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Um passeio pelo Napa Valley a bordo do Wine Train

April 19, 2016

Quem nunca sonhou em visitar o Napa Valley na Califórnia que atire a primeira rolha! Quem nunca sonhou em embarcar nos vagões do Napa Valley Wine Train é porque nunca soube da sua existência.

Wine Train

 Já começou a se imaginar lá dentro e guardou meia dúzia de moedas no porquinho pra ir o mais rápido possível? Ou vai me jogar a primeira rolha?

E como foi que eu descobri o Wine Train?

Quando soube que o famoso vale ficava bem pertinho de Davis, onde estaria hospedada, comecei a procurar por passeios pela região. O primeiro que encontrei foi um de bicicleta pelas vinícolas e me chamou muito a atenção. Mas ao descobrir que grande parte do trajeto seria feito na beira da auto-estrada e que o almoço não estava incluso me desanimei bem rapidamente. Ainda mais depois de saber que corria o risco de não encontrar mais um sanduichinho que fosse nas prateleiras das Delis à beira da estrada.

Eu buscava algo parecido com o que havia feito no Chile em 2011, quando fiz o tour da La Bicicleta Verde. Os caminhos eram por dentro dos vinhedos e o almoço, que estava incluso no pacote, acontece no fim do passeio com todo mundo confortavelmente sentado à volta da mesa.

Enfim, com alguma tristeza descartei a possibilidade da bicicleta e fui procurar alternativas. Mas então me dei conta de que precisaria de duas coisas fundamentais para um planejamento independente e percebi que não tinha nenhuma delas. Não tinha carro e não tenho o menor conhecimento sobre vinhos. Eu precisava de alguém que me mostrasse aonde ir e que me levasse até lá. E foi aí que o Wine Train entrou na história, recomendado por uma amiga americana.

E como é o passeio?

Wine Train

O trem sai da sua própria estação – vejam que chique! – que está a cinco minutos de distância do centrinho de Napa e ela tem estacionamento próprio e gratuito.

Assim que você chega à estação só precisa se apresentar no balcão, caso já tenha sua reserva, ou perguntar quais os tours disponíveis e se ainda há lugares vagos. Como o nosso passeio também incluía uma visita à vinícola Grgich Hills ganhamos um brochinho pra colocar no casaco e os guias poderem nos identificar na hora de descermos. Esperamos ainda um pouquinho na ante-sala da estação e logo os passageiros são chamados para o embarque pelos alto-falantes. Lá fomos nós.

Wine Train

Se por fora o trem já é a coisa mais linda, é dentro que você fica mesmo boquiaberta. Os vagões que eles usam, e onde nos sentamos!,  são os antigos vagões da primeira classe da Northern Pacific Railway. Foram construídos em 1915 e agora estão restaurados para manterem o estilo e o charme da época. Realmente parece uma viagem no tempo, não fossem os carros passando na auto-estrada ao lado e você se veria transportado ao século passado.

Wine Train

Assim que você escolhe seu assento já recebe uma tacinha de vinho, a única grátis do passeio, uma cestinha de maravilhosos pães bem quentinhos e o menu.

Wine Train

Logo o garçom vem tirar o seu pedido, pois o almoço é servido no caminho de ida para a vinícola. A refeição é completa; com entrada, prato principal e sobremesa. No cardápio há sugestões de vinhos que harmonizam com cada prato e são cobrados a parte, assim como outras bebidas não alcóolicas. Só o bom e velho copo d’água é gratuito e foi ele o meu escolhido para companhia durante a refeição. Como sabia que haveria uma degustação na vinícola, preferi me enganar dizendo que não sou de beber muito a admitir o pão durismo na hora de deixar o vinho de lado.

DSC_0153

A viagem vai seguindo e entre uma vinícola e outra o melhor almoço da viagem aparece na sua frente.  Enquanto isso os garçons vão nos mostrando e explicando as histórias das propriedades pelas quais estamos passando. Meu único receio em relação ao passeio era justamente o fato de o trem ir beirando a auto-estrada, justamente um dos motivos que me fez desistir da bicicleta. Achei que o trajeto de ida e vinda tinha grandes chances de ser chatíssimo e até meio feio. Felizmente eu estava bem enganada.

Napa Valley

Apesar de não ser o cenário mais lindo do mundo é mais bonito do que se possa imaginar e as explicações vão tornando tudo mais interessante. Fica aqui a dica de se sentar nas mesinhas que estão mais próximas ao prédio da estação na hora do embarque (gente, sou ambidestra e não sei distinguir direita e esquerda. mal aê).

Grgich Hills

Grgich Hills

A primeira coisa que eu perguntei à moça da estação foi a pronúncia correta do nome da vinícola. Fica puxado pro falante nativo de português ver uma palavra com apenas uma vogal. Gentilmente ela me disse que é “GuiRguich” e que este é o sobrenome de um dos sócios.

Assim que descemos do trem o guia já nos entrega a taça que será nossa companheira pela próxima hora e receberá cinco vinhos diferentes. Passamos primeiro pelo lugar onde as uvas são recolhidas e processadas. É ali que o guia nos conta a origem do nome da vinícola: Grgich é o nome de um dos sócios e Hills é o do outro. Não são estas as hills que emprestam seu nome à vinícola.

napa valley

Mais um pouco e chegamos ao lugar onde são guardados os tonéis e vamos sabendo um pouco mais sobre a história da vinícola e de seu fundador. Mike Grgich veio da Croácia (na época ainda Iugoslávia) para os Estados Unidos um pouco depois da Segunda Guerra e trabalhou em diversas vinícolas até chegar a ter sua própria. Ele já tinha alguma experiência no assunto pois esta era a atividade da sua família na terra natal e isto lhe ajudou a garantir o título de melhor Chardonnay do mundo na competição de Paris em 1976. Não só o Mike levou o troféu, ele também ajudou a colocar o Napa Valley no mapa da produção de vinho mundial e deixou diversos franceses bufando de inveja.

