Na Gringa

O que eu vi com o Taglit – 3

August 13, 2013

Jerusalém, a sede do Knesset, o parlamento, e a capital do Estado de Israel. Uma cidade pela qual me apaixonei.

Knesset

Engraçado como a gente se apaixona por algumas cidades, né? Jerusalém foi uma dessas que me cativou, pra onde eu voltaria correndo e nem sei bem explicar o que foi que me encantou tanto, ainda mais depois de ter passado um shabbat por lá e ter visto quase tudo fechado. A gente se encantou uma com a outra, foi isso.

O primeiro dia de Jerusalém começou pesado, com visita ao Yad Vashem, o museu do holocausto. A nossa guia foi incrível, uma senhorinha com a voz mais doce do mundo foi narrando a visita sala por sala. A exposição é montada de uma maneira super interessante: cronologicamente, desde o início da perseguição até o fim da guerra, de modo que você se sente andando pela história. Há até trilhos de trem no chão, as paredes descascadas como nos guetos, tudo muito bem montado. Infelizmente não dá pra tirar fotos dentro do museu, então não tenho nada pra mostrar aqui, mas talvez isso tenha sido bom e feito com que eu prestasse mais atenção nas explicações da guia ao invés de não perder nenhum detalhe através das lentes da câmera.

No fim da visita grande parte da turma já estava com os olhos vermelhos e narizes fungando de tanto chorar, outros conseguiram se manter mais firmes. Meu coração é feito de pedra de gelo, mas não resisti e desmontei quando entrei na sala dedicada às crianças mortas durante a segunda guerra. É muito linda, toda escura e com alguns pontos de luz, indicando que elas viraram estrelas, pelo menos foi a interpretação clichezada que eu consegui encontrar e que me agradou.

Na saída do Yad Vashem, com a amiga soldada Amit estava vestida a caráter. Quando os israelenses que ainda estão servindo o exército visitam o museu do holocausto, devem usar a farda para se lembrarem da razão de terem de usá-la.

Na saída do Yad Vashem, com a amiga soldada Amit vestida a caráter. Quando os israelenses que ainda estão servindo o exército visitam o museu do holocausto, devem usar a farda para se lembrarem da razão de terem de vesti-la.

De lá rumamos para o shuk, que estava um fervo com aquele mundo de gente fazendo compras pro jantar do shabbat. Meu lado dona-de-casa ficou em polvorosa com aquele mundo de ingredientes e comidas diferentes, o que despertou o lado cosumista desenfreada, que por fim foi devidamente colocado em seu lugar pelo lado turista realista: “E vai fazer o que com tudo isso aí? Vai levar como? Pra onde?” Por fim acabei comprando só uns temperinhos e me contentando com eles.

ShoukShoukShouk

Então chegou o fim do dia e com ele um dos momentos mais esperados, pelo menos por mim, ver o Kotel. O muro ocidental do antigo templo, também conhecido como Muro das Lamentações, o lugar mais sagrado do judaísmo. É lá onde rezamos e depositamos pedidos, dizem que se o papelzinho com seus pedidos não estiver mais entre as pedras do muro é porque ele subiu aos céus e serão atendidos.

Na esplanada do Kotel fizemos o cabalat shabbat com o grupo todo e depois fomos a pé para o hotel, por causa do shabbat não podemos usar carros ou ônibus, onde quase perdemos o jantar por conta da demora no caminho. Depois do jantar o rabino que estava acompanhando nosso grupo respondeu a algumas das nossas perguntas, como “Por que os ortodoxos usam um chapéu de pele nesse calor?” (Tradition!)

JerusalemDSCN0387Jerusalem

Kotel

No dia seguinte aproveitamos a manhã no hotel e algumas pessoas do grupo receberam visitas de parentes que mora em Israel.

Taglit

A tarde foi dedicada a uma visita ao museu de Israel, onde há uma maquete da cidade antiga na época do Segundo Templo e os Pergaminhos do Mar Morto estão em exibição, a versão mais antiga dos textos Bíblicos.

Israel museumShrine of the book

ahavaahava

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