Browsing Category

Uncategorized

Sobre a vida, Uncategorized

Mas você vai sozinha?

December 31, 2016

Ô, se vou! Agora mais que nunca, inclusive.

Há exatos seis anos eu pisava em Koh Phi Phi pela primeira vez, completamente sozinha. Também pela primeira vez. O plano original não era esse, mas a vida acontece e assim acabei indo viajar sozinha pela primeira vez. Sem ninguém a me esperar do outro lado do desembarque. E sabe que foi uma sensação muito da boa?

Julgar um livro pelo título não pega tão mal quanto julgar pela capa, néam?

Julgar um livro pelo título não pega tão mal quanto julgar pela capa, néam?

E essa sensação do “ir sozinha” me levou a julgar um livro pelo título, ao invés de pela capa. O que não é tão grave assim. Ainda mais um título como este, que agrada a qualquer mulher viajadeira.

Quando recebi o e-mail da editora Globo comunicando o lançamento do livro e perguntando se eu tinha interesse em receber uma cópia, imediatamente respondi que sim. Queria muito saber o que outras viajantes solitárias pensam a respeito do assunto.

Sozinha no Vietnã

Sozinha no Vietnã

Além dos constantes “por que pra lá?”, a pergunta que ouço com mais frequência é “mas sozinha???”. Como se a falta de companhia implicasse no fracasso certo das minhas andanças.

Ok, a primeira vez sozinha nunca é fácil. Mas que primeira vez é fácil nessa vida, minha gente? Todas elas exigem um passo para fora da nossa zona de conforto. O que não significa que serão ruins, só quer dizer que não serão moleza.

E o livro da Gaia fala muito sobre isso, além de aguçar a vontade de fazer a mala e cair na estrada novamente. Os destinos que ela cita no livro são os mais diversos possível. Desde países vizinhos aqui da América Latina, até a distante Índia.

Sozinha no Taj Mahal

Sozinha no Taj Mahal

Aliás, ver a Índia lá aqueceu meu coração pelos mais diversos motivos mas principalmente por vê-la mencionada duas vezes como um bom destino para mulheres viajando sem companhia. Gaia me fez querer voltar à Índia, sozinha inclusive.

Também gostei muito de ver ali mencionados destinos mais tradicionais e palatáveis para quem pensa em embarcar numa aventura solo pela primeira vez. O encantador na narrativa dela é perceber como situações inesperadas acontecem mesmo em lugares considerados “batidos” por viajantes mais experientes. Basta estar aberto. É clichê, mas não sem razão.

E algo que achei ainda mais bacana e que permeia quase todas, senão todas, as histórias do livro é o fato de que estar sozinha não é sinônimo de isolamento. Muito pelo contrário, o fato de não ter companhia facilita o engatar numa conversa com desconhecidos, ser convidada a se juntar à mesa de uma família descendente de chineses em Nova Iorque. Talvez viajar sozinha não seja exatamente viajar sozinha, mas sim viajar sem companhia definida.

O que se pode tirar de lição do livro da Gaia é que basta querer para que sua viagem solo seja ótima. E tomar algumas precauções básicas, é claro, porque a gente não é besta de se expor a riscos à toa.  Não deixe a falta de companhia definida atrapalhar seus planos de conhecer o mundo, ou a cidade vizinha.

Mas você vai sozinha?” – Gaia Passarelli. Ed. Globo, 2016.

Na Gringa, Uncategorized

Dirigir nos EUA, algumas dicas práticas

April 25, 2016

Apesar de dirigir há muitos anos, eu nunca tinha guiado fora do Brasil. A razão disso não poderia ser mais simples; eu tenho medo. Ele mesmo, aquele sentimento que te impede de correr riscos desnecessários e que você tem que enfrentar em certas situações. Foi com meu medo no banco do passageiro que eu encarei a aventura de dirigir nos EUA.

A viagem foi toda planejada em torno de dois eventos: o WITS 16 que seria em Irvine e o Springbreak da minha prima, quando a família toda viajaria para o Yosemite. Como base usaria Davis, no norte da Califórnia, onde meu tio está morando. E eu comprei a passagem para Los Angeles.

Depois de olhar este mapa pergunto: ficou clara a minha estupidez?
Porque pra mim não tinha ficado muito.

A última parte da viagem seria a visita ao Yosemite, que está no meio do caminho entre Davis e L.A.. Meus tios voltariam para casa no carro que alugamos e restou a questão do meu transporte. Pegar um trem e dormir uma última noite em L.A.? Sairia muito caro. Pegar o trem e ir direto da estação ao aeroporto? Também sairia caro e teria o perrengue de ir arrastando as malas de um lado para o outro de olho no relógio. Foi então que meus super tios tiveram uma idéia que eles acharam ótima e que me tirou o sono: a Ângela aluga um carro e vai dirigindo até o aeroporto!

 Ficou então decidido que desceríamos a Scenic Route de Monterey até San Luis Obispo, dormiríamos a noite lá e no dia seguinte eu iria dirigindo até o LAX.

No fim das contas dirigir nos EUA foi bem tranquilo, especialmente depois que eu vi que o carro seria um Fiat 500x e meu coraçãozinho se derreteu de amor. Verdade seja dita, fiquei tentada a continuar dirigindo o bonitinho até São Paulo.

Dirigir nos EUA

Dicas práticas para o aluguel:

dirigir nos eua, pacific one, pacific 1

– Por causa do meu trajeto precisei alugar o carro em uma cidade e devolver em outra. Isso chega a dobrar ou triplicar o preço final, então é bom conferir os valores em duas ou três agências diferentes. Nem sempre a empresa que oferece o melhor preço por dia de aluguel é a que vai ter a taxa de devolução em outra cidade mais em conta.