Grgich HillsMais uma tacinha e outra depois, o trem voltou e embarcamos novamente. Dessa vez com uma companheira a mais, uma garrafa de Fumé Blanc, o meu preferido do dia.

A viagem de volta vem acompanhada da sobremesa e uma xícara de café (ou chá) e às 14:30 desembarcamos na estação do Wine Train muito bem alimentados e felizes.

Serviço:

O tour que nós fizemos foi esse aqui, mas eles também oferecem outros.

Reservas podem ser feitas pelo telefone +1.800.427.4124 ou pela internet.

Chegar à estação do Wine Train é muito fácil. Se você estiver hospedado em Napa pode ir a pé, são apenas 5 minutos de caminhada a partir do centro. Estando em San Francisco é possível ir de balsa ou de carro. No site eles dão mais detalhes sobre como chegar até lá.

*O Naonde? tem o compromisso de transparência total com os leitores e informa que estive a bordo do Wine Train como convidada deles.

Na Gringa, Pogramas

Como pegar o Hogwarts Express

January 6, 2016

Engraçado como a Inglaterra nunca figurou na “minha lista de lugares que eu morria de vontade de conhecer” mas a Escócia sim. Por algum motivo eu sempre quis muito visitar a terra do uísque, e já que eu tinha ido parar no Reino Unido, não ia deixar a chance passar. Tanto quis que acabamos planejando uma viagem rápida pelas Highlands com meus cunhados para minha última semana na terra da rainha.

Escócia

Minha cunhada é uma das pessoas mais empolgadas que eu conheço e está sempre pensando em atividades, programando passeios. Assim que decidimos ir pra Escócia ela já sacou o celular do bolso e se pôs a buscar coisas interessantes para fazermos. Meu único grande desejo era ver o lago Ness, também gostaria de subir o Ben Nevis se desse tempo e o resto da galera se animasse, fora isso não tinha grandes desejos pois sabia que com a Karen cuidando do planejamento estávamos em boas mãos. No fim-de-semana antes da viagem eles chegaram a Newcastle e a Karen nos contou sobre as possibilidades, uma delas era pegar uma maria-fumaça em Fort William e ir até o litoral. Achei a idéia bem bacana mas o preço um pouco caro. Assim que disse que ia pensar sobre o assunto ela tirou da manga um argumento imbatível: é a mesma locomotiva usada nos filmes do Harry Potter, passa até no mesmo viaduto que aparece no segundo filme. Falei pra reservar os quatro lugares.

Harry Potter é um argumento que sempre funciona comigo. Ainda mais depois que eu já tinha empurrado o carrinho em King’s Cross, agora era só correr pro abraço e pegar o Hogwarts Express.

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Glenfinnan Viaduct, também conhecido como os arcos do Harry Potter

Glenfinnan Viaduct, também conhecido como os arcos do Harry Potter

Por alguma razão não era possível fazer a reserva para quatro pessoas pelo site da maria-fumaça, que no mundo dos trouxas se chama The Jacobite, mas dava para fazer quatro reservas para uma pessoa. Na dúvida ligamos na segunda-feira logo cedo, de dentro do carro e já a caminho da Escócia, e conseguimos marcar o passeio para nós quatro para o último dia da viagem. Curiosa e felizmente também seria o último dia de funcionamento da locomotiva em 2015, a ferrovia fica fechada e os trens não operam durante o inverno. Já imaginou se a gente tivesse deixado pra um dia mais tarde e perdesse o rolê por causa disso?

Hogwarts express

Na quinta-feira cedinho fomos de carro até a estação de Fort William, o trem sai às 10:15 e é claro que a gente queria fazer tudo com calma e tirar umas fotos na frente da locomotiva – gente, é o Hogwarts Express!!! (não há exclamações suficientes, mas meu senso de ridículo não me permite mais de três) Bem na hora em que a nossa vez na fila chegou começou a chover, mas nada que nos impedisse de posar sorridentemente ao lado de um típico escocês de dreds e kilt!

The Jacobite

Nossos lugares eram os últimos do último vagão, o que proporcionou uma vista bem bacana na hora em que o trem passou sobre o viaduto. Durante a viagem fomos apreciando a paisagem, tirando fotos e pensando no que fazer quando chegássemos a Mallaig, a pequena cidade portuária onde faríamos uma parada de cerca de duas horas. Não dava tempo para muito mais do que almoçar, mas como o clima não estava nada convidativo para um passeio do lado de fora (se praia no norte da Inglaterra já não é quente no verão, imaginem a temperatura de uma praia no norte da Escócia durante o outono!) não era má idéia passar a maior parte do tempo dentro de um restaurante quentinho. Nos entregaram um pequeno guia dos restaurantes da cidade e fomos conversando a respeito de onde comeríamos. Karen e eu resolvemos que seria no Tea Garden, que tinha a descrição mais simpática dentre todas as opções e cujo cardápio incluía um pint* de camarões.

O tal do pint é o copo no qual os camarões vêm.

O tal do pint é o copo no qual os camarões vêm.

