Dinheiro, Sobre a vida

Como levar dinheiro para viagem, um guia prático

March 15, 2016

*O Naonde adverte: este texto é padrão Marília.

Quem converte não ser diverte, mas será mesmo?

dinheiro

Uma dúvida comum que assola tanto os viajantes iniciantes quanto os experientes é o momento de escolher como levar o dinheiro para a viagem.

Para esta questão que é uma espécie de “ser ou não ser” do viajante não há resposta única. Uma pena, mas não há.

Por isso, abaixo você tem que considerar o que há de bom e de não tão bom assim em cada um dos meios de pagamentos que um viajante tem à sua disposição.

Lembre-se que o importante é considerar o custo total, incluindo todas as taxas aplicáveis, para cada meio de pagamento.

Vamos lá, os indicados na categoria de melhor forma de levar dinheiro em viagem são ….

Dinheiro em moeda, o velho e bom “cash”

dólar

É a alternativa mais barata, pagamos o IOF de 0,38%, porém é a mais insegura. Coisas ruins acontecem em viagens também e um roubo ou perda serão irrecuperáveis. Certifique-se de ter um cofre para documentos e dinheiro no seu destino e durante a viagem, uma forma de transportar os valores junto ao corpo. Faça uma boa pesquisa e escolha a casa de câmbio pela comodidade, aquela que é mais próxima da sua casa, aquela que lhe entrega o dinheiro em casa e assim por diante. O “cash” exige esses cuidados com transporte e guarda da moeda.

Para países de moeda forte: leve a moeda do país. Compre dólar para viajar aos Estados Unidos, euro para Europa, libra para o Reino Unido e assim por diante. Sempre que possível, evite trocas sucessivas, isto é perda na certa. Quanto mais operações de câmbio forem feitas, mais sujeito a perder dinheiro você estará, por que quando compramos a moeda pagamos aquela cotação mais cara e quando vamos vender, eles nos pagam pela mais barata. Ah! Por isto é que existem duas cotações para cada moeda? Sim, e isto significa que você sempre perderá um pouquinho de dinheiro a cada transação de compra e venda.

Para países de moeda fraca: leve dólar ou euro. Ficou em dúvida de qual levar? Faça uma simulação comprando a moeda do pais aqui no Brasil e compare com as duas operações, comprar dólar ou euro aqui no Brasil e depois a troca pela moeda local. Temos muito simuladores na internet, que ajudam com estas operações. Você verá que sair daqui com a moeda fraca não vale a pena.

Quando precisar trocar seu dinheiro, evite as casas de câmbio de aeroportos e próximas a atrações turísticas, as taxas costumam ser piores. E nunca é demais lembrar para não fazer a operação na rua, as taxas podem ser convidativas, mas os riscos são enormes como levar notas falsas ou ainda ser roubado na esquina seguinte. O melhor mesmo é fazer isto em casas oficiais, ligadas aos bancos ou dentro de shoppings.

A segunda opção é o cartão pré-pago, o “travel money”

moeda de um dólar

Nesse caso, você carrega o valor em moeda estrangeira, paga o mesmo IOF do cartão de crédito, 6,38%, porém, garante a taxa de câmbio do momento em que carrega o valor no cartão. É bem aceito em grandes cidades. Em lugares mais isolados, os estabelecimentos podem aceitar estes cartões. É um meio de pagamento seguro, pois em caso de roubo ou perda, você pode bloqueá-lo e ele será substituído rapidamente, geralmente em até 24 horas. Tem um valor máximo de 10 mil unidades da moeda que você utilizará, 10 mil dólares ou 10 mil euros ou 10 mil dinheiros.

Você também pode realizar saques com este cartão, mas é importante considerar que você tem uma taxa a cada operação de saque, por isto, faça o menor número possível de saques. Outra vantagem é que o cartão pode ser recarregado pelo seu internet banking, assim, se for necessário, você pode fazer a operação remotamente.

Em qual moeda carregar o valor pré-pago? Aqui valem as mesmas considerações sobre qual moeda levar em “cash’.

O melhor desempenho do cartão pré-pago é quando a moeda carregada no cartão é a moeda corrente no país que você vai visitar. Para os países de moeda fraca, não há grandes diferentes em utilizar o pré-pago em dólar ou euro.

Mas se você usar seu cartão pré-pago carregado com dólar num país onde a moeda é o euro, você vai perder o correspondente a conversão cambial. Exatamente como se comprasse dólares e fosse trocar por euros numa casa de câmbio.

Em terceiro lugar, vem o tradicional cartão de crédito

cartão de crédito

O IOF é de 6,38% e você ainda terá que arcar com a diferença cambial que vier a ocorrer entre o momento da compra e o momento do fechamento da fatura do cartão de crédito e depois, entre o momento do pagamento e o momento do fechamento da fatura. Neste sentido, é o meio de pagamento mais imprevisível quanto ao valor que você realmente irá pagar por causa da variação cambial.

Sabendo disso, os cartões de crédito colocam à sua disposição, programas de milhagem, seguros de viagem e de saúde, que dependendo do valor (lembre-se, como falamos no início, o que vale é o custo total da sua operação) podem compensar.

Você também precisará do cartão de crédito para compras de ingressos ou para compras em lojas on-line durante sua viagem ou para alugar um carro e assim por diante, ou seja, tenha o cartão internacional devidamente desbloqueado para o uso no exterior sempre à mão. Até mesmo para atender a alguma situação de emergência.

Por fim, em menção não muito honrosa, temos alguns bancos brasileiros e em alguns destinos específicos, permitem operações de saque na moeda local e você terá que consultar o seu caso específico. Esta opção é a última que você deve considerar pois além do inevitável IOF de 6,38%, você terá uma taxa por transação e ainda terá que arcar com a taxa de câmbio praticado pelo banco no momento do saque.

E como não há resposta certa ou errada para a questão “qual meio de pagamento escolher”, ficam as considerações acima e uma dica básica: divida seu dinheiro em alguns meios de pagamento, nada de apostar tudo numa única alternativa.

 

*Este texto é cortesia e o primeiro de um duo que a economista de plantão do Naonde, a já conhecida Yara, escreveu para nós e revisado pela Marília.

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