– A carteira nacional de habilitação (nossa querida CNH) brasileira é válida nos Estados Unidos. Na Califórnia, pelo menos, ela é suficiente para o aluguel de um carro. Basta apresentá-la no balcão da locadora. Como me alertou a comadre Veridiana, que mora no Texas, a carteira é válida para alugar o carro, mas se o guarda te parar ele pode exigir a carteira internacional e se você não tiver o documento pode ter problemas SÉRIOS inclusive deportação.
Em alguns estados a CNH brasileira junto com o passaporte te dá o direito de dirigir por 30 dias dependendo do tipo de visto – L1 por exemplo, pois entende-se que como você será residente, precise desse período para organizar sua documentação. Ou seja, é bom se informar sobre as regras do estado que você pretende visitar.

– Se estiver acompanhado de alguém que também tem habilitação, registre seu companheiro como segundo motorista.

– Veja se o seguro do seu cartão de crédito ou seguro viagem cobre certas despesas com seguro na hora da contratação do serviço, por exemplo seguro contra terceiros. Se cobrir são uns US$30,00 que se economiza na tranquilidade. Você pode optar por não contratar esse seguro contra terceiros, mas se tiver algum acidente vai ter que amargar o prejuízo em dólares.

– Confira se o carro tem GPS no painel e economize uns US$ 10,00! A grande maioria dos carros novos nos EUA já vêm com GPS de fábrica e são bem bons. Algumas empresas deixam travado e vão te cobrar os US$10,00 pelo código que destrava, o mesmo que cobrariam pelo aparelhinho. A Enterprise é bacana e não faz isso, tendo GPS no carro ele está liberado!

– Se você quiser um carro pequeno, portanto mais barato, é bom reservar com alguns dias de antecedência. Se deixar pra fazer na hora corre o risco de acabar tendo que pegar um carro grande e pagar mais por isso.

– Você deverá devolver o carro com o tanque cheio, certo? A Enterprise tem um esquema de deixar a gasolina pré-paga e você pode devolver o carro com o tanque praticamente vazio. Eles fazem uma estimativa de quanto combustível você vai gastar até o seu destino e quanto isso custaria e a isso somam uma taxa de conveniência. Fica mais caro do que se você mesmo fizesse o serviço? Sim, mas é possível negociar. Eu optei por esse serviço e não me arrependi. Não queria ter que me preocupar em achar um posto de gasolina antes de devolver o carro e ainda por cima me preocupar em perder o voo.

– Pergunte se eles oferecem pagamento automático de pedágio (o Sem Parar da Califórnia se chama Fast Trak). A Enterprise oferecia, mas cobrava uma taxa de US$ 5,00 por cada passagem.

Dicas na estrada:

IMG_8804

– Parar completamente o veículo em toda e qualquer placa “STOP”. Não tem negociação. Se você não parar e o guarda te pegar é multa na hora.

– Não se pode levar bebida alcóolica dentro do veículo. Quando perguntei o porquê à minha tia ela disse que é provavelmente por imaginarem que as pessoas teriam muita dificuldade de resistir a uma latinha de cerveja ocupando o banco do passageiro. Ou que, num momento de abstinência muito grande alguém conseguisse manejar um saca-rolhas com as mãos tremendo dentro de um carro em movimento em uma auto-estrada. Não conheço uma única pessoa que goste tanto assim de vinho, mas nunca se sabe.
Assim como no caso das placas de “STOP”, a multa também é pesada e imediata, paga no ato e sem brecha para argumentação. O único argumento que vale aqui é o do guarda, “you are in America now“. Ou seja, não arrisque e deixe o goró no porta-malas.

–  Chegando em um cruzamento com semáforo, se ele estiver fechado e você estiver na faixa mais a direita e não vier carro você pode virar a direita. Sempre respeitando que a preferência não é sua.

– Ao contrário do Brasil, a ultrapassagem pela direita é permitida. Cuidado.

– Quem vem da pista de aceleração tem preferência, então é necessário diminuir a velocidade e dar passagem.

– Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi a existência de semáforos nas estradas. Não nas freeways, onde a velocidade média é maior, mas nas vicinais ou estradas menores. Numa comparação com o Brasil, não haveria semáforo na Rodovia dos Bandeirantes, mas no trecho da Santos Dumont que vai até Campinas sim. Achei esquisitíssimo.

– Poucos pedágios. No dia em que dirigi sozinha não peguei nenhum, mas é necessário pagar US$ 5,00 para entrar e sair de San Francisco.

– Se, assim como eu, você for devolver o carro no aeroporto é bom verificar onde fica o pátio da locadora e usar esse endereço como ponto final na hora de programar o GPS. Muitas vezes está um pouquinho afastado, mas sempre há uma van fazendo o trajeto pátio-aeroporto.

– Em Los Angeles, por causa do trânsito pesadíssimo, a faixa mais à esquerda é exclusiva para quem está com mais de uma pessoa sozinha. A idéia é incentivar que as pessoas peguem carona e não piorem o tráfego ainda mais, colocando mais um carro com apenas uma pessoa dentro nas ruas.

dirigir nos eua, pacific one, pacific 1

Dica bônus:

– Tenha a sua playlist a postos, a viagem não teria sido a mesma se eu não tivesse ouvido Wesley Safadão enquanto apreciava a paisagem da Pacific One.

dirigir nos eua

Uncategorized

Um passeio pelo Napa Valley a bordo do Wine Train

April 19, 2016

Quem nunca sonhou em visitar o Napa Valley na Califórnia que atire a primeira rolha! Quem nunca sonhou em embarcar nos vagões do Napa Valley Wine Train é porque nunca soube da sua existência.

Wine Train

 Já começou a se imaginar lá dentro e guardou meia dúzia de moedas no porquinho pra ir o mais rápido possível? Ou vai me jogar a primeira rolha?

E como foi que eu descobri o Wine Train?