Além do pint de camarões fomos de fish and chips e quando todo mundo já estava satisfeito demos uma voltinha pelo porto, de onde sai a balsa para a ilha de Skye.

Mallaig

Logo em seguida já era hora de voltarmos para o trem, dessa vez nos sentamos todos separados, o que não foi problema algum pois todo mundo aproveitou para tirar um cochilinho.

Para pegar o Hogwarts Express:

Antes de passar pelo portal da Plataforma 9 3/4 na estação King’s Cross em Londres, reserve seu bilhete no site do Jacobite (que é como os trouxas o chamam), assim você já chega com a passagem em mãos.

Chegue em Fort William cerca de meia hora antes do horário marcado para a partida, assim você pode facilmente encontrar um lugar para estacionar o carro perto da estação. Vale lembrar que é proibido, e de mau tom, usar as vagas do estacionamento do Morrissons, o supermercado que fica ao lado. Elas são gratuitas, mas exclusivas para os clientes.

O vagão que aparece no filme, que tem as cabines separadinhas, é o único de primeira classe do trem e por isso mesmo mais caro do que o resto. Se quiser a experiência completa, vai ter que desembolsar umas libras a mais. Os vagões normais têm aqueles banquinhos para quatro pessoas e com uma mesa no meio, eu fui nesses e achei que valeu mais do que pagar a diferença pra primeira classe, o bacana mesmo é curtir a paisagem.

O vagão da segunda classe.

O vagão da segunda classe.

*Um pint, para quem não está familiarizado com a medida, equivale a cerca de 568ml e é uma medida padrão muito comum no Reino Unido. Nos bares geralmente é o tamanho do copo no qual servem a cerveja, a versão brasileira do pint, como medida padrão, seria a tulipa de chopp,

Na Gringa

Hotsprings in Krabi, ou as termas salgadas de Krabi

March 16, 2015

Nossa comunidade de mergulhadores em Phi Phi, apesar de grande, é bastante próxima. Todo mundo conhece todo mundo, sabe da vida de todo mundo e, o melhor de tudo, costuma ser amigo de todo mundo; por isso estranhei quando não vi meu amigo Zohar andando pelas ruas por alguns dias. Então, assim que encontrei com o irmão dele, também meu amigo, perguntei por onde ele andava.

– O Zohar está no hospital em Phuket, está com muita dor nas costas e ninguém consegue descobrir o que está causando o problema. Faz uns três dias que ele está fazendo um monte de exames e nada.

Fiquei preocupada, mandei mensagem, perguntei se precisava de alguma coisa daqui, mandei uns vídeos engraçados no whatsapp pra ele se divertir e mantive contato até ele voltar pra Phi Phi, uma semana depois. Ele e a Sachi, sua esposa, passaram pela loja num dia em que eu estava de bobeira e me contaram toda a saga deles no hospital de Phuket e que agora estavam procurando um massagista fantástico que eles conheciam de outras temporadas na ilha. Me disseram que o homem era simplesmente fabuloso, que da última vez que o Zohar tinha tido o mesmo problema nas costas já estava trabalhando dois dias depois de uma sessão com ele. Isso atiçou minha curiosidade, já que eu vivo em busca da melhor massagem em Phi Phi – tema que ainda vai render um post aqui no blog. Acontece que eles não estavam conseguindo encontrar o tal do massagista milagroso. Paciência.

Uns dias depois o Zohar e o Raz, irmão dele, apareceram na loja e me contaram que finalmente haviam encontrado o massagista; ele estava trabalhando em um parque de águas termais em Krabi e os meninos logo fariam uma viagem até lá para ver se ele poderia dar um jeito nas costas do Zohar. Me animei e disse que queria ir junto, que era só eles me dizerem o dia e eu arrumava a mala! Pra quem não tem muita idéia de geografia tailandesa, Krabi é o município em terra firme ao qual Phi Phi pertence, cerca de duas horas de balsa.

Uns dias depois confirmaram a data da viagem e lá fomos nós! Segunda-feira passada, às 08:30 da manhã estávamos Zohar, Sachi, Raz e eu no píer de Phi Phi para tomar a balsa rumo a Krabi, onde o massagista estaria nos esperando. Assim que chegamos ele nos levou a um restaurante e depois fomos até à casa dele, onde a sessão de tortura massagem aconteceu.

Krabi

O primeiro da fila, é claro, foi o Zohar e eu preciso dizer que vê-lo fazendo caras e bocas enquanto era amassado, puxado e apertado pelo tailandês não foi nada animador. Mas eu não tinha ido até Krabi pra desistir, me enchi de coragem e resolvi que ia encarar custasse o que custasse. E, olha, rapaz, acho que eu nunca senti tanta dor durante uma sessão de massagem em toda minha vida! O homem apertou músculos que eu nem sabia que eu tinha no meu corpo, em especial um que fica logo abaixo do joelho na parte de trás da perna. Ele nos contou que a maioria dos mergulhadores sente muita dor nesta região por causa do movimento que fazemos com o pé-de-pato e eu quase desisti da carreira neste momento. Mas eu saí de lá como se estivesse andando nas nuvens.

