientes e sempre tem um sorriso e algo de bom a dizer pra todo mundo. Eles ficam abertos das 08:00 às 15:00 e das 18:00 às 22:00, o que é um horário de funcionamento diferente dos outros estabelecimentos de Phi Phi, que geralmente ficam abertos das 08:00 às 22:00 ou 23:00. As opções de almoço e jantar são bem gostosas, um dos melhores “pad thais” da ilha e a sopinha de cogumelos também é bem gostosa, mas o forte deles mesmo é o café-da-manhã.

Os preços são um pouco salgados em comparação aos dos outros restaurantes, mas a apresentação dos pratos é caprichadíssima e os ingredientes são sempre frescos e de boa qualidade.

Cosmic

mac and cheese cosmic

Pensando na frequência com que eu fazia minhas refeições nesse restaurante, algo como três a quatro vezes por semana, me dei conta de que ele é o meu preferido. Os garçons até já me conheciam e quando me viam entrar já falavam: Take away adventure club? pois já sabiam que eu iria pedir para que eles entregassem a comida no trabalho.

O Cosmic tem o cardápio mais vasto da ilha, desde comida tailandesa até israelense, passando por inglesa, italiana e francesa, de modo que você sempre vai encontrar algo que te apeteça e a preços bem módicos. As pizzas são bem gostosas, o mac and cheese também e as massas supriram muito bem minha carência de macarrão. É claro que não são deliciosas, na verdade fariam um gourmet torcer bem o nariz, mas eu achava bem gostosas.

Há duas unidades em Phi Phi, a maior é um pouco mais barata do que a menor e os cardápios são exatamente iguais.

Pum

 

Fotos gentilmente cedidas pela amiga Yara

Fotos gentilmente cedidas pela amiga Yara

É, o nome é mesmo péssimo – fica pior ainda quando a gente descobre que é o nome da dona e chef do restaurante – mas a comida é uma das mais gostosas da ilha. O cardápio, só de comida tailandesa, é bem restrito mas só tem boas opções e o melhor de tudo é que você pode aprender a fazer todos os pratos. No mesmo lugar funciona a escola de culinária deles, que oferece cursos curtinhos. Durante todo o tempo que eu estive em Phi Phi sempre pensei em fazer o curso e acabei nunca fazendo, agora acho que vou ter que voltar lá…

O preço é um pouco mais caro que o dos outros restaurantes, então eu não comia lá com muita frequência, o que era uma pena.

Anna’s

Clientes israelenses e eu, comemorando o ano novo judaico em grande estilo!

Clientes israelenses e eu, comemorando o ano novo judaico em grande estilo!

O queridinho dos estrangeiros que moram na ilha e querem dar um tempo de comer pad thai, pena que não seja um daqueles restaurantes onde se possa comer todos os dias. O cardápio é composto praticamente apenas por pratos de culinária ocidental, todos muito gostosos, especialmente o hambúrguer. Lá foi onde fiz uma das melhores refeições  durante meu tempo de Tailândia, foi o jantar de aniversário de uma das instrutoras que trabalhava conosco; um frango assado com legumes e yorkshire pudding de lamber os beiços.

 PP Pizza House

Phi Phi pizza house

Se a Torre de Babel tivesse sido terminada e houvesse um restaurante no topo, o restaurante seria esta pizzaria israelense que pertence a uma tailandesa católica. Foi onde eu fiz minha primeira refeição em Phi Phi e acertei na escolha; a pizza pan é muito parecida com a que tem na casa da minha avó às sextas-feiras, bem aquilo que os americanos chamam de comfort food. O falafel também é uma delícia e é super bem servido, o Josh gostava do frango à milanesa (chicken schnitzel) e do sanduíche de queijo e tomate.

Preços bem razoáveis para a ilha, só o atendimento é um pouco lento.

Breaker’s

Foi onde eu descobri o que é o tal “tradicional café-da-manhã inglês” e quase tive todas as minhas artérias entupidas ao ler a descrição. Não me arrisquei a experimentar, porque acho que comer feijão no café-da-manhã é uma heresia, acabei ficando na granola com iogurte mesmo. O sanduíche de atum é bem gostoso e vem com batatinhas fritas.

Os preços são razoáveis.