Quando soube que o famoso vale ficava bem pertinho de Davis, onde estaria hospedada, comecei a procurar por passeios pela região. O primeiro que encontrei foi um de bicicleta pelas vinícolas e me chamou muito a atenção. Mas ao descobrir que grande parte do trajeto seria feito na beira da auto-estrada e que o almoço não estava incluso me desanimei bem rapidamente. Ainda mais depois de saber que corria o risco de não encontrar mais um sanduichinho que fosse nas prateleiras das Delis à beira da estrada.

Eu buscava algo parecido com o que havia feito no Chile em 2011, quando fiz o tour da La Bicicleta Verde. Os caminhos eram por dentro dos vinhedos e o almoço, que estava incluso no pacote, acontece no fim do passeio com todo mundo confortavelmente sentado à volta da mesa.

Enfim, com alguma tristeza descartei a possibilidade da bicicleta e fui procurar alternativas. Mas então me dei conta de que precisaria de duas coisas fundamentais para um planejamento independente e percebi que não tinha nenhuma delas. Não tinha carro e não tenho o menor conhecimento sobre vinhos. Eu precisava de alguém que me mostrasse aonde ir e que me levasse até lá. E foi aí que o Wine Train entrou na história, recomendado por uma amiga americana.

E como é o passeio?

Wine Train

O trem sai da sua própria estação – vejam que chique! – que está a cinco minutos de distância do centrinho de Napa e ela tem estacionamento próprio e gratuito.

Assim que você chega à estação só precisa se apresentar no balcão, caso já tenha sua reserva, ou perguntar quais os tours disponíveis e se ainda há lugares vagos. Como o nosso passeio também incluía uma visita à vinícola Grgich Hills ganhamos um brochinho pra colocar no casaco e os guias poderem nos identificar na hora de descermos. Esperamos ainda um pouquinho na ante-sala da estação e logo os passageiros são chamados para o embarque pelos alto-falantes. Lá fomos nós.

Wine Train

Se por fora o trem já é a coisa mais linda, é dentro que você fica mesmo boquiaberta. Os vagões que eles usam, e onde nos sentamos!,  são os antigos vagões da primeira classe da Northern Pacific Railway. Foram construídos em 1915 e agora estão restaurados para manterem o estilo e o charme da época. Realmente parece uma viagem no tempo, não fossem os carros passando na auto-estrada ao lado e você se veria transportado ao século passado.

Wine Train

Assim que você escolhe seu assento já recebe uma tacinha de vinho, a única grátis do passeio, uma cestinha de maravilhosos pães bem quentinhos e o menu.

Wine Train

Logo o garçom vem tirar o seu pedido, pois o almoço é servido no caminho de ida para a vinícola. A refeição é completa; com entrada, prato principal e sobremesa. No cardápio há sugestões de vinhos que harmonizam com cada prato e são cobrados a parte, assim como outras bebidas não alcóolicas. Só o bom e velho copo d’água é gratuito e foi ele o meu escolhido para companhia durante a refeição. Como sabia que haveria uma degustação na vinícola, preferi me enganar dizendo que não sou de beber muito a admitir o pão durismo na hora de deixar o vinho de lado.

DSC_0153

A viagem vai seguindo e entre uma vinícola e outra o melhor almoço da viagem aparece na sua frente.  Enquanto isso os garçons vão nos mostrando e explicando as histórias das propriedades pelas quais estamos passando. Meu único receio em relação ao passeio era justamente o fato de o trem ir beirando a auto-estrada, justamente um dos motivos que me fez desistir da bicicleta. Achei que o trajeto de ida e vinda tinha grandes chances de ser chatíssimo e até meio feio. Felizmente eu estava bem enganada.

Napa Valley

Apesar de não ser o cenário mais lindo do mundo é mais bonito do que se possa imaginar e as explicações vão tornando tudo mais interessante. Fica aqui a dica de se sentar nas mesinhas que estão mais próximas ao prédio da estação na hora do embarque (gente, sou ambidestra e não sei distinguir direita e esquerda. mal aê).

Grgich Hills

Grgich Hills

A primeira coisa que eu perguntei à moça da estação foi a pronúncia correta do nome da vinícola. Fica puxado pro falante nativo de português ver uma palavra com apenas uma vogal. Gentilmente ela me disse que é “GuiRguich” e que este é o sobrenome de um dos sócios.

Assim que descemos do trem o guia já nos entrega a taça que será nossa companheira pela próxima hora e receberá cinco vinhos diferentes. Passamos primeiro pelo lugar onde as uvas são recolhidas e processadas. É ali que o guia nos conta a origem do nome da vinícola: Grgich é o nome de um dos sócios e Hills é o do outro. Não são estas as hills que emprestam seu nome à vinícola.

napa valley

Mais um pouco e chegamos ao lugar onde são guardados os tonéis e vamos sabendo um pouco mais sobre a história da vinícola e de seu fundador. Mike Grgich veio da Croácia (na época ainda Iugoslávia) para os Estados Unidos um pouco depois da Segunda Guerra e trabalhou em diversas vinícolas até chegar a ter sua própria. Ele já tinha alguma experiência no assunto pois esta era a atividade da sua família na terra natal e isto lhe ajudou a garantir o título de melhor Chardonnay do mundo na competição de Paris em 1976. Não só o Mike levou o troféu, ele também ajudou a colocar o Napa Valley no mapa da produção de vinho mundial e deixou diversos franceses bufando de inveja.

Grgich HillsMais uma tacinha e outra depois, o trem voltou e embarcamos novamente. Dessa vez com uma companheira a mais, uma garrafa de Fumé Blanc, o meu preferido do dia.

A viagem de volta vem acompanhada da sobremesa e uma xícara de café (ou chá) e às 14:30 desembarcamos na estação do Wine Train muito bem alimentados e felizes.

Serviço:

O tour que nós fizemos foi esse aqui, mas eles também oferecem outros.

Reservas podem ser feitas pelo telefone +1.800.427.4124 ou pela internet.