Ângela Goldstein

Quando a sessão de massagem já havia terminado, lá pelas 17h, e o sol já havia abaixado fomos para as termas salgadas de Krabi. Eu já havia visitado parques de águas termais duas vezes na vida, em Poços de Caldas e em Caxambu, e me lembrava mais ou menos do esquema de cada um dos lugares. Em Poços fui à piscina do Palace Hotel, que é coberta, toda feita de mármore, em estilo greco-romano e bem bonita, como todo o hotel. Estive lá com uma amiga nas férias de 1997 e me lembro que fomos de maiô, porque no auge dos nossos onze anos nós tínhamos um pouco de vergonha de usar biquíni, sem contar que era mais confortável pra correr de um lado para o outro. Já em Caxambu o esquema era diferente, o balneário era composto por salinhas individuais, cada uma com a sua própria banheira, nada do piscinão coletivo, e cada tipo de banho tinha um tempo diferente de duração de acordo com sua função (relaxamento, tratamento de pele etc..). Fiquei pensando em qual categoria as termas salgadas de Krabi se encaixariam.

Em nenhuma!

saline hotsprings krabi

Elas são a céu aberto! Nada de construções bonitas, acabamento fino e quetais, elas ficam bem no meio de um parque grande e são rodeadas de árvores. Gostei da idéia do contato direto com a natureza. Eu nunca fui a Caldas Novas, mas imagino que as de Krabi sejam parecidas com as de Goiás pelo que já vi em fotografias.

Mas não é só a estrutura que é completamente diferente dos parques brasileiros, o código de vestimenta é ainda mais. O sul da Tailândia é predominantemente muçulmano (em Phi Phi há duas mesquitas e nenhum templo budista), de modo que praticamente todo mundo que estava nas termas naquela tarde – nós quatro éramos os únicos estrangeiros – era muçulmano e estava vestido recatadamente. Algumas das mulheres estavam, inclusive, de véu na piscina. Dei graças a D’us de ter pensado em levar uma camiseta e um shorts ao invés de ir só de biquíni. E aqui vai outra curiosidade sobre a Tailândia: apesar de o país ter uma imagem de turismo sexual muito forte, a grande maioria dos tailandeses é bem recatada e não vê com bons olhos as roupas curtas e justas que os turistas usam. Assim, se você pretende ir a uma praia frequentada mais por locais do que por turistas, é bom ir com uma roupa mais recatada, nada de biquíni muito pequeno e nem pense em fazer um topless.

Nosso massagista-motorista nos mostrou as piscinas e disse para prestarmos atenção no que ele faria para repetirmos em seguida. O primeiro passo é tomar uma ducha de água fria para limpar o corpo, depois é chegar perto da fonte principal, pegar um baldinho cheio de água BEM quente e jogar no corpo, pode ser da cabeça ou do pescoço pra baixo.

saline hotsprings krabi

Depois disso o uso das piscinas está liberado, com a recomendação de começarmos pela que tem a água menos quente. Entramos os quatro e ao nos assustarmos com o tanto que a água estava quente colocamos os braços na água pra ver quantos graus o computador de mergulho de cada um marcava. A média foi de 40 graus! Logo o massagista veio nos avisar que o tempo máximo de permanência é de 3 minutos em cada piscina, depois disso é necessário fazer um intervalo de 5 minutos e aí pode entrar outra vez. Olha, acho que mesmo que ele não tivesse avisado, viu? Eu não consegui ficar mais do que 2 minutos em cada uma delas.

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Lá pelas 18:30, quando já estávamos parecendo uvas passas de tanto que ficamos na água e o sol já tinha ido embora, nós também fomos. Jantamos com o massagista-motorista em um mercado noturno e depois ele nos levou ao hotel, onde ficamos divididos no “quarto rosa pras meninas” e “quarto azul para os meninos”. Foi tão clichê que só faltou fazermos uma guerra de travesseiros e brincarmos de gato-mia, mas como nós já somos mais grandinhos tomamos umas cervejas mesmo. Todo mundo foi pra cama cedo, pois o dia seguinte começaria às 07:00 da manhã, com mais uma sessão de piscinas para mim, Sachi e Raz e mais uma sessão de massagem pro Zohar.

Repetimos todo o procedimento de água no baldinho da cabeça pra baixo, entrar na piscina menos quente, fazer o intervalo, ir pra piscina mais quente, fazer o intervalo e depois procurar uma piscina de água mais ou menos quente para ficarmos só curtindo numa boa. Conversa vai, conversa vem, alguém soltou a pergunta:

– Você mergulharia nessa água?

Em unanimidade dissemos que não, nem pensar. Eu só conseguia pensar no quanto que o meu cabelo ficaria duro com todo o sal e minerais da água, o Raz e o Zohar não encarariam o calor e a Sachi disse que teria curiosidade.

krabi hotsprings

A conversa estava boa e a água melhor ainda, mas logo a gente teve que começar a levantar acampamento para pegarmos a balsa de volta para Phi Phi. Antes de irmos ao píer deu tempo para uma rápida paradinha no Makro, onde eu aproveitei pra comprar um belo pedaço que queijo suíço, e fazermos as compras pra um churrasco que estávamos planejando para a sexta-feira.

Em resumo, a viagem foi um sucesso! Só é uma pena que o efeito mágico da massagem já tenha ido embora uma semana depois e que eu esteja voltando pro Brasil tão cedo. Pra quem ficou curioso pra saber se a massagem era mesmo forte, deixo um vídeo pra vocês decidirem.