PP Bakery

O modelo mais lindo do Naonde? posando no mezanino da padaria

O modelo mais lindo do Naonde? posando no mezanino da padaria

A padaria com a localização mais estratégica de Phi Phi, bem no caminho para o píer, é onde eu comprava um croissant ou um donut indo para o barco quase todo dia de manhã. O queijo quente deles é uma delícia, com um pouquinho de alecrim, e os ovos benedict também. O chá verde latte gelado é super gostoso e o iogurte com granola e frutas vermelhas deixou saudades.

Na parte de cima há um mezanino super bacana, com puffs, mesinhas baixas e grama sintética no chão; eu gostava de ir lá para ler e dar uma relaxada.

Phi Phi Kitchen

Sem sombra de dúvidas, foi onde fiz a melhor refeição nos oito meses que passei em Phi Phi! O restaurante pertence aos mesmos donos da escolha de mergulho Phi Phi Diving, um casal de franceses que sempre atende clientes franceses, de modo que o pequeno cardápio é composto apenas por pratos franceses e vem escrito em francês. Logo que eles abriram, passei lá com o Josh e perguntei se eles não teriam um cardápio em inglês. A resposta?

– Infelizmente não temos. Mas, puxa!, que boa idéia! Vamos providenciar. Agora, não tem problema, viu? Se vocês quiserem jantar aqui hoje, nós podemos traduzir o cardápio pra vocês.

Ficamos, é claro, e comemos um belo peito de pato com batatas e bebemos uma taça de vinho tinto cada. Para os padrões de Phi Phi, e nossos salários de divemasters, foi um rombo no nosso orçamento: 550 Baht (cerca de 55 reais) por cabeça. Mas valeu cada Baht!

Calamaro

calamaro resto

Assim como o Cosmic, um dos meus queridinhos da ilha, e com um cardápio bem amplo; eles têm opções de comida tailandesa e ocidental. Comida gostosa e barata, desses onde pode-se comer todos os dias. As bruschettas e a sopa de cogumelos são bem gostosas e o massaman deles é uma delícia!

Papaya

A maior atração do restaurante é o gato que pede pra entrar na geladeira.

A maior atração do restaurante é o gato que pede pra entrar na geladeira.

Outro restaurante de todo dia, o Papaya serve apenas comida tailandesa, sendo o fried garlic o prato mais gostoso deles. O rolinho primavera e a salada de papaya também são bem gostosos, mas o pad thai não é a escolha mais felizes, há mais gostosos na ilha. Preços ok e porções gigantescas, muitos pratos podem ser divididos. É famoso pelo lindo gato cinza, super peludo, que gosta de se refrescar na geladeira. Sim, é o próprio gato quem se senta em frente ao refrigerador e mia pedindo para abrirem a porta para que ele possa entrar!

Amp café

Um pequeno restaurante vizinho da última casa onde morei, o que era super conveniente. Era só descer, pedir a comida e voltar uns dez minutinhos depois para buscar o pedido e comer no quarto, uma beleza! O sanduíche de frango à milanesa era uma delícia e os pratos chineses também.

Os preços eram bons e eu ainda tinha um descontinho por ser vizinha.

Banana Sombrero e Banana Bar

Banana Bar Phi Phi

Na parte de baixo funciona o restaurante mexicano que serve o melhor hambúrguer da ilha, o Banana Sombrero. Das 16h às 18h eles têm o happy hour e todos os nachos saem por apenas 100 Baht (cerca de 10 Reais) e as magaritas por 60 Baht. Não cheguei a provar os outros pratos mexicanos, mas todo mundo que comeu gostou, Josh disse que as fajitas eram bem gostosas.

Na parte de cima funciona o meu bar preferido da ilha, o Banana Bar, que serve os daiquiris mais gostosos! Cada um sai por 140 Baht (cerca de 14 Reais) ou 120, se você tiver o desconto de local. É o bar que a maioria dos mergulhadores frequenta, tem um clima bem descontraído, cheio de mesas de beer pong e uma parte com colchões e puffs. Há também uma parte mais alta, de onde se pode ver o pôr-do-sol e toda noite eles passam um filme às 19h – você pode pedir um filme específico, mas às segundas-feiras eles sempre passam A Praia.

Unni’s

O bagel com salmão defumado no café da manhã também deixou saudades.

O bagel com salmão defumado no café da manhã também deixou saudades.