Chegar à estação do Wine Train é muito fácil. Se você estiver hospedado em Napa pode ir a pé, são apenas 5 minutos de caminhada a partir do centro. Estando em San Francisco é possível ir de balsa ou de carro. No site eles dão mais detalhes sobre como chegar até lá.

*O Naonde? tem o compromisso de transparência total com os leitores e informa que estive a bordo do Wine Train como convidada deles.

Uncategorized

Como é ter um blog de viagem?

September 3, 2015

ponte estaiada

Durante os anos que trabalhei como professora de inglês numa escola de São Paulo ensinei o termo “paralysis by analysis” aos alunos durante as aulas de Business English, era uma expressão que fazia parte do capítulo e que, portanto, deveria ser aprendida por quem fazia o curso. Eu, professora, achava esse conceito meio besta e só passava adiante pra cumprir meu papel – como fiz com muitos outros conceitos, diga-se de passagem. A verdade é que, mais do que achar o conceito besta, eu não o entendia muito; ele não fazia muito sentido para mim naquele momento da minha vida. Aí eu quis começar a  viver de blog e as posições se inverteram; hoje, quem me acha besta é justamente o conceito.

Quem nunca se sentiu por baixo ao ser julgada por um conceito? Ainda mais quando ele faz um juízo ruim de você.

laranjas

Preparando as laranjas que viraram geléia. Bons tempos de Manual.

Eu já tinha uma experiência anterior com blog, por alguns anos mantive o Manual da Dona de Casa bastante ativo – perdi a vontade de escrever nele depois de uma mudança forçada para Campinas, que me levou de volta à casa da minha mãe e à realidade de ter que usar a cozinha dela – mas a mudança de tema e perspectiva de transformar este blog em um ganha pão foram fatores muito maiores do que eu imaginei que seria.

No ano passado, quando fiz a primeira grande tentativa de tocar o Naonde? pra frente, logo antes de me mudar pra Tailândia, me inscrevi em um curso chamado Travel Blog Success, bastante conhecido entre os blogueiros de viagem, principalmente os gringos, e li quase todas as lições no primeiro fim-de-semana que tive acesso a elas. Fiquei bastante animada, com vontade de sair escrevendo, de fazer a marca crescer (Quem diria que o Naonde? é a minha marca, hein? Aprendi no curso!), de fazer e acontecer. Aí eu quis colocar em prática TUDO aquilo que eu tinha lido. E fiquei semi-paralisada (ou paralítica por um segundo, como uma vez eu escrevi em uma redação da escola), digo semi porque no começo até que eu comecei a produzir alguma coisa, mas aos pouco eu fui sempre achando que estava ruim, que não estava seguindo as lições devidamente – professor, quando resolve ser aluno, é um horror – e vinha um certo medo toda vez que eu pensava em todos os fatores e critérios que deveria seguir antes mesmo de pensar no título que daria a um texto que nem muita forma dentro da minha cabeça tinha. Aí eu me peguei paralisada pela análise! Aí eu vi o conceito e todas aquelas moças de chapinha e bolsa Michael Kors no cotovelo que fazem aula de Business English, rindo da minha cara. E não quis lidar com essa realidade, então parei de escrever e fui mergulhar.

Me divertindo no melhor ambiente de trabalho do mundo.

Me divertindo no melhor ambiente de trabalho do mundo.

Durante o tempo que estive na Tailândia o mergulho foi a minha principal fonte de renda. Quem já viveu disso sabe que a rotina de “dive, eat, sleep, repeat” é cansativa e só tem essa conotação de paradisíaca pra quem está como passageiro em um liveaboard. Nós, mortais que temos que preparar o equipamento dos clientes pro dia seguinte, que temos que tirar os tanques de dentro do barco, ficamos com a parte pesada do trabalho e os braços torneados (porque alguma vantagem a gente tem que levar!). Assim, sobrava pouco tempo para eu conseguir sentar, me concentrar e escrever; e quando eu somava todas as regras de ouro para escrever o blog mais acessado de todos os tempos sem as quais eu seria um fracasso… eu virava pro lado, colocava um capítulo de O Clone no YouTube e tirava uma sonequinha. Afinal de contas, eu precisava estar bem descansada para encarar mais um dia de trabalho pesado e não deixei que um trabalho que pudesse me trazer rendimentos futuros me atrapalhasse no ganho imediato. Talvez não tenha sido a decisão mais sábia da minha vida, mas foi a daquele momento, já que eu não sabia bem como é ter um blog de viagem e viver disso mas podia pagar minhas contas mergulhando.

Nesse meio tempo eu até participei de um retiro para escritores em Koh Tao, que foi bem bacana e me deu mais um gás, mas não consegui produzir muita coisa depois. Pensei que quando eu chegasse de volta ao Brasil eu fosse correr atrás de todo o tempo perdido como se não houvesse amanhã. Não fiz. Assisti mais um monte de novelas reprisadas ( eu julgo quem faz chapinha e usa bolsa no cotovelo, mas você também pode me julgar pelo meu hábito de ver Vale a Pena Ver De Novo. Viu só como a vida é justa?), passei muito tempo com meus cachorros, revi todos os amigos muitas vezes, comi toneladas de pão de queijo, costurei como se não houvesse amanhã e escrevi UM único post. E só, minha gente, não li praticamente mais nada a respeito, não tentei produzir muito mais e não me senti nem um pouco culpada por isso. Na verdade, até parei um pouco de ler os blogs de viagem que eu sempre gostei.

Ir pra Hogwarts é uma opção?

Ir pra Hogwarts é uma opção?

Só sei que agora algumas mudanças aconteceram na minha vida e eu me vi animada a voltar a escrever, um ânimo que eu não tinha há um bom tempo, então decidi retomar os textos do Naonde?. Não achei uma fórmula perfeita, ainda vou reler alguns dos textos do TBS, outros pela internet a fora e encontrar o meu jeito de ter um blog de viagem. Aos poucos a gente vai se descobrindo, eu como escritora, você como leitores e este como um espaço para conversarmos sobre viagens. Por enquanto, o que eu posso prometer, é um bagunça organizada que acontecerá às segundas e quintas por aqui.