Na Gringa

Halong Bay a bordo do Emeraud

September 15, 2014

Em janeiro de 2011, enquanto usava minha tese de mestrado em literatura indiana como desculpa para passar dois meses viajando pelo Sudeste Asiático, passei alguns dias no Vietnã e Halong Bay era um dos lugares que eu mais tinha vontade de conhecer. Não me lembro exatamente de como a idéia de ir para lá chegou à minha cabeça, mas o certo é que nunca mais saiu de lá depois de ter entrado. Eu precisava conhecer e sabia que um passeio de um dia não seria suficiente, especialmente porque o deslocamento não valeria a pena saindo de Hanói, cada trecho da viagem da capital vietnamita até a baía dura umas 3 horas. Então descobri que algumas empresas faziam cruzeiros com pernoite em barcos que me pareceram bem legais, achei algumas recomendações no Lonely Planet e na internet e por fim decidi ir com a Emeraud Cruises.

halong bay

Como foi

Na época eu estava mais abonada, então pude escolher uma companhia um pouco mais cara – se você clicou no link acima, deve ter visto que eles são um luxury cruise do mais alto Padrão Marília. É muito provável que eu escolhesse uma opção mais barata hoje em dia, afinal o que eu queria mesmo era conhecer a paisagem e tirar fotos bonitas. Mas de maneira nenhuma me arrependo dos reais a mais que gastei; o quarto era bonito e confortável, a tripulação super gentil e atenciosa, a comida deliciosa e o transporte de ida a volta a partir de Hanói estava incluso. Só tem uma coisa… Os cruzeiros por Halong são famosos por terem apenas newlyweds ou nearlydeads a bordo. Ou seja, ou você vê casais super apaixonados no maior clima de lua-de-mel, ou você vai se deparar com casais aposentados, geralmente americanos, que estão tirando agora as férias que não tiraram a vida inteira. Viajando sozinha, eu estava obviamente excluída de ambas categorias, e era o peixe fora d’água do grupo, praticamente uma zebra de listras horizontais.

Chegando no porto, embarcamos e fomos recebidos com um belo bufê de almoço. Devidamente alimentados e com o barco já em movimento navegamos pela baía, que tem mesmo paisagens de tirar o fôlego, até uma caverna.

halong bay cave

Eu não estava lá muito animada pra descer e acabei indo mais pela motivação do “já paguei, por que não ver?” mesmo. A caverna é linda e teria me arrependido se não tivesse ido, apesar de ter  minha opinião dividida entre achar a coisa toda já muito artificializada – naonde já se viu caverna iluminada? – e a minha claustrofobia que gostou do ambiente mais amigável.

Mais um pouco de navegação em meio àqueles rochedos lindíssimos e o jantar foi servido. Lá estava eu, provavelmente na boa companhia de um livro, sentada sozinha e cuidando da minha vida quando a chefe de tripulação veio até à minha mesa, apontou para uma mesa maior, e disse:

– Eles me pediram para te convidar a se juntar a eles, você não quer ir? Eu te ajudo a levar seu prato.

Não tive como recusar e preciso admitir que fiquei bem feliz com o convite, é bom ter companhia na hora das refeições e esse luxo costuma ser artigo raro na minha vida de viajante solo. Eram dois casais de aposentados, americanos e ingleses, muito simpáticos e me deram muitas dicas do que ver em Angkor Wat, pra onde eu estava indo em seguida. Depois disso assistimos ao filme “Indochina”, que teve parte filmada em Halong, e eu fiquei com pena da tripulação, que tem que ver o mesmo filme toda noite.

halong bay

No dia seguinte navegamos de volta ao porto e pegamos a van que nos levou para Hanói; o trajeto pela estrada é muito bonito, cheio de arrozais e outras plantações pontuadas por vietnamitas usando aquele tradicional chepéu cônico.

vietnã

Dá pra fazer de outro jeito?

Com certeza! Se você viaja sozinho e não quer encarar uma viagem com os newlyweds ou os nearlydeads porque está em busca de alguma coisa mais descolada, a sua pedida é fazer o tour com os Hanoi Backpackers. Lá só tem gente chovem, bonita e cheia de energia, o tour deles é famoso por ter um monte de jogos envolvendo cervejas do tipo “Você não pode beber segurando a lata com a sua mão direita. Se você fizer isso e alguém vir, essa pessoa pode desenhar o que quiser na sua bochecha e você tem que beber tudo o que está na sua lata num gole só.”. Eu, como já nasci com 40 anos, achei que isso era um pouco demais pra mim e preferi a agradável conversa dos aposentados que me deram boas dicas sobre Angkor Wat.

Braseel, Posta restante

Posta restante: Canyon do Xingó

August 2, 2014

canyon do xingó

O cartão postal que está esperando para ser recolhido na posta restante deste sábado é cortesia da querida vizinhamiga Ana Matusita, que escreve o blog Ana Sinhana. Ela visitou o canyon do Xingó em julho e voltou com fotos e histórias tão lindas que já coloquei este destino como uma das prioridades da minha lista pra quando estiver de volta ao Brasil. Nas palavras da amiga? É um lugar lindo, emocionante, desses de deixar sem palavras e encorajar até mesmo quem morre de medo da combinação barco e água e cheio de imagens de São Francisco ao longo do percurso.

A Silvia Oliveira, que escreve o Matraqueando, fez um post muito bacana e informativo sobre o passeio. Vale passar lá e conferir.

Braseel, Pogramas

Buraco das Araras

August 2, 2013

O último passeio que fizemos foi uma visita ao Buraco das Araras. Eu não tinha grandes expectativas, preciso admitir, primeiro porque não tinha água envolvida no assunto e segundo porque eu não sou uma grande entusiasta de ornitologia. “Observação de pássaros” sempre me soa como um programa de tio, o tipo de coisa que meu pai gostaria de fazer se ainda fosse vivo, daqueles que você tem que ficar bem quietinho para que os pássaros não fujam assustados e não estragar o passeio das outras pessoas. Mas paguei a minha língua, o lugar é bacaníssimo e os pássaros maravilhosos.