Um dos restaurantes “chiques” de Phi Phi, talvez “O” restaurante chique de ilha. É um dos poucos com uma decoração mais caprichada, lustres de vidro com pingentes e tudo, e um menu de pratos mais refinados. Infelizmente isso tudo não condizia com a minha realidade de divemaster, de modo que não foram muitas as refeições que fiz lá. A salada de cuscus marroquino e o cheesecake deixaram saudades.

 

Observações

Essa lista não tem a pretensão de ser um guia compreensivo dos restaurantes da ilha, seria muita pretensão minha querer fazer isso e um trabalho hercúleo. É só uma pequena lista dos lugares onde eu costumava comer em Koh Phi Phi, a maioria bastante simples e nada gourmet.

O preço médio das refeições, incluindo uma água ou refrigerante, da maioria dos restaurantes é de 150 Baht (cerca de 15 reais) e é isso que eu tenho em mente quando digo que o “preço é bom”. Uma refeição cara, para os padrões de Phi Phi, é de 300 baht pra cima.

Na Gringa, Uncategorized

Watersports experience – o passeio mais legal de Koh Phi Phi

March 27, 2015

Uma das minhas amigas mais queridas aqui em Phi Phi, a Julia, trabalha em uma das muitas agências de viagens da ilha, a Visa Tour, e um dos nossos passa-tempos preferidos é sentar ao balcão onde ela trabalha, tomar uma cerveja e contar os causos dos clientes. As histórias são tantas e tão engraçadas que eu acho que renderiam um livro: tem gente que torce o nariz pro tipo de barco e diz que “de longtail eu não quero ir!”, tem gente que reclama que não viu tubarão quando foi fazer snorkel e quer o dinheiro de volta… Entre um causo e outro, também comentamos as atividades que a maioria dos turistas quer fazer durante os dias que passarão na ilha e como algumas delas nos parecem um gasto inútil de dinheiro ou um programa de índio categoria cinco cocares; são eles o passeio para ver o plâncton que brilha e o Booze Cruise.

Tailândia

As opções de passeio de barco ao redor da ilha são muitas e há para todos os tamanhos de bolso e cocar; vão desde longtail com 25 pessoas por 450 Baht pelo dia inteiro com almoço, criança chorando no barco, até alugar uma lancha privada por 10 000 Baht a diária. Nunca achei a maioria destas opções muito interessante, não sei se por morar aqui e já olhar para as atrações com olhos de local ou por não ver mesmo muita graça em ficar sóbria no meio de um monte de gente bêbada em um barco – que é o aconteceria comigo caso eu fosse no Booze Cruise. Foi então que a Julia me contou sobre o Watersports Experience e eu me animei para ir.

Entre as muitas coisas que me agradaram no passeio, o horário de início foi uma das que eu mais gostei. Todo mundo se encontra às 10h da manhã no Banana Bar para tomar café da manhã, de modo que pude me dar ao luxo de dormir até um pouquinho mais tarde, algo muito raro na minha vida de mergulhadora – o barco da escola para a qual eu trabalho sai do píer às 7h.

watersports experience

Assim que todo mundo termina o café em estilo inglês, torradas com ovo frito e feijão, o Kirby anota o que cada um quer comer no almoço, há umas cinco ou seis opções de comida tailandesa, e nos explica a programação do dia. Umas 11:30 todo mundo vai para o píer e a lancha sai em direção à primeira parada, Monkey Beach para ver a praia e os macacos, sempre tomando cuidado ao se aproximar deles, já que eles podem morder se sentirem ameaçados. Eu, apesar de ponte-pretana desde criancinha, não sou a pessoa que mais curte macacos no mundo, tenho medo de levar mordida e não quero tomar mais uma dose de vacina antirrábica, então fiquei de boas no barco batendo um papo com a Julia.