Na Gringa, Uncategorized

Watersports experience – o passeio mais legal de Koh Phi Phi

March 27, 2015

Uma das minhas amigas mais queridas aqui em Phi Phi, a Julia, trabalha em uma das muitas agências de viagens da ilha, a Visa Tour, e um dos nossos passa-tempos preferidos é sentar ao balcão onde ela trabalha, tomar uma cerveja e contar os causos dos clientes. As histórias são tantas e tão engraçadas que eu acho que renderiam um livro: tem gente que torce o nariz pro tipo de barco e diz que “de longtail eu não quero ir!”, tem gente que reclama que não viu tubarão quando foi fazer snorkel e quer o dinheiro de volta… Entre um causo e outro, também comentamos as atividades que a maioria dos turistas quer fazer durante os dias que passarão na ilha e como algumas delas nos parecem um gasto inútil de dinheiro ou um programa de índio categoria cinco cocares; são eles o passeio para ver o plâncton que brilha e o Booze Cruise.

Tailândia

As opções de passeio de barco ao redor da ilha são muitas e há para todos os tamanhos de bolso e cocar; vão desde longtail com 25 pessoas por 450 Baht pelo dia inteiro com almoço, criança chorando no barco, até alugar uma lancha privada por 10 000 Baht a diária. Nunca achei a maioria destas opções muito interessante, não sei se por morar aqui e já olhar para as atrações com olhos de local ou por não ver mesmo muita graça em ficar sóbria no meio de um monte de gente bêbada em um barco – que é o aconteceria comigo caso eu fosse no Booze Cruise. Foi então que a Julia me contou sobre o Watersports Experience e eu me animei para ir.

Entre as muitas coisas que me agradaram no passeio, o horário de início foi uma das que eu mais gostei. Todo mundo se encontra às 10h da manhã no Banana Bar para tomar café da manhã, de modo que pude me dar ao luxo de dormir até um pouquinho mais tarde, algo muito raro na minha vida de mergulhadora – o barco da escola para a qual eu trabalho sai do píer às 7h.

watersports experience

Assim que todo mundo termina o café em estilo inglês, torradas com ovo frito e feijão, o Kirby anota o que cada um quer comer no almoço, há umas cinco ou seis opções de comida tailandesa, e nos explica a programação do dia. Umas 11:30 todo mundo vai para o píer e a lancha sai em direção à primeira parada, Monkey Beach para ver a praia e os macacos, sempre tomando cuidado ao se aproximar deles, já que eles podem morder se sentirem ameaçados. Eu, apesar de ponte-pretana desde criancinha, não sou a pessoa que mais curte macacos no mundo, tenho medo de levar mordida e não quero tomar mais uma dose de vacina antirrábica, então fiquei de boas no barco batendo um papo com a Julia.

Monkey Beach

A segunda parada é no meu lugar preferido de toda ilha; Phi Leh Lagoon para nadar, tomar uma cervejinha na água e experimentar a atividade que eu mais queria: Stand-up paddle, ou SUP, para os íntimos. Assim que chegamos na lagoa o Chris, nosso guia, mostrou a todo mundo um jeito engraçadíssimo e muito eficiente de se usar um colete salva-vidas para tomar uma cerveja na água de maneira confortável: vesti-lo como se fosse uma fralda, colocando os pés pelos buracos onde se colocam os braços. Eu preferi cair na água só de biquíni mesmo e aproveitar a liberdade de não ter a roupa de mergulho colada em mim. Foi então que eles trouxeram as pranchas e os remos e a brincadeira começou. Precisei de algumas tentativas até conseguir me equilibrar de joelhos em cima da prancha e remar um pouquinho, sempre cuidando para não bater na cabeça de ninguém. Depois que já estava dominando todo o meu equilíbrio, que é muito pouco, sobre os joelhos resolvi que estava ousada o suficiente para tentar ficar em pé. Caí.

watersports experience

Tentei mais algumas vezes, sempre caindo e voltando para cima da prancha. No fim das contas até consegui arriscar umas remadinhas em pé e não fiz tão feio assim. Pena que só tem um outro lugar em Phi Phi que oferece o tal do SUP e a um preço bastante salgado para o meu gosto, de modo que não sei quando terei outra oportunidade. Pelo menos valeu pra matar a curiosidade, achei tão legal quanto imaginei que seria.

watersports experience

 

Saindo de lá nós fomos até Loh Sama Bay para pularmos das pedras no mar, uma das atividades mais procuradas aqui em Phi Phi. Há uma escada feita de corda pela qual se sobe até as pedras. Eu, pateta que sou, não tive força suficiente para conseguir subir e só fiquei olhando todo mundo e sentindo uma pontinha de inveja… Todo mundo que pulou adorou.

watersports experience

Lá pelas 14:30 fizemos nossa parada para o almoço em Maya Bay A lancha para bem próxima a uma pequena praia do lado oposto da Maya Beach, a famosa faixa de areia do filme A Praia. Lá o Chris distribuiu a marmitinha de cada um e ficamos um tempinho só relaxando e curtindo o lugar.