Buraco das Araras

É um baita dum buracão que fica localizado dentro da Fazenda Alegria (pode existir um nome mais lindo para uma fazenda?), propriedade do seu Modesto Sampaio, um grande conhecedor do cerrado brasileiro e entusiasta de ecologia. Quando ele comprou a fazenda na década de 80 e descobriu a existência do buraco, começou a impedir que os atos de vandalismo e depredação continuassem a ocorrer por ali. Muitas pessoas usavam o lugar para desovar carros roubados e desmanchados, corpos de desafetos que haviam sido assassinados, casais de amantes pegos em flagrante e quetais, dizem que alguns deles conseguiram se salvar segurando-se nas árvores da encosta e voltaram para assombrar seus algozes. Seu Modesto espantava os invasores dizendo que não poderiam estar ali por causa de “ordens do patrão”, o que eles não sabiam é que o patrão era o próprio seu Modesto.

Em 1997 um casal de araras foi solto próximo do buraco com a intenção de  que chamassem de volta as araras, que haviam debandado por conta da depredação do local, antes de sua integração à Fazenda Alegria. Uma operação de limpeza foi organizada para que o lugar fosse mais adequado à volta das araras e de outros animais, junto com Exército, a UFMS e o Corpo de Bombeiros, foram retirados mais de 3 caminhões de lixo! Foi a partir de então que o Buraco das Araras ficou mais conhecido na mídia e passou a atrair visitantes de diversas partes do Brasil.

Quanto à geologia do buraco, há uma explicação bastante detalhada na entrada do atrativo e é muito interessante de ser lida. O nome deste tipo de formação é dolina, achei engraçado por ter o som parecido com colina e pensei se não escolheram este nome justamente por ser um tipo de colina côncava. Divagações linguísticas a parte, a formação da dolina aconteceu por causa da infiltração da água no solo, que dissolveu o calcário subterrâneo e fez com que um grande tolete de arenito desabasse.

Muitas araras moram lá e aparecem mais pro fim do dia, sempre aos pares e fazendo o maior estardalhaço. Só há araras vermelhas, tentaram introduzir um casal de araras azuis e amarelas mas elas sofreram bullying e foram expulsas de lá, as coitadas. Além delas, há um casal de jacarés morando na lagoa que há no fundo do buraco.

Buraco das Araras

Buraco das Araras

Serviço:

O lance é combinar a visita ao Buraco das Araras com a flutuação no Rio da Prata, mesmo porque você vai parar lá obrigatoriamente se tiver ido de van.

O site deles é esse aqui: http://buracodasararas.tur.br

Não esqueça de levar uma máquina fotográfica com um zoom poderoso para tirar boas fotos das araras.

Braseel, Pogramas

O que Bonito tem de melhor: Flutuação no Rio da Prata

July 31, 2013

O último dia foi também um dos mais legais, fizemos a flutuação no Rio da Prata e visitamos o Buraco das Araras. Quase perdemos o primeiro passeio pois, por causa da chuva, uma parte do passeio estava interditada e a maioria das pessoas que estava conosco desistiu de ir, de modo que ficaríamos sem transporte ou teríamos de pagar uma pequena fortuna para irmos de táxi. Demos sorte pois o pessoal do albergue conseguiu nos encaixar em uma van e ainda conhecemos uma moça super simpática.

Para chegar à flutuação é necessário andar um pouquinho numa trilha linda.

Para chegar à flutuação é necessário andar um pouquinho numa trilha linda.

Tudo o que você já ouviu falar sobre a flutuação no Rio da Prata é verdade, esse lugar é lindo demais! Para chegar até o rio é necessário passar por uma trilha muito bonita e gostosa, que já é feita com as roupas de neoprene e botinhas idem. Nossas roupas secas vão num saco e nos encontram no fim do passeio. Chegando no início da flutuação, cada um pega um colete, uma máscara e um snorkel e tem uma ambientação para gente que não tem muita intimidade com a água mas mesmo assim insiste nesse tipo de rolê, coisa que foge à minha compreensão.

Uma vez ambientada, é só deixar a correnteza te levar e apreciar a paisagem.

É MUITO azul!

É MUITO azul!

 A paisagem é bonita dentro e fora da água.

A paisagem é bonita dentro e fora da água.

 Piraputanga

Piraputanga

Rio da Prata

E teve direito até a ver uma enorme e gorduchinha Sucuri

E teve direito até a ver uma enorme e gorduchinha Sucuri

Rio da Prata

Ao fim do passeio nossas roupas secas vêm ao nosso encontro e há um vestiário à disposição para trocar de roupa. Aí é subir na boléia do caminhão e voltar para a sede da fazenda, onde tem um almoço feito no fogão a lenha à nossa espera e docinhos da fazenda pra sobremesa. Tudo delicioso e incluso no preço da flutuação, mas as bebidas são cobradas a parte. Depois do almoço sobra um tempinho pra jiboiar no redário antes de sair pro Buraco das Araras. Não fosse eu ter acordado a Yara e ela estava lá até agora.

Rio da Prata

Serviço:

Como quase tudo em Bonito, é preciso ter carro ou contratar transporte. Nós fomos de van, mas também dá pra pegar um táxi, só que custa bem mais caro.

O passeio é feito com horário marcado, então é necessário agendar com antecedência. Eu aconselho a combinar com uma visita ao Buraco das Araras, a van obrigatoriamente pára lá e o lugar é muito lindo.

