Mergulho, Na Gringa

Os pontos de mergulho de Koh Phi Phi – Parte I

November 3, 2014

Num dos últimos posts falei sobre como é mergulhar em Phi Phi no sentido mais prático da coisa, então pensei que seria interessante dar continuidade ao tema e falar sobre os pontos de mergulho de Koh Phi Phi. Afinal de contas, ninguém vai se dispor a gastar os Bahts necessários para cair na água sem saber o que lhe espera no fundo do mar, certo?

Koh Phi Phi

Koh Phi Phi, o contrário do que muita gente pensa, não é uma ilha só, mas um arquipélago. Koh, em tailândes, quer dizer “ilha” e por aqui temos seis delas; duas maiores e quatro menorzinhas:

– Koh Phi Phi Don é a maior de todas, a única habitada e que oferece infraestrutura para receber os turistas. É nela que eu moro e trabalho.

– Koh Phi Phi Ley é a irmã mais conhecid, pois é naonde está localizada a famosíssima Maya Bay (a praia do filme “A Praia”) e também a maior parte dos pontos de mergulho.

– Bida Nok e Bida Nai são duas ilhotas que ficam logo atrás de Phi Phi Ley e são dois dos pontos de mergulho mais bonitos por aqui.

– Ao norte de Phi Phi Don ficam Moskito e Bamboo, mais conhecidas pelas praias bonitas do que pelo que há para se ver no fundo do mar.

Além destas três ilhas (Phi Phi Ley, Bida Nok e Bida Nai), temos também dois naufrágios, King Cruiser e Kled Gaeow, e um ponto bem no meio do oceano, Hin Gareng. Tudo isso é o Parque Marinho de Koh Phi Phi.

E quais são eles?

Saindo do píer de Phi Phi Don em direção a Phi Phi Ley, o primeiro ponto é conhecido como Viking Cave – apesar de não haver vikings por aqui – o nome foi dado por causa da pintura de um barco que há dentro de uma pequena caverna em Phi Phi Ley. O desenho é o de uma embarcação com as extremidades apontando para cima, como eram os barcos vikings, mas hoje em dia acredita-se que a pintura tenha sido feita por chineses e não nórdicos, o que faz muito mais sentido se pensarmos histórica e geograficamente; pois a Tailândia está bem mais perto da China do que da Escandinávia…

Viking CaveBatfish

LinguadoViking Cave

Aqui ficam localizadas duas coisas muito bacanas que o Adventure Club fez aqui na ilha. A primeira é o berçário de corais, uma estação feita de palets e presa à areia por cordas e parafusos, onde estão inseridos bebês corais que são cultivados até estarem maduros os suficiente para serem transplantados para o recife artificial, que é a segunda coisa bacana. Ele é composto por 100 grandes blocos de concreto que foram colocados lá há 8 anos e já estão bem cheios de vida marinha. É o único lugar por aqui onde encontramos Batfish, o meu peixe preferido, que tem seu nome por causa da semelhança do seu corpo com uma raquete de pingue-pongue. Também há um bom pedaço de areia, onde é comum encontrarmos linguados, arraias e alguns tipos de caranguejo e um recife de corais naturais bem bonito.

Viking Cave

Na foto acima com os colegas do trabalho em frente ao recife artificial e na foto abaixo com o amigo Josh fazendo a manutenção no berçário de corais.

coral nursery

Seguindo em linha reata, o próximo ponto é Phi Ley Wall, um grande paredão, como o próprio nome diz, que fica ao seu lado direito. Não há muito o que ver do lado esquerdo, apenas alguns corais e alguns cardumes, mas a gente nem costuma olhar muito pro outro lado mesmo, pois os corais na parede são lindíssimos. É um dos meus pontos preferidos, tanto no quesito beleza quanto no quesito tranquilidade; não há muita correnteza e a navegação é bastante simples.

Em Phi Ley Wall é comum vermos boxfish, moréias, lionfish e também há um peixe palhaço (o famoso Nemo) que vem mordiscar a nossa mão quando chegamos perto da anêmona dele.

Fan coralboxfish

phi ley wallNemo

Olha só que atrevido ele querendo morder a minha mão!

Nemo

* Meu muito obrigada ao amigo Federico Poppe e ao Andrew Hewett pela gentileza de me cederem as fotos para o post.

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