Depois do almoço fomos até Malong procurar pelas tartarugas. Cada um recebe uma máscara e um snorkel, eu fui espertinha e levei os meus, e segue o Chris. Antes de entrar na água ele explicou onde iríamos nadar e como procurar por elas, fiquei muito feliz com a ênfase que ele colocou em “não pode encostar nas tartarugas!”. Infelizmente não tivemos sorte e não conseguimos encontrar nenhuma, então logo fomos para a penúltima parada, Palong, para procurarmos pelos tubarões. Lá tivemos mais sorte e eu vi bem uns quatro ou cinco Blacktips, além de uma lagostinha e outros peixinhos coloridos.

watersports experience

black tip reef shark

O último lugar a ser visitado é Tonsay Bay, onde acontece a parte dos esportes aquáticos que dá nome ao passeio. Eles nos dão três opções e nós podemos escolher uma entre: subir em uma bóia puxada pela lancha, wakeboard ou esqui aquático. Encarando a dura realidade de que eu não tive força suficiente no braço pra subir em uma escadinha feita de cordas, aceitei de bom grado que a bóia seria a minha melhor opção, pois eu jamais seria capaz de aguentar o tranco de segurar na corda do wakeboard por mais de alguns poucos segundos. Mas eu não tenho do que me queixar, foi mega divertido!

watersports experience

Três pessoas mais o Chris podem ir de cada vez, ele se senta no fundo e vai filmando tudo até o momento em que todo mundo cai na água, que é a parte mais legal. O cenário vai ficando também cada vez mais bonito com o pôr-do-sol que vai colorindo a paisagem com tons de laranja e amarelo. Enquanto isso dá pra tomar uma última cervejinha e curtir a paisagem.

watersports experience

watersports experience

Quando a última pessoa cai do esqui é hora de voltarmos para o píer. Lá pelas 20:30h, depois de um bom banho e descansar um pouquinho em casa, o grupo se reúne para jantar no Banana Bar e então ver a filmagem do passeio.  Foi, de longe, uma das atividades mais legais que eu já fiz aqui na ilha e recomendo pra todo mundo que procura por um tour de dia inteiro por Phi Phi. Você pode marcar o passeio com o Chris e o Kirby no Banana Bar mesmo ou nas agências de turismo espalhadas pela ilha, o preço é de 2500 Baht e inclui o transporte, as refeições e bebida à vontade no barco (cerveja, refri, chá gelado e água).

Os meninos fizeram a gentileza de me ceder os vídeos do dia em que fiz o passeio.

Este post NÃO é um publieditorial, recomendei porque gostei mesmo!

 

Mergulho, Uncategorized

Os pontos de mergulho de Phi Phi – Parte IV

November 27, 2014

O último post da série sobre os pontos de mergulho de Phi Phi se trata de dois dos meus preferidos: o naufrágio Kled Gaeow e Hin Gareng, ambos em alto mar e um pouco distantes da costa leste de Phi Phi Ley.

kled gaeow

Em março deste ano o antigo navio militar Kled Gaeow foi afundado de propósito, a intenção era criar mais um ponto de mergulho por aqui e criar um novo recife artificial que pudesse atrair mais vida marinha; deu muito certo. Agora em novembro, 8 meses depois, o naufrágio já tem dois moradores muito especiais e que há tempos não apareciam por aqui: dois tubarões bambu (Chiloscyllium griseum).

kled gaeow

Ele está situado a 26 metros de profundidade e para chegar até lá é necessário se guiar por uma corda que está atada à proa do navio, já que no início da descida tudo o que se vê é uma imensidão azul. Lá pelos 15 metros se começa a ver o contorno do barco e os cardumes que estão nadando em volta. É impressionante ver como já existe tanta vida marinha no lugar em tão pouco tempo!

Kled gaeow

O tempo de mergulho acaba sendo um pouco mais limitado em torno do Kled Gaeow do que nos outros pontos de Phi Phi por causa da profundidade a que ele está situado. Seja para este não ser um mergulho descompressivo ou por causa do consumo de ar, muito maior quanto mais fundo se vai, não costumamos ficar mais de meia hora nadando em volta do navio. Mesmo mais curtinho, vale muito a pena!

hin gareng

Hin Gareng, um grande recife em mar aberto, um dos poucos pontos onde vemos tubarões leopardo e um dos lugares mais lindos que já vi debaixo d’água. Não é um dos pontos mais visitados, pois depende do tempo estar bom, mar tranquilo, sem vento e pouca correnteza, para que o mergulho valha a pena.

hin gareng

O recife é composto, na verdade, por dois; um menorzinho no centro e um maior ao redor e o mergulho é feito em torno de ambos. Na maioria das vezes encontramos o tubarão leopardo, em algumas ocasiões até dois!, deitado no topo do recife menor ou nadando por ali. Há também algumas sépias, nemos, peixes-leão escondidos em barris de esponja, alguns cardumes de snappers amarelinhos e muitos outros peixes coloridos… As condições naturais de Hin Gareng ainda estão muito mais preservadas do que na maioria dos outros pontos de mergulho de Phi Phi porque há menos gente passeando por aqui. Sabe como é, né? Por mais cuidadosos que nós tentemos ser, acabamos sempre tendo algum impacto na flora e fauna marinhas…

 hin gareng

Adoro o jeito como as sépias olham, parece sempre que estão prestando a maior atenção em tudo ao seu redor ou até mesmo olhando com um certo arzinho de superioridade.

hin gareng

Bom, agora chegou a hora de subirmos a cinco metros, fazermos nossa paradinha de segurança por três minutos e de eu mandar minha bóia pra superfície, pros outros barcos saberem que estes mergulhadores daqui estão prontos pra subir!

Mergulho, Na Gringa, Uncategorized

Os pontos de mergulho de Phi Phi – Parte III

November 24, 2014

Koh Phi Phi Ley

Nos últimos dois posts, que foram escritos na época em que ainda se amarrava cachorro com lingüiça, falei sobre o lado leste de Phi Phi Ley e as duas ilhas que ficam ao sul. Continuando nosso passeio pelos pontos de mergulho de Phi Phi, hoje vamos pelo lado leste, mais pertinho de Maya Bay, em Malong e Palong. A topografia de ambos é bastante parecida; o fundo é basicamente composto por cascalho, pedrinhas e areia e há muitos rochedos cheios de corais, alguns deles formando passagens através das quais nós podemos nadar, maior divertido!