O site deles é esse aqui: http://www.riodaprata.com.br/

Braseel, Pogramas

Esporte Espetacular ou Abismo Anhumas

July 29, 2013

Localizado a 23Km de Bonito, o Abismo Anhumas era a atração que estava na lista das imprescindíveis da Yara. Eu nunca nem tinha ouvido falar que isso estava lá, mas como a amiga queria ir eu encarei a brincadeira  e fiz a reserva com o pessoal do albergue na maior inocência.

Lá dentro é a maior escuridão!

Lá dentro é a maior escuridão!

São 72 metros corda abaixo e um dia antes de ir é necessário fazer um treinamento na central de reservas da operadora em uma plataforma de 8 metros. É um bom jeito de verificar quem dá conta do recado e quem não, eu mesma fiquei morrendo de medo só no treinamento e quase desisti, principalmente pelo medo que me deu de minhas perninhas não aguentarem o tranco da subida. Pois é, na maior ingenuidade, eu só estava pensando na descida e nem tinha atinado que teria que subir tudo de volta pra poder ir embora. Talvez tivesse um elevador panorâmico tocando um jazz pra eu poder apreciar tudo com mais calma e menos tensão na saída. Não tinha e na hora em que a ficha caiu eu fiz uma cara de pânico e falei: “Ah não! Tem que subir! Putz, sem chances, não vou não.”

Aí, a amiga que me conhece bem, virou e me disse assim: “Dá pra mergulhar e tem umas formações geológicas bem legais lá.” Me lasquei, além de topar na hora ainda tive que desembolsar mais uns reais pra acrescentar o mergulho ao rapel – valeu cada centavo.

Primeiro a gente fica assim bem linda: cheia de cordas, travas, bandana e capacete.

Primeiro a gente fica assim bem linda: cheia de cordas, travas, bandana e capacete.

A moça que nos deu o treinamento recomendou que puséssemos uma calça a mais para a hora da subida, para não machucar muito as pernas. Tênis é obrigatório, o casaco é totalmente dispensável na hora da subida e eu recomendo uma camiseta térmica, daquelas de manga comprida, pra usar por baixo do neoprene.

A descida é suave, vamos de duplinhas, primeiro ensanduichadas no paredão e depois de pernas entrelaçadas até o deck que fica em cima da lagoa que há no fundo do abismo. Mamão com açúcar, seu peso te puxa pra baixo e a velocidade é controlada por uma trava; rapidinho, pero no mucho, você chega lá. Chegando, há um passeio de bote para vermos todas as formações geológicas do fundo do abismo.

A caverna é cheia de formações geológicas bacanas.

A caverna é cheia de formações geológicas bacanas.

A mais legal de todas é essa aqui, chamada de "Guardião"

A mais legal de todas é essa aqui, chamada de “Guardião”

Quem não quiser mergulhar pode fazer apenas a flutuação, que me disseram valer muito a pena. As formações que estão embaixo d’água não são estalagmites, são cones, que é algo totalmente diferente. No fundo da lagoa também há um esqueleto de tamanduá.  Eu não consegui nenhuma foto boa do mergulho porque estava muito escuro e o flash da minha câmera não deu conta de clarear.

Preparação para o megulho.

Preparação para o mergulho.

A lanterna verde nesse breu sou eu.

A lanterna verde nesse breu sou eu.

Terminado o mergulho é hora de voltar, 72 metros de corda acima. A primeira metade foi tranquila, fomos conversando com o instrutor, olhando a paisagem por outro ângulo, tudo ótimo. Daí em diante é só desgraça: parece que você não vai alcançar a borda do abismo por mais que suba, não dá pra saber se a cadeirinha do rapel incomoda mais estando de pé ou sentada e se espremer entre os paredões novamente não é muito animador. Nos últimos dois metros eu dizia pra Yara que nas próximas férias ia ver o Mickey, mas é uma satisfação enorme ver que você foi capaz de subir aquela altura toda sozinha.

O melhor de tudo foi ver o sol na saída, depois de dois dias de chuva ininterrupta.

O melhor de tudo foi ver o sol na saída, depois de dois dias de chuva ininterrupta.

Serviço:

A operadora não oferece nem transporte e nem lanchinho, então você precisa providenciar isso tudo por sua conta. Nós conseguimos carona com um dos instrutores, então vale perguntar na hora do treinamento se alguém tem lugar sobrando no carro e quanto custa. Se você tiver seu próprio carro pode ir dirigindo até lá.

Quanto ao lanchinho, é bom levar alguma coisa pra comer, pois o passeio começa cedo, acaba tarde e exige muito esforço físico.

O site deles é esse aqui: http://www.abismoanhumas.com.br

Braseel, Pogramas

Aquário Natural

July 27, 2013

Eu sou um ser da água, então é óbvio que os passeios que mais me atraíram em Bonito foram as flutuações. A mais famosa delas é a do Rio da Prata, mas eu simplesmente não podia deixar de lado um lugar chamado Aquário Natural.

Uma Piraputanga no Aquário Natural

Uma Piraputanga no Aquário Natural

Para o segundo dia marcamos uma visita à Gruta Azul pela manhã e ao Aquário na parte da tarde, infelizmente só pudemos fazer a segunda parte. Por causa da chuva que caiu a noite toda a Gruta estava interditada por motivos de segurança e nós perdemos o passeio. O Aquário daria para curtir mesmo se estivesse chovendo, então se manteve e nós fomos.