Monkey Beach

A segunda parada é no meu lugar preferido de toda ilha; Phi Leh Lagoon para nadar, tomar uma cervejinha na água e experimentar a atividade que eu mais queria: Stand-up paddle, ou SUP, para os íntimos. Assim que chegamos na lagoa o Chris, nosso guia, mostrou a todo mundo um jeito engraçadíssimo e muito eficiente de se usar um colete salva-vidas para tomar uma cerveja na água de maneira confortável: vesti-lo como se fosse uma fralda, colocando os pés pelos buracos onde se colocam os braços. Eu preferi cair na água só de biquíni mesmo e aproveitar a liberdade de não ter a roupa de mergulho colada em mim. Foi então que eles trouxeram as pranchas e os remos e a brincadeira começou. Precisei de algumas tentativas até conseguir me equilibrar de joelhos em cima da prancha e remar um pouquinho, sempre cuidando para não bater na cabeça de ninguém. Depois que já estava dominando todo o meu equilíbrio, que é muito pouco, sobre os joelhos resolvi que estava ousada o suficiente para tentar ficar em pé. Caí.

watersports experience

Tentei mais algumas vezes, sempre caindo e voltando para cima da prancha. No fim das contas até consegui arriscar umas remadinhas em pé e não fiz tão feio assim. Pena que só tem um outro lugar em Phi Phi que oferece o tal do SUP e a um preço bastante salgado para o meu gosto, de modo que não sei quando terei outra oportunidade. Pelo menos valeu pra matar a curiosidade, achei tão legal quanto imaginei que seria.

watersports experience

 

Saindo de lá nós fomos até Loh Sama Bay para pularmos das pedras no mar, uma das atividades mais procuradas aqui em Phi Phi. Há uma escada feita de corda pela qual se sobe até as pedras. Eu, pateta que sou, não tive força suficiente para conseguir subir e só fiquei olhando todo mundo e sentindo uma pontinha de inveja… Todo mundo que pulou adorou.

watersports experience

Lá pelas 14:30 fizemos nossa parada para o almoço em Maya Bay A lancha para bem próxima a uma pequena praia do lado oposto da Maya Beach, a famosa faixa de areia do filme A Praia. Lá o Chris distribuiu a marmitinha de cada um e ficamos um tempinho só relaxando e curtindo o lugar.

Depois do almoço fomos até Malong procurar pelas tartarugas. Cada um recebe uma máscara e um snorkel, eu fui espertinha e levei os meus, e segue o Chris. Antes de entrar na água ele explicou onde iríamos nadar e como procurar por elas, fiquei muito feliz com a ênfase que ele colocou em “não pode encostar nas tartarugas!”. Infelizmente não tivemos sorte e não conseguimos encontrar nenhuma, então logo fomos para a penúltima parada, Palong, para procurarmos pelos tubarões. Lá tivemos mais sorte e eu vi bem uns quatro ou cinco Blacktips, além de uma lagostinha e outros peixinhos coloridos.

watersports experience

black tip reef shark

O último lugar a ser visitado é Tonsay Bay, onde acontece a parte dos esportes aquáticos que dá nome ao passeio. Eles nos dão três opções e nós podemos escolher uma entre: subir em uma bóia puxada pela lancha, wakeboard ou esqui aquático. Encarando a dura realidade de que eu não tive força suficiente no braço pra subir em uma escadinha feita de cordas, aceitei de bom grado que a bóia seria a minha melhor opção, pois eu jamais seria capaz de aguentar o tranco de segurar na corda do wakeboard por mais de alguns poucos segundos. Mas eu não tenho do que me queixar, foi mega divertido!

watersports experience

Três pessoas mais o Chris podem ir de cada vez, ele se senta no fundo e vai filmando tudo até o momento em que todo mundo cai na água, que é a parte mais legal. O cenário vai ficando também cada vez mais bonito com o pôr-do-sol que vai colorindo a paisagem com tons de laranja e amarelo. Enquanto isso dá pra tomar uma última cervejinha e curtir a paisagem.

watersports experience

watersports experience

Quando a última pessoa cai do esqui é hora de voltarmos para o píer. Lá pelas 20:30h, depois de um bom banho e descansar um pouquinho em casa, o grupo se reúne para jantar no Banana Bar e então ver a filmagem do passeio.  Foi, de longe, uma das atividades mais legais que eu já fiz aqui na ilha e recomendo pra todo mundo que procura por um tour de dia inteiro por Phi Phi. Você pode marcar o passeio com o Chris e o Kirby no Banana Bar mesmo ou nas agências de turismo espalhadas pela ilha, o preço é de 2500 Baht e inclui o transporte, as refeições e bebida à vontade no barco (cerveja, refri, chá gelado e água).

Os meninos fizeram a gentileza de me ceder os vídeos do dia em que fiz o passeio.

Este post NÃO é um publieditorial, recomendei porque gostei mesmo!