Hawksbill turtle

Malong é onde costumamos encontrar tartarugas, na maioria das vezes parece que elas só estão ali nos esperando descer e dar um tchauzinho com a nadadeira. Elas nos olham com uma cara de quem sabe que é super legal, com aquela certeza de que nos fazem muito felizes somente por vê-las, o que é a mais pura verdade. Afinal, como pode alguém não ficar contente em ver uma tartaruga? Elas são lindas demais!

Agora em novembro temos visto muitos polvos por lá também, outro dia apareceu um muito exibido que ficava o tempo todo mudando de cor e mexendo os tentáculos, a coisa mais linda do mundo!

Polvo

Eu e um takoyaki em seu habitat natural.

Malongcommon porcupinefish

nudibranchMalong

Baiacus e nudibrânquios, como o da foto do canto esquerdo inferior, também são facilmente encontrados em Malong.

Já Palong fica um pouco mais ao norte da ilha, logo depois de Malong, e é conhecido por ser o ponto onde costumamos encontrar tubarões. Esse ano, curiosamente, eles parecem todos terem saído de Palong e se refugiado em Maya Bay; há um cantinho na baía onde temos visto cerca de 20 tubarões todos os dias!

tubarão

Palongnudibrânquio

Como os dois pontos são muito próximos, o que se encontra em cada um deles não é muito diferente. Eu sempre gosto de procurar pelos nudibrânquios em meio aos corais e pedras. Muitas vezes também encontramos peixe escorpião, moréias, nemos…

moréiascorpion fish

*Mais uma vez, agradeço ao colega e amigo Federico Poppe pela gentileza de me ceder as fotos para o post!

Uncategorized

Os pontos de mergulho de Koh Phi Phi – Parte II

November 5, 2014

bida nai bida nok

Continuando com nosso tour submarino de Koh Phi Phi, hoje vou levar você pra conhecer as duas ilhotas que ficam ao sul de Phi Phi Ley. São elas:

Bida Nok, com certeza é um dos pontos mais bonitos que temos por aqui e um dos meus preferidos. O mergulho aqui começa quando o barco no deixa em frente a uma baía razoavelmente rasa, uma média de 6m de profundidade, o que faz deste ponto um bom lugar para DSDs – também conhecido em português como batismo de mergulho – ou alunos do curso básico treinarem os exercícios que o curso exige.

A partir da baía há dois caminhos possíveis; pela direita, que leva ao lado mais profundo e pela esquerda, que leva ao lado mais raso. Eu, particularmente, acho o lado profundo mais bonito, pois há enormes cardumes de snappers e eu me divirto horrores brincando no meio deles – sim, eu tenho 7 anos. O lado raso também tem suas belezas e não é raro encontrarmos cardumes por ali, além de outros peixes, nudibrancos, estrelas do mar, ouriços, peixe escorpião, arraias e muitas outras coisas bacanas. Além das formações de coral, há também um bom pedaço de areia saindo da baía e este é um bom lugar para vermos arraias.

Bida Nok

Eu simplesmente amo esta foto da minha amiga, que foi minha instrutora do curso de Divemaster, Julie no meio dos snappers em Bida Nok.

Bida Nok

yellow fin snappers

 Bida Nai, apesar de tão bonita quanto a irmã maior é bem menos visitada pelas escolas de mergulho, o que eu acho uma pena. A vida marinha que vemos por ali é tão bonita e rica quanto a de Bida Nok: grandes cardumes de snappers, estrelas do mar (a maioria dos mergulhadores não dá muita bola pra elas, mas eu sempre fico feliz de vê-las), lionfish, nudibrancos, scorpionfish e, com sorte, às vezes um ou outro cavalo marinho.

Uma das coisas mais legais de Bida Nai é que há algumas rochas com túneis e a gente pode atravessá-los nadando. É bem divertido! Para a parada de segurança ao fim do mergulho se tornar mais interessante, vamos até ao Fantasy reef, um recife bonito, onde podemos procurar por nudibrancos.

octopus

nudibranch

yellow fin snappers

*Mais uma vez, obrigada ao colega e amigo Federico Poppe pelas fotos!

Na Parte I da série sobre os pontos de mergulho de Koh Phi Phi, falei sobre Viking Cave e Phi Ley Wall.

Posta restante, Uncategorized

Posta Restante: High Line em Nova Iorque

September 20, 2014

High Line NYC 2014

O cartão postal da posta restante desta semana é mais do que especial, pois ele foi enviado por uma das pessoas que é uma das minhas maiores inspirações para viajar: Dona Mariza, a minha avó materna. Ela faz parte de um clube de intercâmbio e já viajou pelo mundo todo, conheceu lugares incríveis e pessoas muito bacanas. Em agosto ela esteve de volta aos EUA, para rever amigos que conheceu através deste grupo há alguns anos e aproveitou para conhecer a High Line em Nova Iorque. Com a palavra, Dona Mariza:

Fiz o passeio com minha amiga  americana, Virgina e ela foi me contando sobre a campanha que foi feita para a revitalização da área. Hoje é um espaço onde as pessoas caminham , param para observar ou mesmo descansar. Aí pensei porque no Brasil não aproveitam idéias como essa para revitalizar áreas degradadas
*Viajou pra um lugar incrível e quer ver a sua foto publicada aqui? É só mandar pro angelagolds@gmail.com que ela pode ser a foto do sábado que vem!
Uncategorized

Liebster Award

September 11, 2014

liebster-logo

Gente, o Naonde? ganhou o seu primeiro prêmio na interwebz! Prêmio esse, inclusive, que eu nem sabia que existia até a minha nomeação – é, eu sou uma blogueira de meia pataca mesmo… Fui indicada para o Liebster Award pela Nat e o Rob, que escrevem o delicioso Love and Road. Muito obrigada, queridos!