Junto conosco estava um casal em lua-de-mel. A moça não só não sabia nadar como morria de medo de água e de afundar, o mais curioso é que ela não foi a única pessoa que eu encontrei nessa situação durante os dias em que estive lá. Vi um monte de namoradas que não sabem nadar, têm medo de água e até, pasmem!, de peixe e que embarcaram nesses passeios para acompanharem os amados. Fiquei me perguntando o que leva alguém a fazer esse tipo de coisa. Assim, se você se encaixa em qualquer categoria de medo citada neste parágrafo, Bonito é um destino mico pra você. Um programa de índio classificação cinco cocares.

Ainda por causa da chuva, que turvou muito da água e levou alguns galhos para o leito do rio que atrapalharam o caminho, não pudemos fazer toda a flutuação e ficamos mais contidas e restritas à parte do aquário mesmo. Mas valeu a pena, os peixes são lindos e a água transparente demais

A entrada do Aquário

A entrada do Aquário

A espécie que mais vimos foi a Piraputanga, que tem esse nome por causa da cor vermelha da sua carne.

A espécie que mais vimos foi a Piraputanga, que tem esse nome por causa da cor vermelha da sua carne.

Vimos, também, uma insurgência.

Vimos, também, uma insurgência.

Muitos peixes e uma água absurdamente azul.

Muitos peixes e uma água absurdamente azul.

Vimos, também, um caranguejo.

Vimos um caranguejo.

No fim do passeio já começou a dar um friozinho.

No fim do passeio já começou a dar um friozinho.

Terminada a flutuação fomos assistir ao resto do jogo do Brasil x Uruguai pela copa da confederação com os outros guias e ganhamos uma carona para voltar à cidade com as nossas guias.

Serviço:

Dá pra chegar lá de carro, táxi ou mototáxi, como nós fomos e deu uma emoção a mais ao passeio.

O site deles é esse aqui: http://www.aquarionatural.com.br/

Braseel, Pogramas

Boca da Onça

July 26, 2013

Boca da onça

Olhando bem e fazendo um certo esforço, até que dá pra imaginar a cara de uma onça esculpida entre as pedras da cachoeira, que é a mais alta do Mato Grosso do Sul.

Fiquei com vontade de conhecer a Boca da Onça depois que minha mãe esteve lá em 2005 e trouxe fotos super bonitas. Na época eu não era muito chegada em fazer trilhas, mas a piscina cheia de peixes me entusiasmou, bem como a paisagem linda ao redor.

Boca da onça

Alguns anos e bolhas nos pés depois, achei que dava pra encarar a caminhada e foi o primeiro passeio que fizemos nos quatro dias em que passamos em Bonito – MS.

Como chegar?

Se você tiver carro, pode ir dirigindo até lá pela Rodovia MS – 178 (Bodoquena/Bonito, km 26). Se não, pode pegar o transporte que eles mesmo oferecem, que foi o que eu fiz e achei que valeu a pena.

O que tem lá?

A maior cachoeira do MS e mais muitas cachoeirinhas e piscinas no meio da trilha. Elas teriam sido muito mais bem aproveitadas não fosse o frio e a chuva que faziam no dia em que fomos, o que miou um pouco o passeio, devo admitir. Não consegui entrar em nenhuma cachoeira, pois a água estava geladíssima.

A capa de chuva amarela foi cortesia da Yara e salvou o rolê.

Boca da onça A capa de chuva amarela foi cortesia da Yara e salvou o rolê.

No início da trilha tem o rapel de plataforma mais alto do Brasil. Eu, medrosinha que sou, não quis nem saber, pois estava guardando toda a minha coragem para descer o Abismo Anhumas. Mas dá pra ir até a ponta da plataforma, de onde se tem uma vista incrível.

Teve gente bem mais corajosa e que encarou descer os 90 metros.

Teve gente bem mais corajosa e que encarou descer os 90 metros.

Apesar da chuva deu pra aproveitar a trilha, que é bem bonita mas muito arrumadinha pro meu gosto. Mas há um porquê, a trilha é cheia de certificados de preservação ambiental, então ela é quase pavimentada para que a gente não invada e estrague a vegetação que a cerca.

Por causa da trilha arrumadinha, o lugar ainda se mantém quase intocado. Foi isso que nos permitiu ver pegadas de onça ainda fresquinhas

Por causa da trilha arrumadinha, o lugar ainda se mantém quase intocado. Foi isso que nos permitiu ver pegadas de onça ainda fresquinhas

E há muitos, cerca de 800, degraus no meio da trilha.

E há muitos, cerca de 800, degraus no meio da trilha.

No fim do passeio, se o tempo colaborar, dá pra usar as duas piscinas que ficam próximas à sede da fazenda e nadar com muitos e muitos peixinhos. A maior delas estava em reforma no dia em que estive lá, mas estava tão frio, tão frio que eu fui a única pessoa que se aventurou a tentar entrar na menor e mesmo assim só consegui molhar as canelas.

Tem também um almoço de fazenda, feito no fogão a lenha, muito do gostoso – só a polenta com queijo repeti duas vezes. De sobremesa docinhos típicos: leite, abóbora, cidra…

Serviço:

O passeio dura um dia inteiro e, fora o rapel e as bebidas, está tudo incluso no preço. Se você não tiver marcado o rapel com antecedência e tenha ficado com muita vontade de fazer, não há problemas, é só contratar lá mesmo. Quanto às bebidas para a trilha ou o almoço, é só comprar fichas no caixa da fazenda.

O site deles é esse aqui: http://www.bocadaonca.com.br/