Na Gringa, Sobre a vida

Tradicional medicina Tailandesa – para viajantes

October 20, 2014

Eu sempre fui a pessoa mais saudável do mundo, isso é, até me mudar para a Tailândia. Eu raramente ficava resfriada quando ainda morava no Brasil, a última gripe forte, daquelas de não deixar sair da cama, tive pela última vez em 2011. Enfim, morria de orgulho da minha saúde de ferro há até bem pouco tempo; acontece que a coisa agora mudou de figura. Parece que meu organismo vem se acostumando ao novo país e que ainda vai levar um tempinho até tudo estar completamente nos eixos, a cada semana aparece uma coisa nova.

Logo nos primeiros dias em Phi Phi tive uma intoxicação alimentar leve, mas que me deixou meio grogue e sem apetite por uns dois dias. A causa mais provável disso é só um leve ajuste à água e comida do lugar, nada que já não tenha me acontecido antes em outras partes do mundo e que não possa ser curado com Royal-D. Explico melhor; muito já se ouviu falar sobre a tradicional massagem tailandesa (que é completamente diferente da massagem com “final feliz”), mas acho que nós ocidentais não conhecemos nada sobre medicina tailandesa. Ao contrário do título desse post, que é uma baita duma propaganda enganosa, eu continuo não conhecendo nada sobre ela, mas hoje em dia posso me considerar uma expert em medicina tailandesa para turistas estrangeiros e digo que há dois produtos no melhor estilo “cura tudo”.

Royal-D

Royal D

Um dia cheguei no trabalho e vi uma amiga rasgar um pacotinho e colocar seu conteúdo, um pozinho amarelo, dentro de uma garrafa de água, agitar e beber. Minha curiosidade não me permitiu ficar quieta e fui logo perguntando do que se tratava, ao que ela me respondeu: “São eletrólitos, tipo Gatorade, é bom tomar de vez em quando aqui porque a água na Tailândia não têm muitos sais minerais e a gente perde muito por causa dos mergulhos diários. Toma uma vez por semana pra repor e você vai ver como te dá mais disposição.”

De fato, toda vez que estou me sentindo um pouco sem energia, meio cansada, tomo o tal do Royal-D e me sinto melhor. A mesma amiga teve dengue há pouco tempo e essa era uma das poucas coisas que ela disse que conseguia engolir durante os dias em que ficou de cama. Funciona mais ou menos como um soro caseiro e tem um gostinho de laranja.

Pode ser encontrado em tudo quanto é farmácia e lojinha de conveniência por aqui, custa 10 Baht e um pacotinho dá pra um litro de água.

Tiger Balm

Tiger Balm

É o “Emplasto Brás Cubas”. Todo mundo que prestou o vestibular da FUVEST se lembra dele? O defunto autor de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” que queria desenvolver um emplasto que curasse toda e qualquer coisa? Pois então, para o desespero dele, que morreu sem ter concluído seu projeto, um herbalista chinês de nome Aw Chu Kin desenvolveu o famoso e maravilhoso Tiger Balm, o “Emplasto Brás Cubas” asiático. O produto, um bálsamo para aliviar dores, foi desenvolvido na corte chinesa, levado para Cingapura em 1909 e depois exportado para os países vizinhos. Hoje em dia, de acordo com o site deles, o Tiger Balm é vendido praticamente no mundo todo e reconhecido como um dos melhores analgésicos que existem. Eu assino em baixo e ainda digo mais; não é eficiente só para eliminar a dor! Também ajuda a diminuir a coceira de picadas de pernilongos e também na cicatrização delas, além de ter um cheirinho de cânfora que eu acho bem gostoso.

O curioso é notar como o potinho de Tiger Balm é presença obrigatória na mochila de todo mundo por aqui e a primeira pergunta que fazemos para qualquer amigo que diga estar com algum problema de saúde é:

– Já passou Tiger Balm?

Se a resposta for sim seguida de um “mas não melhorou”, você sabe que a coisa é séria e é hora de consultar um médico.

E tem médico em Phi Phi?

Tem, minha gente! Mais de um, inclusive, e por incrível que pareça tem até um mini hospital!

Phi Phi hospital

Além dele, há três clínicas aqui que atendem muitos convênios médicos internacionais ou particular, mas aí a conta pode ficar bem cara, e também há um médico local cuja placa diz “traditional barefoot doctor“, que eu ainda não consultei mas gostaria muito de ver do que se trata. Aliás, meu instinto natureba me diz que eu deveria ter ido nele ao invés da clínica tradicional para ver a dor que estava sentindo no pé uns dias atrás; tenho quase certeza de que teria sido mais barato e mais eficiente. Devo marcar uma consulta por esses dias e depois volto pra contar o que aconteceu. Por enquanto, o que tenho a dizer sobre a “tradicional medicina tailandesa para viajantes” é que: se o problema for interno, tome Royal-D e se o problema for externo, Tiger Balm nele. Caso nada disso resolva, procure um médico.



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