A brincadeira é a seguinte:

1. Em primeiro lugar é preciso agradecer a quem te indicou e colocar um link para o blog deles no seu blog;

2. Responder à entrevista com 11 perguntas;

3. Indicar de 5 a 11 novos blogueiros de viagem com menos de 500 seguidores no Twitter e que você incríveis;

4. Fazer uma lista com 11 perguntas para os blogs que você nomeou;

5. Colocar o logo do Prêmio Liebster no seu blog;

6. Listar estas regras junto com o post e a lista de perguntas.

Às perguntas, então:

1) O que incentivou você à viajar?

A melhor resposta que eu posso dar a esta pergunta é que não havia nada que me incentivasse a ficar onde eu estava. Eu não tinha absolutamente nada a perder se saísse de Campinas, mas eu tinha um mundo inteiro a perder se eu não saísse.

2) O que foi mais difícil de deixar pra trás antes de começar a viagem?

Sakura

Sem sombra de dúvidas, o mais difícil de deixar pra trás foram os meus peludos. Sinto falta deles todo dia o tempo todo.

3) Qual é a sua lembrança de viagem favorita?

Minha mãe apertando a minha mão dentro do avião na primeira vez que viajei pra fora do Brasil e falando: “A parte que eu mais gosto é a decolagem!”. Bom, essa continua sendo minha parte preferida de todas as viagens que já fiz.

4) Qual a coisa mais engraçada que já aconteceu em uma viagem?

Em 2007 fiz uma viagem pela Europa com minha amiga Adriana e passamos apenas uma noite em um albergue em Milão, como estávamos meio cansadas resolvemos que não íamos sair naquela noite e como precisávamos de roupas limpas ficamos na lavanderia do albergue jogando conversa fora. Nisso entra um sujeito esquisitíssimo, todo vestido de preto, com uma camisa e uma calça e vai até o tanque, apenas ensopa as roupas sem colocar um pingo de sabão, dá uma esfregadinha, não torce e coloca pra secar num varal improvisado. A gente começa olhar praquela cena toda e rir muito da maneira como ele “lavava” as roupas, que só iam ficar com um cheiro de cachorro molhado na melhor das hipóteses. O mais engraçado é que ele voltava a cada cinco minutos pra ver se as peças já estavam secas, o detalhe é que elas estavam tão molhadas que pingavam!

5) A pior coisa que já aconteceu em uma viagem?

Precisar voltar pra casa antes de querer, só porque a passagem já estava comprada.

6) Quando você decidiu começar a escrever o Blog e como foi a escolha do nome?

Decidi começar a escrever no meio de 2013, mas entre decidir e começar foram aí uns 3 meses. Quanto ao nome, bom, toda vez que eu voltava de uma viagem já vinha alguém me perguntar: “E pra onde é a próxima?”, fiquei com isso na cabeça. Saber pra onde eu vou é uma coisa que desperta a curiosidade das pessoas que me conhecem, então pensei que um nome relacionado a isso talvez fosse bem adequado. Junto com isso havia a brincadeira que eu e umas amigas sempre fazíamos com o fato de muita gente confundir ondeaonde e o fato de mais gente ainda usar naonde, que é uma palavra que simplesmente não existe. E foi assim que o Naonde? nasceu.

7) O que você não gosta em blogar?

A coisa que eu menos gosto é da dor que eu sinto no ombro esquerdo por causa do touchpad do computador. Acho que o maior problema deve ser a minha postura mesmo, mas eu sou simplesmente incapaz de usar o touchpad com a mão direita, então não consigo nem alternar as mãos e fico sofrendo com a dor no ombro esquerdo.

Também preciso confessar que às vezes tenho uma certa preguiça de editar fotos…

8) Como você financia suas viagens?

Ângela Goldstein

Do ponto de vista dos meus alunos.

Eu sou professora de inglês e, desde a época em que morava no Brasil, tinha alguns alunos pelo Skype que ainda mantenho aqui da Tailândia, além de algumas traduções. Em Phi Phi trabalho como guia de snorkel e logo mais devo começar a trabalhar como divemaster também. Um dia espero poder falar que consigo financiar grande parte das viagens com o blog.

9) Uma dica preciosa de viagem:

Leia guias, blogs, livros, veja filmes sobre o destino que você quer visitar, planeje sua viagem, enfim. Mas mantenha este planejamento flexível, afinal de contas você pode sempre mudar de idéia e querer ficar mais ou menos tempo em algum lugar.

10) Você viaja sozinho ou acompanhado? Por quê?

Eu viajo, na maior parte do tempo, sozinha. Em primeiro lugar porque eu gosto de viajar sozinha, posso fazer as coisas no meu ritmo, do meu jeito, na hora que eu quero e sem precisar negociar com mais ninguém; é meu ladinho egoísta. Mas também gosto de viajar acompanhada e, graças a D’us, tenho ótimos amigos que são grandes companheiros.

11) Qual lugar incrível você gostaria de manter escondido só para você?

jalapão

O Jalapão, no Tocantins. Não gostaria de manter escondido só para mim, mas gostaria que se mantivesse como é, ainda bruto e selvagem.

Os meus indicados:

1. Da Porta Pra Fora @DaPortaPraFora

2. A Natalya do Vivendo em Brno

Aqui vou ter que roubar e indicar apenas dois blogs novos de viagem, todos os outros que eu conheço e gostaria de indicar já têm mais de 500 seguidores no Twitter…

As minhas perguntas são:

1. Qual o grande barato de viajar?

2. O que não pode faltar na sua mala de jeito nenhum?

3. Qual seu melhor causo de viagem?

4. Um destino exótico ainda a conhecer.

5. Um destino clichê que não pode faltar na lista de um viajante que se preze.

6. Você prefere provar comidas diferentes ou sempre sai em busca de um restaurante que sirva pratos mais conhecidos?

7. Comer no McDonald’s em outro país; um pecado capital ou perdoável?

8. Qual a melhor dica de viagem que você já deu ou recebeu?

9. Qual seu meio de transporte preferido para viajar?

10. Você prefere viajar mais lenta ou rapidamente?

11. Viajar sozinho ou acompanhado? Por quê?