Equipamento, Sobre a vida

Minha longa história de amor com câmeras à prova d’água

September 17, 2015

Eu tenho uma longa história de amor com câmeras à prova d’água, elas sempre estiveram na lista de desejos de consumo. Quando eu tinha unas 10 ou 11 anos câmeras descartáveis da Kodak começaram a ser vendidas no Brasil e um dos modelos era à prova d’água, com um filme de 27 poses. Quis muito, mas nunca tive dinheiro pra comprar a dita cuja e revelar as fotos depois, que era bem mais caro do que um rolo, e fiquei amargando a vontade.

Até que meu avô me deu um generoso cheque de presente de aniversário e eu decidi que usaria o dinheiro para comprar minha primeira câmera boa, com zoom. Em 1998 uma máquina com zoom era o suprassumo do ser legal nas excursões da escola, se ela fosse sua e não emprestada da sua mãe então… nossa, como você era uma pessoa descolada! Então eu conheci esta câmera:

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E pirei! Foi amor à primeira vista. Foi na beira de uma piscina, onde havia duas moças conversando, uma do lado de dentro e a outra do lado de fora, em um dado momento a que estava dentro disse que ia tirar uma foto da amiga e pediu para que ela passasse sua câmera. A que estava fora simplesmente jogou a máquina fotográfica na água, simples assim, arremessou e tchibum! Aí a amiga que estava dentro da piscina simplesmente pegou a câmera e tirou uma foto da outra moça. Encantei-me! Eu usaria o dinheiro do aniversário pra comprar essa Canon aí de cima. Não tinha zoom, mas podia cair na água.

Até que eu fui na loja e perguntei o preço para um vendedor deveras antipático. Ele olhou praquela menina de 12 anos ali na frente dele e falou com uma arrogância da qual não me esqueço até hoje:

– São 600 reais.

Eu quase caí pra trás, o que eu tinha pra gastar era metade disso. Fui a outra loja e comprei uma Pentax com zoom mesmo. Não era o que o meu coração queria, mas ela foi uma ótima companheira, viajou comigo pra muitos lugares e tirei várias fotos, algumas inclusive ainda estão entulhando algumas gavetas em casa.

Em 2008 fui para Omã e levei uma daquelas Kodaks descartáveis para quando fosse fazer snorkel na baía de Muscat. Sabe que a danada era até bem boa? Para um segundo snorkel comprei mais duas e resisti à tentação de comprar uma Olympus que o vendedor do laboratório de revelação quis me empurrar. Apesar de mais barata do que a Canon de anos atrás e eu ter mais dinheiro, continuava sendo um desejo de consumo que não fazia muito sentido na época.

A qualidade é bem ok pra ser uma câmera descartável.

A qualidade é bem ok pra ser uma câmera descartável.

Adoro ver que houve uma época em que sargentinhos me faziam felicíssima!

Adoro ver que houve uma época em que sargentinhos me faziam felicíssima!

Um pouco depois disso, andando pela FNAC, eu descobri um produto chamado Dartbag. É uma bolsa estanque, resistente a 5 metros de profundidade, na qual você coloca a sua câmera comum, veda como um “ziploc” e depois lacra com um plástico duro. Tipo assim:

Ela tem essa cara meio esquisita, mas até que cumpre bem sua função.

Ela tem essa cara meio esquisita, mas até que cumpre bem sua função.

Foi com ela que tirei uma das fotos que usei por mais tempo como foto de perfil em redes sociais.

Foi com ela que tirei uma das fotos que usei por mais tempo como foto de perfil em redes sociais.

Passou-se mais um tempo, uns dois anos, e aí eu estava devidamente empregada, assalariada e de viagem marcada. Dois meses no Sudeste Asiático com direito a uns dias em Koh Phi Phi, onde eu tinha certeza que me encontraria com os peixinhos no fundo do mar. Eu estava empregada e assalariada, lembram-se? Gente, eu comprei uma câmera à prova d’água! E eu fiquei TÃO feliz! Era uma Canon azulzinha e prateada, meio gorduchinha, resistente a 10 metros de profundidade, digital e que me rendeu fotos bem legais.

 

Viva os sargentinhos!

Viva os sargentinhos!

hawksbill turtle

Teve tartaruga!

Infelizmente, poucos mais de um ano depois da minha lua-de-mel com ela, minha Canon foi roubada. Fiquei arrasada, mas como o namorado de uma amiga estava indo para os EUA logo mais, pedi para que ele trouxesse uma Nikon pra mim. Era o modelo novo da marca, sua primeira à prova d’água e com um design bem mais bonito do que a que foi roubada, a bichinha era tão moderna que tinha até GPS! A tristeza pelo roubo até passou.

Ela foi a alegria da minha viagem para Israel!

TaglitE quebrou o galho num mergulho bem raso que fiz em Arraial do Cabo no ano passado.

Cavalo MarinhoMas estas não foram, nem de longe, o que fizeram desta Nikon a câmera mais fantástica que eu já tive na vida. Para saber o resto da história, você vão ter que ler o próximo post.

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