Na Gringa, Pogramas

Ilha de Páscoa; o que tem pra ver?

December 12, 2013

Faz mais de uma semana que eu estou me propondo a escrever esse texto e nada dele sair, já tentei começar umas 5 vezes e continuo na estaca zero. Escrevo um parágrafo, dois no máximo, fico insatisfeita, apago, tela em branco, escrevo um novo parágrafo, releio, não gosto, apago… Me dá um medo de que o texto fique com cara de guia de viagem ou e-mail de amiga chata que vai pra algum lugar e quando descobre que você também vai pra lá te manda uma lista cheia de temques. Odeio esses temques de viagem: você temque visitar o museu x, você temque comer a comida y. Eu não quero que este seja um blog de temques, prefiro que seja um diário aberto das minhas experiências de viagem no qual eu fale sobre os lugares que mais gostei e recomendaria, assim despretensiosamente, que alguém visitasse caso viajasse para algum dos destinos que aparecem aqui.

Isso dito, também sentei pra escrever e ver se me acalmo enquanto a Ponte Preta joga a final da Copa Sul Americana contra o Lanús, na Argentinha, e entra no segundo tempo com um resultado desfavorável de 2 gols pro time dos hermanos, sendo um deles marcado depois que a prorrogação do primeiro tempo já tinha passado, e o técnico expulso. Mas voltando à Ilha de Páscoa, onde o coelho não mora, é difícil dissociá-la dos moais e seus ahu. E eles são, sim, a coisa mais legal que tem pra ver por lá.

Ahu Tongariki

O mais famoso cartão postal é o ahu Tongariki, que, com quinze moais, é o maior ahu de todos. Uma visita a ele estava programada para a manhã do primeiro dia, para mim e para todos os outros turistas que estiveram na Ilha de Páscoa durante a primeira semana de novembro. Justamente por ser um dos pontos mais famosos, é também um dos mais visitados e, consequentemente, dos mais cheios, o que faz com que o lugar perca um pouco do encanto. Não sei se é muita ranzinzice de minha parte, mas eu não gosto de lugares cheios de mais, com algumas poucas excessões – a 25 de Março sendo uma delas.

Além do ahu Tongariki, temos também:

ahu vinapu

Ahu Vinapu, que foi nossa primeira parada. Não tem a imponência do Tongariki, mas foi interessante ver os moais caídos no chão por causa de um tsunami que atingiu a ilha muitos anos atrás. A maioria dos moais foi ao chão por conta deste tsunami mas estão novamente em pé por conta de um acordo do governo Rapa Nui com o governo japonês, que foi responsável por reerguer as grandes estátuas.

Ahu Nau Nauahu nau nau

Ahu Nau Nau, que fica na praia de Anakena, se não me engano a única praia do mundo que também é um sítio arqueológico e é considerada patrimônio da humanidade pela UNESCO. Neste ahu vi a maior quantidade de moais com pukaos de toda ilha. Esta praia foi a morada do primeiro rei Rapa Nui, que lá se estabeleceu quando chegou e também onde terminavam as celebrações quando o novo homem pássaro era escolhido.

ahu tahaiahu tahai

ahu tahaiahu tahai

Ahu Tahai, o único que não estava incluso no nosso pacote de passeios e um dos programas que eu mais gostei de fazer durante os dias em que estive na ilha. Ver o pôr-do-sol ali foi maravilhoso, o lugar é lindo, o clima é tranquilo e é 0800, o que torna qualquer passeio bastante agradável.Mas também é lá que mora a criatura mais sombria, assustadora, bizarra e que mais me meteu medo, de toda a ilha: o Moaina Lisa, o único moai que tem olhos. É o que foi mais bem restaurado e agora parece que te segue por onde quer que você vá. Medo, muito medo.

Moaina LisaMoaina LisaMoaina Lisa
Apenas que esse bicho me é muito assustador. Muito.

ahu akivi

Ahu Akivi, o único cujos moais olham para o oceano e não para dentro da ilha e que está localizado no centro dela e não na costa. São sete moais, que representam os sete primeiros polinésios que teriam chegado em Rapa Nui.

Além de todos os ahus e moais tem os ranos, que são os vulcões:

rano raraku

Rano raraku, o lugar onde os moais eram esculpidos e que mais parece uma horta ou jardim de moais. Visita bem bacana para ter uma idéia do trabalho que era produzir uma estátua daquelas.

rano kau

Rano kau, é esta baita cratera de vulcão cheia de água doce e um dos lugares mais bonitos da ilha. É nesse mesmo parque que está localizada Orongo, a vila cerimonial e o centro de culto do Homem Pássaro, o Tangata Manu. Ela foi completamente restaurada por americanos nos anos 1970. Era deste ponto da ilha que os homens competindo pelo título de Homem Pássaro saíam em busca do ovo do Manutara.

orongo
As casinhas de Orongo. As portas são pequenas e os tetos bem baixinhos pois eram usadas apenas como dormitório.

Agora, uma das coisas mais imperdíveis pra mim foi fazer um mergulho nas proximidades de Hanga Roa. Quando fiquei sabendo que havia um moai submerso não consegui sossegar até garantir que faria o passeio. Depois eu fui descobrir que ele não era original, era feito de concreto e tinha sido colocado lá por alguma operadora de mergulho, mas vê-lo não foi menos divertido por causa disso.

underwater moai

Serviço:

– Para entrar no parque é preciso pagar uma taxa de US$ 60,00 (60 obamas), coisa que pode ser feita no aeroporto no momento da chegada, que foi o que fiz. O ingresso só será conferido em dois pontos, Rano Raraku e Rano Kau, em todos os outros o acesso não é controlado e então você pode entrar mais de uma vez que ninguém vai vir conferir.

– No último dia de ilha, voltei ao ahu Tongariki e tive a sorte absurda de estar lá completamente sozinha, sem um único ônibus de turista ou quem quer que fosse, um baita privilégio. Para chegar lá eu peguei um taxi, cuja taxista fez um precinho mais camarada para eu terminar de gastar meus últimos pesos chilenos.

– A operadora de mergulho que me levou ver o moaifogado é a Orca, que eu recomendo sem pestanejar. O equipamento já estava incluso no preço do mergulho, eu levei minhas nadadeiras pois eram novas e eu queria experimentá-las.

ahu tongariki

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